
04 July 2009
Moby - Wait For For Me

08 June 2009
07 June 2009
06 June 2009
03 June 2009
É hoje o concerto do ano
Já os vi uma vez e a expectativa para a noite de hoje não é grande... é enorme. Passei no estádio hoje, às 8 da manhã, e já havia pessoas (com ar de quem passou lá a noite), à espera que as portas abrissem, o que só vai acontecer por volta das 17 horas e 30 minutos. Após o cancelamento da actuação dos irlandeses "The Answer", a primeira parte vai ser assegurada pelos portugueses Vicious Five a segunda parte pelos, também portugueses, Mundo Cão. Finalmente, por volta das 21 horas e 30 minutos, entram em palco os AC / DC para aquele que será, seguramente, o concerto do ano.02 June 2009
Ao vivo... Rolling Stones
01 June 2009
Placebo - Battle For The Sun

31 May 2009
30 May 2009
29 May 2009
28 May 2009
Ao vivo... Nick Cave
27 May 2009
The Pink Mountaintops - Outside Love

25 May 2009
Cage The Elephant - Cage The Elephant

Ao vivo... Red Hot Chili Peppers + Stereophonics
24 May 2009
23 May 2009
22 May 2009
Faunts - Feel.Love.Thinking.Of

Ao vivo... Monges de Shaolin
21 May 2009
Ao vivo... Cranberries
Momentos... Beatnicks
20 May 2009
Crocodiles - Summer Of Hate

19 May 2009
Ao vivo... Festival Paredes de Coura 2000
Data - Dias 11, 12 e 13 de Agosto de 2000Local - Paredes de Coura
Notas - Mais uma edição deste Festival que aproveitando o cenário natural e um palco simples, brinda-nos sempre com um cartaz de grande qualidade.
18 May 2009
Bat For Lashes - Two Suns

Ao vivo... Ben Harper
17 May 2009
D'Outrora... Salada de Frutas
16 May 2009
D'Outrora... Salada de Frutas
15 May 2009
Ao vivo... Pearl Jam
Maccabees - Wall Of Arms

14 May 2009
Pelo mundo... Rossy
Roosy é natural da ilha de Madagascar e a sua música cruza instrumentos tradicionais de Madagascar com instrumentos modernos, como por exemplo sintetizadores, o que origina um som invulgar. É um estilo musical muito próprio que não chega a poder ser considerado música popular de Madagascar mas também não pode ser considerada música electrónica. É estabelecida uma fusão entre o tradicional africano e o moderno europeu de forma muito agradável.13 May 2009
Manic Street Preachers - Journal For Plague Lovers
Um rock simultaneamente suave e agressivo, repleto de guitarras fortes e ritmadas, percorre este disco composto por catorze canções, onde não faltam algumas baladas no tom acústico a que o grupo nos habituou.
12 May 2009
Ao vivo... Pet Shop Boys
11 May 2009
Ben Harper - White Lies for Dark Time

10 May 2009
Fischerspooner - Entertainment

09 May 2009
White Lies - To Lose My Life

08 May 2009
D'Outrora... John Watts
Foto de John Watts, vocalista da banda Fischer-Z, que obteve algum sucesso no início dos anos 80 e que amanhã actua em Oeiras, no auditório Municipal Eunice Munoz. Esta foto é do início dos anos 80 quando Watts deu início à sua carreira a solo e passou por Portugal para uma participação no programa "Passeio dos Alegres", apresentado por Júlio Isidoro para a RTP 1. Após a actuação no programa o autor deste blog fez-lhes uma entrevista que foi publicada no jornal Musicalíssimo.Ao vivo... David Byrne
07 May 2009
Momentos... Beatnicks
06 May 2009
Ao vivo... Lenny Kravitz
05 May 2009
04 May 2009
Ao vivo... B. B. King
03 May 2009
02 May 2009
01 May 2009
30 April 2009
Ao vivo... Zucchero
Pelo mundo... Remmy Ongala
Há quem diga que na Tanzânia, Remmy Ongala é mais conhecido do que o próprio presidente da república. Ele e a sua Orchestra Super Matimila desenvolvem toda a sua actividade musical a partir de Dar Es Salaam, antiga capital da Tanzânia e onde estão situados a maior parte dos agentes económicos e sendo praticamente o centro da decisão política, apesar da capital ser Dodoma desde 1973.
Remmy Ongala como músico iniciou-se na bateria e mais tarde passou à guitarra e é responsável por uma grande parte dos mais excitantes e envolventes temas da música africana, graças ao cruzamento muito conseguido do som da guitarra soukous (tipicamente do Zaire, país onde nasceu, na região de Kivu e de onde emigrou para a Tanzânia em 1968), com ritmos tanzanianos, latinos e algumas influências da música das Caraíbas, aliando a este cocktail musical a sua soberba voz. As suas canções são normalmente longas, com extensos solos de guitarra que nos maravilham com aquele som típico que só os africanos conseguem obter desse instrumento.
Através da sua música, Remmy Ongala tenta ir mais longe e evitar que ela seja somente uma forma de fazer as pessoas dançar através do seu ritmo contagiante. Para isso, foca sempre questões sociais nas letras, abordando imensos temas como por exemplo a sida, a corrupção governamental, as injustiças sociais, e uma imensidão de assunto que, infelizmente, são comuns e retratam a realidade da maioria dos países do continente africano, continente esse que tanto nos encanta com as suas maravilhas naturais como nos entristece e constrange com a sua realidade social.
África é um continente único, quer a nível musical quer em termos místicos. Talvez seja por isso que quando escutamos um disco de música tipicamente africana seja impossível ficarmos impávidos e serenos à escuta. Existe algo nos toca e nos faz vibrar, e a música de Remmy Ongala é um desses casos.
Discografia selectiva:
1990 – Songs For The Poor Man
1991 – Mambo
1996 – Sema
29 April 2009
Ao vivo... Super Bock Super Rock
Data - Dias 25 e 26 de Mario de 200628 April 2009
Ao vivo... David Byrne
27 April 2009
Dan Deacon - Bromst

Ao vivo... David Byrne
26 April 2009
Bob Dylan - Together Through Life

25 April 2009
24 April 2009
Pelo mundo... Guo Brothers
Os Guo Brothers são formados por Guo Yue e Guo Yi tendo editado o seu primeiro trabalho “Yuan” através da editora Real World de Peter Gabriel em 1990. Neste disco, produzido pelo Irlandês Pól Brennan (Ex. Clannad), o grupo traz-nos bonitas canções inspiradas na música tradicional chinesa, com leves influências de Pól Brennan mas que de modo algum interferem com a identidade dos temas.Oriundos de uma família pobre, os dois irmãos desenvolveram um grande trabalho em termos de pesquisa da música popular e tradicional, chinesa desde as mais remotas zonas até às grandes cidades A sua música tocada somente com dois instrumentos tradicionais chineses, graças à forte influência das flautas, transmite-nos sensações de prazer, um prazer relaxante que nos leva a “viajar” por esse imenso país que é a China.
Apesar de residirem na China, a sua música não obteve grande sucesso a nível interno, sendo apenas reconhecida internacionalmente.
Em 1995 editaram “Our Homeland” e em 1997 "Music Of China".
DISCOGRAFIA
1990 – Yuan
1995 – Our Homeland
1997 – Music Of China
Ao vivo... Peter Gabriel
23 April 2009
D'Outrora... Afrika Star
Perg. – Além de cantares no grupo, também cantas a solo, tendo inclusivamente concorrido ao festival da canção. Fala-nos da tua carreira a solo.
Resp. – O gravar a solo é secundário. O objectivo que tive no cantar a solo, foi concorrer ao festival da canção, mas a minha canção não foi apurada. Agora vou concorrer ao festival da canção que o Stress está a organizar, em que como se sabe, vão estar presentes algumas das canções que o júri não apurou.
Perg. – No próximo dia 3 de Maio vocês vão arrancar para a Europa, numa tournée em que irão actuar no Luxemburgo, Itália, França, Holanda. Fala-nos um bocado, acerca disso.
Resp. – Nós, todos os anos fazemos essa tournée e o público reage bem à nossa música. A maioria do público que temos nesses espectáculos, é público cabo-verdiano, mas também vão alguns estrangeiros. Por vezes até temos que prolongar as nossas tournées, porque o público exige. Os países onde temos mais sucesso, é na Itália e na França. O público gosta de ouvir as nossas músicas.
Perg. – Em termos de planos para o futuro, o que é que vocês têm planeado?
Resp. – Além dessa tournée e do LP, estamos a pensar organizar um festival de reggae que contará com a presença de Peter Tosh e dos Culture, mas estas presenças ainda não estão confirmadas. Estamos também a pensar em organizar um espectáculo que durará dois dias, e para isso pensamos levar lá os Ferro e Fogo e os UHF. Este espectáculo ainda está em fase de estudo.
FIM
Momentos

João Alain, guitarrista da saudosa Go Graal Blues Band. Na minha opinião, um dos melhores guitarristas de sempre da música portuguesa. Após o final do grupo, e pelo que sei e que carece de confirmação, João Alain colaborou com alguns músicos como músico de estúdio mas não voltou aos palcos nem a nenhum outro projecto musical que tenha visto registado em disco a sua actividade.
22 April 2009
D'Outrora... Afrika Star
Perg. - Jô, em primeiro lugar gostava que me dissesses qual a formação actual do grupo.
Resp. – O grupo actualmente é formado por mim, que sou o vocalista; no baixo temos o Joaquim, o guitarra solo é o Jorge, contra viola solo é o Pedro, viola ritmo é o Zé, na bateria o Manuel e temos um director que é o Zeca.
Perg. – Quais os objectivos que pretendem atingir ao fazer a divulgação da música de Cabo Verde?
Resp. – Nós tentamos mostrar às pessoas que a música de Cabo Verde merece que lhe seja dada mais atenção, e para isso divulgamo-la, apesar do pouco apoio que temos a nível editorial. Em Portugal já existem cerca de doze agrupamentos de música Cabo-Verdiana e aos poucos está-se a implantar, mas quando tivermos mais apoio por parte das editoras, ainda será maior.
Perg. – Em termos de discos, como é que vão os Afrika Star?
Resp. – No final do ano passado editámos o LP “Puli S. Bento” e em Abril deste ano editámos o LP Afrika Star 82. Neste próximo disco, todos os temas vão ser originais e serão cantados em crioulo, na sua maioria.
Perg. – Os vossos discos são difíceis de encontrar no mercado. Não haverá um desinteresse por parte da editora na divulgação da vossa música?
Resp. – A editora tem-se mostrado interessada em nós, mas não nos tem dado apoio promocional, devido, possivelmente, a condições financeiras. Inclusivamente, há certos trabalhos que deviam ser feitos pela editora e somos nós que os fazemos, como por exemplo a promoção dos discos pois somos nós que os levamos às rádios. Esse tido de trabalho devia ser feito pela editora, mas não é isso que acontece.
Perg. – Porquê? Por falta de dinheiro?
Resp. – Não é por falta de dinheiro. Eles não têm feito promoção, nem na rádio nem nos jornais. Sinceramente não sei porquê, ainda estou para entender isso. As discotecas até se recusam a receber os nossos discos, devido a esse pouco apoio. Outro defeito que a nossa editora tem é que se preocupa mais em chegar ao público Cabo-Verdiano, somente.
...
Ao vivo... Coldplay
Local - Pavilhão Atlântico
Observações - Sala esgotada para aquele que foi um dos melhores concertos de 2005, apesar de Chris Martin, por várias vezes, ter-se esquecido das letras das canções. Um bom espectáculo com uma parte verdadeiramente espectacular em que Chris Martin desaparece do palco e aparece no meio do público a cantar.
21 April 2009
20 April 2009
Ao vivo... Spain
19 April 2009
18 April 2009
17 April 2009
Pelo mundo... Amadou & Mariam
Amadou Bagayoko e Mariam Doumbia conheceram-se em Bamako, no Mali no ano de 1975, no instituto para jovens invisuais. Amadou nasceu em Outubro de 1954 e com apenas 14 anos começou a sua carreira musical como membro do agrupamento Les Ambassadeurs du Motel até 1974. Amadou ficou invisual na adolescência, tendo então ingressado no instituto onde veio a conhecer aquela que viria a ser a sua esposa Mariam Doumbia, também invisual desde os cinco anos de idade. Mariam nasceu em Abril de 1958 e após ingressar no mencionado instituto, aprendeu Braille, dança e música. Para além destas actividades, Amadou & Mariam fizeram com que as actividades musicais e artísticas no instituto tivessem grande desenvolvimento.Em 1980 decidem casar e dar início a uma parceria, também em termos musicais. Até 1985 Amadou desenvolve uma intensa carreira a solo onde ganha alguns prémios e obtém relativo sucesso e nesse mesmo ano fazem os primeiros espectáculos fora do Mali, mais propriamente no Burkina-Faso e em 1986 mudam-se para a Costa do Marfim em busca de melhores condições de gravação. É que, por incrível que pareça, no Mali as condições eram fracas, apesar de ser um autêntico “viveiro” de músicos de grande qualidade como por exemplo Ali Farka Touré, Fela Kuti ou Salif Keita (que também fez parte dos Les Ambassadeurs du Motel, com Amadou).
Em termos de edições musicais, o grupo começou por lançar várias cassetes produzidas por Maikano, até que em 1994 foram convidados para gravar em Paris, trabalhos esses que nunca chegaram a ser editados e, finalmente em 1998 é lançado o primeiro CD “Sou Ni Tile”, ao qual se sucederam vários discos quer do grupo quer a de Amadou a solo, e em 2002 colaboram com Manu Chao. Esta parceria com um dos mais bem sucedidos músicos de World Music fez com que a sua música começasse a ser mais conhecida a nível mundial e deu nova projecção ao grupo.
Finalmente em 2004 o sucesso e o talento são reconhecidos um pouco por todo o mundo, graças ao fabuloso disco “Dimanche au Bamako” que obtém grande sucesso a nível internacional tendo sido considerado pela crítica, quase unanimemente, como o melhor disco de World Music desse ano. Esse enorme sucesso fez com que iniciassem tournées pela Europa e África, e obtivessem muitos e importantes prémios no mundo da música.
A partir desta altura começaram a colaborar com vários músicos de renome, como por exemplo Damon Albarn e actuaram em vários festivais, um pouco por todo o mundo.
O ano de 2008 trouxe-nos mais uma agradável surpresa (em tom de confirmação), com o disco “Welcome to Mali”, onde colaboraram vários e importantes músicos, como por exemplo Toumani Diabete, Tiken Jah Fakoly, Juan Rozoff, e também o ex-Blur e Gorillaz, Damon Albran na produção. Trata-se de um disco diferente do anterior, onde se nota uma ligeira fusão com ritmos ocidentais, o que dá origem a uma música de “dançante” e contagiante, mas sem perder a identidade com esse país de grandes músicos – Mali -, e esse continente – África –, onde se toca (e que nos toca) de uma forma inigualável e peculiar.
Amadou & Mariam são, sem qualquer dúvida, um dos nomes mais importantes do actual panorama da World Music, neste caso do Mali e de África.
DISCOGRAFIA

16 April 2009
15 April 2009
Ao vivo... Red Hot Chili Peppers
Local - Pavilhão Atlântico
Observações - Pavilhão completamente esgotado para um excelente concerto da banda liderada por Anthony Kiedis, durante a tournée de promoção a "By The Way", editado em 2002 e que conseguiu obter grande sucesso, quer por parte da crítica quer comercialmente. Os Red Hot Chilli Peppers conseguiram manter o nivel de Californication editado em 1999.
14 April 2009
13 April 2009
Ao vivo... António Pinho Vargas
12 April 2009
11 April 2009
Leonard Cohen - Live In London

10 April 2009
09 April 2009
D'Outrora... Afrika Star
Perg. – Além de cantares no grupo, também cantas a solo, tendo inclusivamente concorrido ao festival da canção. Fala-nos da tua carreira a solo.
Resp. – O gravar a solo é secundário. O objectivo que tive no cantar a solo, foi concorrer ao festival da canção, mas a minha canção não foi apurada. Agora vou concorrer ao festival da canção que o Stress está a organizar, em que como se sabe, vão estar presentes algumas das canções que o júri não apurou.
Perg. – No próximo dia 3 de Maio vocês vão arrancar para a Europa, numa tournée em que irão actuar no Luxemburgo, Itália, França, Holanda. Fala-nos um bocado, acerca disso.
Resp. – Nós, todos os anos fazemos essa tournée e o público reage bem à nossa música. A maioria do público que temos nesses espectáculos, é público cabo-verdiano, mas também vão alguns estrangeiros. Por vezes até temos que prolongar as nossas tournées, porque o público exige. Os países onde temos mais sucesso, é na Itália e na França. O público gosta de ouvir as nossas músicas.
Perg. – Em termos de planos para o futuro, o que é que vocês têm planeado?
Resp. – Além dessa tournée e do LP, estamos a pensar organizar um festival de reggae que contará com a presença de Peter Tosh e dos Culture, mas estas presenças ainda não estão confirmadas. Estamos também a pensar em organizar um espectáculo que durará dois dias, e para isso pensamos levar lá os Ferro e Fogo e os UHF. Este espectáculo ainda está em fase de estudo.
FIM
Ao vivo... Diana Krall
08 April 2009
D'Outrora... Afrika Star
Perg. - Jô, em primeiro lugar gostava que me dissesses qual a formação actual do grupo.
Resp. – O grupo actualmente é formado por mim, que sou o vocalista; no baixo temos o Joaquim, o guitarra solo é o Jorge, contra viola solo é o Pedro, viola ritmo é o Zé, na bateria o Manuel e temos um director que é o Zeca.
Perg. – Quais os objectivos que pretendem atingir ao fazer a divulgação da música de Cabo Verde?
Resp. – Nós tentamos mostrar às pessoas que a música de Cabo Verde merece que lhe seja dada mais atenção, e para isso divulgamo-la, apesar do pouco apoio que temos a nível editorial. Em Portugal já existem cerca de doze agrupamentos de música Cabo-Verdiana e aos poucos está-se a implantar, mas quando tivermos mais apoio por parte das editoras, ainda será maior.
Perg. – Em termos de discos, como é que vão os Afrika Star?
Resp. – No final do ano passado editámos o LP “Puli S. Bento” e em Abril deste ano editámos o LP Afrika Star 82. Neste próximo disco, todos os temas vão ser originais e serão cantados em crioulo, na sua maioria.
Perg. – Os vossos discos são difíceis de encontrar no mercado. Não haverá um desinteresse por parte da editora na divulgação da vossa música?
Resp. – A editora tem-se mostrado interessada em nós, mas não nos tem dado apoio promocional, devido, possivelmente, a condições financeiras. Inclusivamente, há certos trabalhos que deviam ser feitos pela editora e somos nós que os fazemos, como por exemplo a promoção dos discos pois somos nós que os levamos às rádios. Esse tido de trabalho devia ser feito pela editora, mas não é isso que acontece.
Perg. – Porquê? Por falta de dinheiro?
Resp. – Não é por falta de dinheiro. Eles não têm feito promoção, nem na rádio nem nos jornais. Sinceramente não sei porquê, ainda estou para entender isso. As discotecas até se recusam a receber os nossos discos, devido a esse pouco apoio. Outro defeito que a nossa editora tem é que se preocupa mais em chegar ao público Cabo-Verdiano, somente.
07 April 2009
06 April 2009
Ao vivo... Eric Clapton
05 April 2009
04 April 2009
Neil Young - Fork In The Road

03 April 2009
Cinematic Orchestra na Aula Magna

Jason Swinscoe, líder e fundador dos Cinematic Orchestra faz-se acompanhar nestes dois espectáculos em Portugal – os únicos na Europa em 2009 - por Phil France, Tom Chant, Luke Flowers, Nick Ramm, e Stuart McCallum.
O espectáculo da Aula Magna no dia 02 de Abril foi fabuloso. Jason Swinscoe e os seus excelentes músicos tocaram temas dos vários álbuns do grupo para uma sala completamente esgotada e incansável nos aplausos, tendo no final e durante cerca de dez minutos, aplaudido de pé os músicos.
Foi uma noite de boa música electrónica com excelentes fusões com um Acid-Jazz de qualidade, com bons solos por parte de todos os músicos e nesses momentos o público permanecia num devoto silêncio, que explodia num aplaudir intenso.
Para fechar a noite, Grey Reverend que tocou na primeira parte interpretou “To Build a Home”, sendo o momento alto da noite.
Apesar de ter sido um bom concerto, ficou a sensação de que o grupo podia ter ido mais longe ao nível do improviso e divagação musical, pois é um colectivo recheado de bons músicos que sabem improvisar e tocar de forma sublime e densa.
Ao vivo... Joe Cocker
02 April 2009
D'Outrora... Cinco Estrelas
Perg. – Em relação ao facto de as editoras terem de aceitar grupos, é preciso colocar o problema que por vezes aqueles discos que as editoras vão editar, podem não ter o mínimo de qualidade para serem passados na rádio. Isso é uma realidade, não concordam?
Resp. – (F.H.) Está certo, mas nesse caso eu pergunto: porque razão é que se passa tanta música estrangeira de fraca qualidade? Será que é só por ser estrangeira? Então se há uma grande quantidade de música estrangeira que em termos de qualidade deixa muito a desejar, acho que fraca qualidade por fraca qualidade, o público prefere a nossa música, a música portuguesa. Se em termos de público não existe esse problema porquê essa imposição da música estrangeira?
Perg. – Mas será que não há mesmo esse problema?
Resp. – (F.H.) Eu tenho a certeza que não. Digo-te isto porque contacto muito com o povo. Há um sector do público urbano que prefere a música estrangeira, mas será que quem ouve rádio é só o público das zonas urbanas? Podia fazer-se uma sondagem para ver qual o tipo de música que o público prefere, e os senhores da rádio iam ficar surpreendidos. De certeza que viria a ser mais passada a música portuguesa e isso dar-nos-ia condições monetárias para que pudéssemos desenvolver as nossas condições técnicas, para termos melhor qualidade. É claro que concordamos que se passe música estrangeira na rádio, mas que seja de qualidade. Nós somos pela opinião do intercâmbio musical. Musicalmente somos colonizados pela América e pela Inglaterra, mas não devemos esquecer que a França, Itália e Espanha, são grandes potências musicais.
Perg. – Em Portugal, no que diz respeito a promoção, a vossa editora é a melhor, sem qualquer dúvida. Acham isso fundamental para que um disco obtenha sucesso’
Resp. – (J.A.) Acho que sim.
(J.V.) – É como as latas das salsichas: as que mais se vendem são aquelas a que fazem mais publicidade.
Perg. – E passa-se o mesmo em termos discográficos?
Resp. – (J.V.) Sim, mas tem de haver sempre qualquer coisa, tem que ter um mínimo de qualidade.
Perg. – Através das letras das vossas músicas, o que é que tentam transmitir às pessoas?
Resp. – (J.A.) Tentamos dizer coisas sérias a brincar e criticamos a sociedade, pois a crítica é positiva e é uma forma de diálogo, desde que não seja destrutiva; a partir do momento que é destrutiva, já considero negativa, dizer mal por dizer.
Perg. – Em termos de projectos para o futuro, o que têm?
Resp. – (J.V.) Queremos dar muitos concertos, acabar de pagar o PA. O nosso objectivo é gravar um Lp e esperamos vir a conseguir isso. Talvez saia mais um single nosso depois do verão.
FIM
01 April 2009
D'Outrora... Cinco Estrelas
Ao contrário do que muita gente pensa, o agrupamento 5 estrelas que agora editou o seu primeiro disco, já têm quinze anos de experiência musical. Somente ao fim destes quinze anos é que viram o seu trabalho compensado com a gravação do single “Vida Chata / Vampiro”, que promete ser um enorme sucesso. Este grupo é formado por: Félix Heleno, como coordenador geral; José Araújo na guitarra e voz; José Sofia na bateria, José Vítor, no baixo; Zé Fernando, nas teclas e João António nos sintetizadores. Estes são os cinco Estrelas e de seguida passemos a uma entrevista que lhes fizemos, pois eles prometem.
Perg. – Como é que se definem, musicalmente?
Resp. – (José Vítor) Musicalmente… acho que é música de 5 estrelas, só.
(José Araújo) Nós procuramos não estar ligados a nenhum movimento em particular. A música que fazemos é aquela que nos apetece fazer, e se o pessoal gosta ou não gosta, isso não interessa.
Perg. – Inicialmente começaram por ser um grupo de baile e depois passaram para um onda rock. Há quem considere uma evolução natural, mas por outro lado há quem considere existir um aproveitamento pelo facto do rock, dar dinheiro. No vosso caso, trata-se de um aproveitamento para conseguirem gravar um disco, ou é o caso da chamada evolução natural?
Resp. – (J.A.) Nós evoluímos naturalmente, não nos aproveitamos dos outros estarem a gravar para conseguirmos gravar, também. Não fomos atrás dessa gente toda. Fizemos a música que nos apeteceu fazer e depois calhou gravarmos o disco. Agora, se é rock ou não, a malta é que sabe.
(J.V.) Eu acho que sim. O rock abrange uma área grande não é só música da pesada. Pode haver rock mais suave.
Perg. – Agora que já conseguiram gravar um disco, pensam continuar com os bailes?
Resp. – (J.A.) Vamos continuar temporariamente. Vamos fazer os últimos contratos que temos marados e depois queremos dedicar-nos aos concertos o mais depressa possível.
Perg. – Vocês querem-se dedicar aos concertos. Têm estruturas para isso, para uma tournée?
Resp. – (J.A.) Temos. Nós temos uma aparelhagem bastante sofisticada e todo o apoio necessário para tocarmos seja onde for. O que acontece é que há poucos espectáculos e há medo de investir neles. Nós já temos material suficiente para fazer um espectáculo.
Perg.. – Então o vosso problema é a falta de convites?
Resp. – (J.A.) Convites, realmente, surgem poucos porque há falta de promotores de espectáculos e por esse motivo, os espectáculos não existem em grande quantidade. Há também o facto de não sermos conhecidos.
(F.H.) O meio musical é difícil, somos um país pequeno e há poucos promotores. A razão porque ainda temos de fazer alguns bailes, é porque temos os nossos encargos familiares e é natural que se aparecer um contrato com um determinado cachet, ainda tenha de se aceitar. Era com que fosse possível fazer só concertos; seria o ideal. Aí a rádio e a televisão têm uma força extraordinária e a prova está em todo este movimento que se criou e não foi por acaso que os primeiros grupos que apareceram, ganharam todos discos de ouro pelas vendas dos discos. É uma prova de que os portugueses querem música portuguesa. A possibilidade de os grupos se manterem depende muito de uma divulgação que a rádio e a TV deves estar dispostos a dar ao seu público.
(J.V.) Para ajudar nesse sentido, surgiu a lei dos 50% a música portuguesa.
Perg. – Mas essa lei não está a ser cumprida.
Resp. – (J.V.) Para já ainda são os 40% e a partir do próximo ano é que passa aos 50%. Essa lei veio fazer com que as editoras tivessem de lançar grupos pois é preciso música portuguesa.
(J.S.) A rádio, hoje em dia, nem os 40% passa, porque não existe qualquer controlo.
31 March 2009
D'Outrora... Recorte de Imprensa

Artigo publicado no jornal Musicalíssimo sobre um concerto no Rock Rendez Vous. O artigo não é de minha autoria, mas estive lá neste dia e aproveitei para para fazer uma entrevista ao Anibal Miranda, numa altura em que este músico tinha bastante sucesso, principalmente graças ao seu single "Don't Shoot".30 March 2009
A não perder... Cinematic Orchestra
- Motion (1999)
Ao vivo... Genesis
29 March 2009
28 March 2009
27 March 2009
Marianne Faithfull... Easy Come Easy Go
Easy Come Easy Go é um disco de covers que abrange diversos estilos e autores como Randy Newman, Decemberists, Smokey Robinson ou Morrissey. Para além de Faithfull seleccionar excelentes temas destes músicos, rodeou-se também de um elenco de luxo ao nível de colaborações, como por exemplo Antony Hegarty, Nick Cave, Rufus Wainwright, Jarvis Cocker, Sean Lennon, Keith Richard e muitos outros.
Ao vivo... Moonspell
26 March 2009
D'Outrora... Recorte de Imprensa
25 March 2009
Pet Shop Boys... Yes
Yes marca o regresso dos Pet Shop Boys aos discos, após um interregno de cerca de três anos.24 March 2009
23 March 2009
Ao vivo... Elton John
22 March 2009
21 March 2009
20 March 2009
Que é feito de... Nina Hagen?
Com uma voz estranha mas segura e bem colocada, na qual eram evidentes as influências da ópera que chegou a aprender, os seus dois primeiros discos conseguiram obter algum sucesso, apesar de nunca terem sido considerados trabalhos de grande qualidade. Nina Hagen gravou uma versão punk do conhecido tema "My Way" de Frank Sinatra.
Que é feito dela?
DISCOGRAFIA
19 March 2009
18 March 2009
Bruce Springsteen... Working On A Dream
Numa altura em que se começa a falar do regresso a Portugal de Bruce Springsteen, destaco o seu último trabalho “Working On a Dream”.
Este disco surge na sequência de Magic, editado em 2007 e marca o regresso do Boss ao rock depois da passagem pelo folk americano num excelente disco de covers de Pete Seeger “We Shall Overcome: The Seeger Sessions”, de 2006. Enquanto que Magic era evidente uma revolta originada pelas políticas de Bush, Working On a Dream mostra alguns sinais de optimismo pela eleição de Obama para a presidência americana. Sendo Springsteen um activista de esquerda, a sua música (como sua principal arma) não podia passar ao lado destas questões, bem como da esperança de que Obama possa mudar algo no mundo, e nos EUA.
Working On a Dream é um disco que vale pelo seu todo, com boas canções dentro do estilo a que Springsteen nos habituou; um disco cheio de esperança que começa com um tema longo, conceptual e brilhante (Outlaw Pete), seguindo-se um desfilar de bons temas onde é visível e audível o prazer de Bruce Springsteen em gravar com a sua E-Street Band numa era pós-Bush. "The Last Carnival" é dedicado a Danny Frederici, membro da E-Street Band e recentemente falecido. São notórios os sons a que a E-Strett Band nos habitou, as guitarras de Van Zandt e Nils Lofgren’s em My Lucky Day. Como tema extra aparece no disco "The Wrestler", feito propositadamente para o filme com o mesmo nome e interpretado por Mickey Rourke.
Um bom disco e, seguramente, um grande concerto.
01 – Outlaw Pete
02 – My Lucky Day
03 – Working On A Dream
04 – Queen Of The Supermarket
05 – What Love Can Do
06 – This Life
07 – Good Eye
08 – Tomorrow Never Knows
09 – Life Itself
10 – Kingdom Of Days
11 – Surprise, Surprise
12 – The Last Carnival
13 – The Wrestler
Nota – 8/10
17 March 2009
Momentos... Beatnicks
Foto tirada pelo autor deste blog durante um concerto dos Beatnicks no Rock Rendez Vous. Mais um grupo que não durou muito tempo nem obteve grande êxito. Chegou a contar com a Lena D'Água como vocalista na altura da edição do primeiro single. A partir dessa altura passou a ser Tó Leal o vocalista do grupo, tendo gravado, entre outros, os singles "Somos o Mar" e "Blue Jean", bem como o LP "Aspectos Humanos", que foi um registo curioso e importante numa onda de um pop suave mas agradável.Se não estou em erro, o único elemento do grupo que ainda hoje grava é o Tó Leal, com uma carreira a solo virada, essencialmente, para a música ligeira.
16 March 2009
D'Outrora... Ferro & Fogo
Postal que vinha dentro de um single dos Ferro e Fogo, grupo de rock português com algum (não muito) sucesso no início dos anos 80. Gravaram alguns singles e um LP "A Ferro & Fogo" que foi um autêntico fiasco, em termos comerciais.Ao vivo... Stomp
13 March 2009
Ao vivo... Festival do Sudoeste
12 March 2009
Ao vivo... Deep Purple
27 February 2009
Ao vivo... Evanescence
26 February 2009
25 February 2009
Ao vivo... Tindersticks
23 February 2009
Ao vivo... AC/DC
20 February 2009
19 February 2009
Ao vivo... Def Leppard
Local - Pavilhão de Cascais
Notas - No auge do grupo, os Def Leppard proporcionaram um excelente concerto ao imenso público que encheu por completo o Pavilhão de Cascais.
A partir desta altura, os Def Leppard nunca mais conseguiram obter grande sucesso, editando discos demasiado fracos, como por exemplo Slang editado em 1996, ou X de 2002, em contraste com os excelentes Pyromania de 1983, Hysteria de 1987 ou o extremamente comercial Adrenalize de 1992. Em 2008 editaram Songs From The Sparkle Lounge.
Na primeira parte actuaram os Terrorvision.
20 January 2009
D'Outrora... Recorte de Imprensa
19 January 2009
Momentos
06 January 2009
Momentos... Filhos do Presidente
Foto do grupo "Filhos do Presidente". Este agrupamento surgiu durante o apogeu do rock feito em Portugal no inicio dos anos 80. Se não estou em erro, chegou a gravar um single mas que não obteve grande sucesso. Para além de algumas (poucas) passagens por programas da televisão, pouco fizeram. Brevemente será publicada neste blog, uma entrevista feita a este grupo no intervalo de uma apresentação num programa de TV, salvo erro "Passeio dos Alegres".
16 November 2008
01 November 2008
24 October 2008
23 October 2008
Ao vivo... Kamikaze
Foto durante um concerto no Rock Rendez-Vous. Os Kamikase, foram mais uma daquelas bandas de baile que, aproveitando o boom do rock português, tentaram a sua sorte em termos discográficos. Apesar de terem obtido uma boa participação no festival Só Rock, não chegaram a gravar nenhum disco. Foi uma das apostas do autor deste blog, enquanto jornalista do Musicalíssimo. Penso que o grupo já não existe.18 October 2008
16 October 2008
15 October 2008
14 October 2008
12 October 2008
11 October 2008
10 October 2008
D'Outrora... Adelaide Ferreira
Quarta parte de uma entrevista feita pelo autor deste blog a Adelaide Ferreira, publicada no suplemento "Som 80", parte integrante do jornal "Portugal Hoje", extinto no início dos anos 80. ...
Perg. – O que achas deste movimento eu surgiu o ano passado, de grupos rock portugueses? Resp. – Essencialmente acho que existe uma saturação por parte do público português, ao rock importado. O rock internacional está a passar uma crise. Por exemplo, eu acho que a New Wave é um estilo muito fraco e, na minha opinião, feito de uma forma muito pouco inteligente. Costumo dizer que é um rock quadrado e o público português é muito inteligente e quando existe qualquer coisa que não lhe agrade, ele agarra o que é bom. O rock português acontece bem por parte do Rui Veloso e os portugueses aderem ao rock feito por portugueses, na medida em que está a ser feito com muito melhor qualidade do que o estrangeiro.
09 October 2008
D'Outrora... Adelaide Ferreira
Resp. – Sabes que aqui em Portugal o critério é uma coisa em que não podemos pensar muito, pois existem poucos músicos com capacidade. Há alguns mas são poucos, talvez porque a entrada nas escolas, por exemplo no conservatório, é muito restrita, pois não é qualquer pessoa que consegue entrar numa escola dessas. A possibilidade de se formarem músicos no nosso país é quase nula e é por isso que existem poucos músicos com capacidade e portanto, a minha selecção de músicos praticamente não existiu, pois “agarrei” os que havia. Eles são o Necas na bateria, Luís Fernando na guitarra ritmo e harmónica, Eduardo Quintela no piano, Carlos Borracha na viola solo e o Zacarias no baixo. O Zacarias substitui recentemente o Vasco Alves que estava no grupo, mas teve de sair por questões da sua vida pessoal.
Perg. – És ao mesmo tempo actriz e cantora. Qual das duas profissões te dá mais gozo fazer?
Resp. – As duas podem-se completar e eu gostava imenso de fazer um filme em que pudesse reunir essas duas coisas, como por exemplo uma ópera rock. Gosto imenso das duas,
Perg. – Recentemente afirmaste que os cantores em Portugal, não cantam com a voz que têm mas com a voz que pensam ter. O que pretendias dizer com esta afirmação?
Resp. – Disse e mantenho. O que quis dizer foi que nós, normalmente, não conhecemos o instrumento que temos. Eu, por exemplo, aqui há dois anos desconhecia metade da voz que conheço hoje em mim. E isso deve-se ao motivo que te disse há pouco: há muito poucas escolas, ou acesso a escolas, onde nós possamos aprender isso mesmo, conhecer e educar a nossa voz. Eu digo isto, porque vejo no dia-a-dia que há cantores que cantam com muita voz e não conseguem cantar bem com a voz que têm e há cantores que cantam com menos voz do que podem. Portanto, isso é sinónimo de falta de conhecimentos e eu integro-me nesse grupo. Neste momento estou na escola do Hot Club de Portugal, de jazz, para aprender a capacidade vocal que tenho, saber a elasticidade vocal que tenho e saber improvisar dentro da música.
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08 October 2008
D'Outrora... Adelaide Ferreira
Perg. – Na tua carreira musica tiveste uma viragem radical, pois passaste da música ligeira das “Alegres Comadres” para o rock de “Baby Suicida”. Porquê essa viragem e como é que te sentiste?
Resp. – Porquê? Essencialmente por uma necessidade pessoal. Devo dizer que me afastei do panorama artístico do nosso país durante oito meses, para reflectir. Fiz isso e daí surgiu o rock. Não quer dizer que antes não tenha tentado fazer rock, pois em 1979, fiz uma proposta à editora onde me encontrava, de gravar duas ou três músicas rock que, por acaso, até vão sair agora no meu LP e que, quanto a mim, são as músicas mais fortes do trabalho. Até já tive ocasião de o ver, num espectáculo que fizemos na Marinha Grande, pois essas músicas foram as que tiveram mais aceitação por parte do público. Essa tal proposta foi recusada. Entretanto, reflecti, e pensei que o rock era mesmo a melhor maneira de expressar toda uma energia acumulada dentro de mim. Como sabes eu sou uma pessoa do teatro, e o teatro dá-nos uma faculdade muito grande de saber estar em palco, de saber trabalhar o que fazemos. Portanto a opção do rock está aí e além disso tenho ouvido muito rock durante toda a minha vida e como tal, sinto-me preparada para cantar rock.
Perg. – Consideras que o “Baby Suicida” foi um trabalho conseguido?
Resp. – Considero. Aliás, é o primeiro trabalho que faço a nível discográfico com o qual me sinto realizada. Claro que existem sempre aquelas coisas que nós gostávamos que corressem melhor mas o trabalho no geral, acho que está bom.
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07 October 2008
D'Outrora... Adelaide Ferreira
A Adelaide Ferreira é uma cantora/actriz sobejamente conhecida de todos nós e que goza de certo prestígio no panorama musical português. Senão, vejamos: quem é que ainda não ouviu falar daquela música, numa onda rock, chamada “Baby Suicida” e que tem obtido enorme sucesso? E daquele grupo formado por quatro raparigas, Alegres Comadres, e que foram ao festival da canção em 1979? Seguramente que, todos nos lembramos da excelente voz da Adelaide Ferreira no seio desse grupo; e, já agora, estou-me a lembrar da sua interpretação, curta mas interessante, no filme “Kilas o mau da fita”. Foi por esta razão que decidi entrevistar a Adelaide Ferreira.
Perg. – Adelaide Ferreira, em que linha ou onda musical é que tu te integras?
Resp. – Neste momento integro-me na onda rock. Agora, se me perguntares se é ou não definitivo, digo-te que não sei porque normalmente um cantor sofre, não no sentido depreciativo, uma evolução, e eu espero que isso aconteça comigo, espero não ficar por aqui e, portanto, de certeza absoluta que o meu rock vai evoluir progressivamente e daqui por uns anos, não sei o que estou a fazer, se rock, se jazz - rock..
Perg. – Quais os cantores ou grupos que mais te influenciam?
Resp. – Olha, eu admiro muita gente no mundo da música. Creio que estou influenciada por todos os que gosto e não influenciada (parece uma contradição, mas não é), porque normalmente eu tento não me deixar influenciar na totalidade por um cantor, mas sim por um conjunto de cantores que eu selecciono para o meu gosto. Os gostos vou-tos dizer, eles são muitos do jazz e poucos do rock. Do rock são a Janis Joplin, Bette Midler, e a Elkie Brooks; do jazz gosto do Cleo Laine, Sarah Vaughan, Billie Holiday, Al Jarreau que de homens é um dos poucos por quem me deixo, não digo influenciar, mas uma vez que a educação musical em Portugal está tão pouco desenvolvida, existem tão poucas escolas de música e que nos ensinem a cantar, que vou-me ensinando a mim própria através daquilo que ouço. Não me deixo influenciar na totalidade por ninguém, mas parcialmente por toda a gente.
06 October 2008
05 October 2008
Momentos... Ferro e Fogo
04 October 2008
Momentos... Eurico
Foto tirada pelo autor deste blog a Eurico, jogador do Sporting Clube de Portugal, após uma entrevista efectuada com vista a publicação no jornal "Musicalíssimo". Apesar de ser um jornal ligado à música e à cultura, com este tipo de entrevista pretendia-se saber qual a importância da música na vida de pessoas públicas de outros quadrantes.02 October 2008
D'Outrora... Aqui Del Rock
Resp. – (Óscar) – Isso vai ser assim: António Calvário, António Mourão, Tony de Matos, etc.
Perg. – Mas isso pode vir a marginalizar o rock português.
Resp. – (Óscar) – Agora a falar a sério… acho que não.
(Fernando) – Eles vão passar rock, mas só cantado em português.
(Serra) – Eu acho que isso não pode ser assim. As pessoas podem-se exprimir na língua que quiserem desde que sejam residentes ou nascidos neste país. As consequências só se podem ver na prática, com o tempo.
Perg. – Projectos para o futuro.
Resp. – (Óscar) – Os nossos maiores projectos são tocar e ter hipóteses para o poder fazer.
FIM
01 October 2008
D'Outrora... Aqui Del Rock
Perg. – Acham que as divergências que existem actualmente entre os grupos portugueses, possam ser prejudiciais para o rock português?
Resp. – (Alfredo) – Eu acho que se eles fazem isso é muito mau, porque nós devíamos dar-nos todos muito bem.
(Serra) – Se isso é prejudicial? Pode ser mas também pode ser benéfico. Existem sempre divergências, pontos de vista diferentes e depois, na prática, isso vai dar um leque maior de possibilidades de escolhas às pessoas. Eu acho que não interessa se essas divergências existem ou não, o que interessa é que existam muitos grupos e oportunidades para eles, sejam bons ou maus. Falta de qualidade? A qualidade há-de surgir, uma vez que há quantidade.
Perg. – É possível viver em Portugal à custa da música?
Resp. – (Serra) – Para nós, até agora, ainda não foi possível, mas queremos ver se conseguimos.
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30 September 2008
D'Outrora... Aqui Del Rock
Perg. – Qual a vossa formação actual?
Resp. – Actualmente o grupo é formado pelo Alberto na guitarra, Carlos na guitarra, Serra na bateria, Fernando no baixo e por mim, Óscar que sou o vocalista.
Perg. – Há quanto tempo é que os Aqui Del Rock se formaram?
Resp. – (Óscar) – Há dois dias. Não, agora a falar a sério, nós formámo-nos há cerca de um ano e começámos a tocar aquilo que gostamos e temos feito um esforço nesse sentido. Só que os nossos gostos vão mudando e fomos tocando outras coisas e de acordo com isso, fomos encontrando as pessoas indicadas para fazer aquilo que nós queríamos e isso é um processo que leva tempo, especialmente porque o que nós pretendemos fazer também se vai definindo com as pessoas que vão entrando, mas o facto das pessoas irem entrando não é o mais importante; o mais importante é aquilo que nós hoje queremos fazer. Por isso quando me perguntaste há quanto tempo é que nós existíamos eu disse que era há dois dias, porque nós existimos no momento em que estamos a tocar para alguém, ou para nós.
Perg. – Acham que existe um Movimento Rock Português devido à explosão de grupo que houve, ou é algo efémero?
Resp. – (Alberto) – Eu posso dizer que já assisti nos anos 70 a uma coisa parecida e foi tudo por água abaixo. Por isso, não sei se acredite, apesar de estar um bocado melhor do que nos anos 70. Eu acho que esse movimento não vai ter nada a ver com os rockers que existem no nosso país, pois vai haver pessoas que se vão aproveitar disso para ganhar dinheiro e não vão dar possibilidades aos rockers de expandirem aquilo que querem dizer.
(Serra) – Desde sempre que a música deste género é efémera e é assim que se define; quando deixar de o ser, começa a ser algo chato, e tu vês que todos os grupos que perdem a urgência do momento, que perdem a inovação, que deixam de se por constantemente em causa, tornam-se grupos chatos. Eu estou convencido que para já e com a quantidade de grupos que estão a aparecer, há alguma possibilidade desse movimento continuar.
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29 September 2008
Ao vivo... Interpol
Eis o alinhamento completo do concerto:
Pioneer To The Falls
25 September 2008
D'Outrora... Xutos & Pontapés
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Perg. – Como é que o público reagiu à vossa actuação na maratona do “Musicalíssimo”?
Resp. – Acho que ficaram um bocado assustados connosco.
Perg. – Porquê?
Resp. - Porque acho que somos um grupo totalmente diferente do que se está habituado a ver, somos um grupo bastante agressivo em palco, quer do ponto de vista teatral quer do ponto de vista musical; e isso, acho que assusta um bocado as pessoas. Inicialmente o público, estava um bocado frio, mas nós conseguimos aquecer.
Perg. – Vocês tentam dar, através dos vossos poemas, alguma mensagem às pessoas que os ouvem?
Resp. – Tanto as nossas letras, como as nossas músicas são uma revolta momentânea que nós sentimos em determinadas alturas. São coisas sentidas por nós, que retratam certas revoltas, certos acontecimentos do dia-a-dia. Tentamos fazer com que as pessoas tenham interesse pelo conteúdo das letras.
Perg. – Quais são os vossos projectos para o futuro?
Resp. – Se tudo correr bem, gravar um álbum para o ano e em Fevereiro deve sair um novo single. Esperamos ir dando alguns concertos. O que mais nos preocupa é continuarmos a ensaiar e a fazer músicas.
FIM
24 September 2008
D'Outrora... Xutos & Pontapés
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Perg. – Como por exemplo o Grupo de Baile?
Resp. – Não. O Grupo de Baile é um grupo que eu, à partida ignoro, e apesar de conhecer, não quero conhecer mais.
Perg. - Não achas que, por exemplo, grupos como o Grupo de Baile, que têm umas origens um pouco distantes do rock, se querem aproveitar deste movimento justamente por isso, por dar dinheiro?
Resp. – Querem e a todos os níveis. Porque, repara, tu chegas à província e são raros os grupos de baile da província que não tentem entrar numa de rock, ou fazer um disco de rock pois isso trás mais publicidade. Temos o exemplo do “Só Rock” em que metade das bandas que lá foram, eram grupos de baile.
Perg. – Acham que o rock português tem algumas possibilidades de poder ir além fronteiras?
Resp. – Eu acho que não se pode pensar nesse caso. Nós, pessoalmente, nunca pensámos ir ao estrangeiro.
Perg. – E se surgisse uma oportunidade?
Resp. – Não íamos, porque não temos uma organização no seio do grupo que consiga aguentar o mercado nacional e que nos permita fazer uma tournée a nível nacional. A nível internacional ainda menos possibilidade havia.
Perg. – Porquê que não têm essa organização? Por falta de experiência ou questões monetárias?
Resp. – Falta de experiência, não. Agora falta de condições monetárias, talvez; a nível de material é outras das falhas, mas isso supera-se. O que acontece no seio do grupo é que, até agora, nós temos levado a coisa um bocado por brincadeira e agora estamos a começar a levar a sério. A partir daí começamos a arrancar com um projecto de organização a nível monetário e a criar uma independência monetária do grupo.
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23 September 2008
D'Outrora... Xutos & Pontapés
Em 1980 marcaram uma excelente actuação no pavilhão do Belenenses, quando serviram de suporte às vedetas “Wilko Johnson Solid Sender’s”. “Sémen” é tocado pela primeira vez no Rock Rendez-Vous e o salto para o panorama do rock nacional estava dado. Xutos e Pontapés, antes de o serem, foram “Beijinhos e Parabéns” e “De Lirius Tremulus”.
Surgiu recentemente no nosso mercado discográfico, mais um disco de rock português, desta vez do grupo Xutos e Pontapés. Neste single, o grupo brinda-nos com uma música de qualidade invulgar, “Sémen”. Devido ao facto de esse single ser um trabalho bastante positivo, fui entrevistá-los.
Perg. – Em primeiro lugar, gostava que me dissessem qual a formação do grupo?
Resp. – (Zé Pedro) – O grupo é formado por mim na guitarra e voz, o Francis na guitarra, Tim no baixo e voz e o Kalu na bateria. Formámo-nos em 1978.
Perg. – Qual a vossa experiência musical antes de tocarem nos Xutos e Pontapés?
Resp. – O Kalu toca desde os 15 anos e já fez parte de várias bandas, o Tim teve experiência no campo da música contemporânea, o Francis tocou em várias bandas de segundo plano e eu nunca tinha tido nenhuma experiência.
Perg. – Têm aspirações a ser um dos grandes grupos do rock português?
Resp. – Não. Tanto não temos aspirações como nunca nos tentamos impor, nunca nos tentamos enfiar no seio do próprio movimento.
Perg. – Porquê?
Resp. – Para já considero que não deve existir um movimento chamado rock português, porque actualmente o rock português está a ser aproveitado para tudo o que se passa em Portugal a nível de músicas mais mexidas. Portanto, há muita coisa que se faz e é chamada rock português que, à priori, não devia ter sequer qualquer contacto com o rock. Em Portugal, há uma grande paranóia a nível mental das pessoas, de aceitarem grupos pop. Ora bem, há grupos a fazerem o dito rock português, que poderiam dizer que fazem pop.
...
20 September 2008
18 September 2008
D'Outrora... Mário Mata
...
Perg. – Agora estás na tropa. Não achas que isso possa ter atrapalhado um bocado a tua carreira?
Resp. – Não. Para mim, até foi bom ter desaparecido.
Perg. – Porquê?
Resp. – Para acalmar. Eu estava a ficar um bocado afanado da voz pois tocava todos os dias. Fez-me bem ter feito ginástica, coisa que já não fazia há muito tempo. Se a tropa empatou em alguma coisa foi em termos de tempo, mais nada.
Perg. – Através dos poemas tentas transmitir algo?
Resp. – Falo mais do quotidiano. Não dou mensagens.
Perg. – Não dás directamente, mas talvez dês indirectamente.
Resp. – Sim.
Perg. Porquê?
Resp. – Dei indirectamente no primeiro LP, mas neste que vai sair agora já vou dar directamente.
Perg. – Porquê essa mudança?
Resp. – No meu primeiro álbum estava mais calmo, menos maduro e as letras do primeiro álbum não estão bem trabalhadas, com excepção da “Sonata Da Má Vida” e do “Começamos a Flutuar”. No álbum anterior tinha um bocado de retranca.
Perg. O quê que te levou a não participar na maratona do “Musicalíssimo”?
Resp. – Eu estava com febre, rouco e um bocado em baixo. Inicialmente estava para ir actuar à noite e disse-lhes que ia da parte da tarde pois quando se está rouco, à tarde está-se sempre um bocado melhor. Mas como à tarde já estava muito afanado, ia para lá fazer figura de urso, todo afanado da voz, e isso não me ia dar gozo nenhum. Portanto, acho que quando as pessoas não estão em condições, não vão. Foi por isso que não fui. Quando ao facto de não telefonar a avisar, não o fiz, porque não tinha o número de telefone de Vila Franca e não ia lá avisar.
Perg. – Quais os teus projectos para o futuro?
Resp. – A curto prazo são, trabalhar no disco e fazer espectáculos. Tenho também em vista um mês de espectáculos nos EUA. Este projecto ainda está em negociações no que respeita a datas e caso exista uma pequena alteração nas datas, vou aceitar, o que por muito mau que fosse seria benéfico, pois tudo tem o seu lado positivo.
FIM
17 September 2008
D'Outrora... Mário Mata
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Perg. – Actualmente estás em estúdio a preparar um novo trabalho, que sai em Maio. A linha musical desse LP, é diferente da do anterior?
Resp. – Tirando o “É Pá Desgraça”, praticamente tudo foge ao álbum anterior. O “É Pá Desgraça” é do tipo popular. Há três músicas tipo Blue Grass norte-americano e as restantes, uma é do tipo medieval, que se chama “Algarve e Tá Na Hora” e as outras são mais viradas para o Jazz. O álbum, possivelmente, chamar-se-á “É Pá Desgraça”.
Perg. – Esperavas que o “Não Há Nada P’ra Ninguém”, obtivesse o sucesso que obterve?
Resp. – O êxito, comercialmente falando, falhou, isto porque a música começou a ser badalada cerca de seis meses antes da saída do disco. O êxito já tinha acontecido antes do disco ter sido posto à venda, já tinha havido aquele impacto. Neste próximo trabalho as músicas só vão começar a ser divulgadas depois da saída do disco.
Perg. – Não vês a hipótese deste disco vir a ter umas vendas inferiores ao anterior?
Resp. – Pode se vender a mesma coisa e não ser um estouro. Acho que não vai ser nenhum estouro, mas não gosto de fazer previsões dessas.
Perg. – Não achas que este tempo todo que estiveste ausente, talvez tenha sido demasiado, e as pessoas tenham esquecido o Mário Mata?
Resp. – As pessoas não estão esquecidas e este espaço de tempo é preciso.
Perg. – Porquê?
Resp. – Eu acho que subi demasiado depressa, e agora quero entrar numa calma, subir aos poucos, e para isso as pessoas têm de estar preparadas. Acho que é preciso dar o espaço de pelo menos um ano para a música que quero fazer. Também quero mostrar às pessoas que o Mário Mata não é só o “Não Há Nada P’ra Ninguém”. Sou muito da opinião de se deixar o espaço de um ano, e acho que é o intervalo ideal.
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16 September 2008
D'Outrora... Mário Mata
Mário Mata é um músico que somente há ano e meio é que começou a ser badalado cá no burgo. Apesar de ser pouco tempo, a sua importância já é grande e as músicas que toca são, na sua maioria, de grande qualidade. Antes da edição do seu primeiro LP “Não Há Nada P’ra Ninguém”, alguns de nós talvez já o conhecêssemos de o vermos a tocar nas esquinas das ruas ou no metropolitano, a pedir uma esmola para poder arranjar dinheiro para comer, para sobreviver. Actualmente encontra-se a preparar outro LP. Daí o justificar-se a entrevista.
Perg. – Antes de editares o “Não Há Nada P’ra Ninguém”, a tua experiência musical era tocares em bares ou na rua. Qual dos dois te dá mais prazer?
Resp. – Depende. Tocar nas ruas para mim representou uma época, como tocar nos bares representa outra. São coisas completamente diferentes. Acho que há dois pólos: há o tocar num palco num sítio em que não se gosta e depois há o vir para a rua convencer as pessoas. É melhor vir para a rua do que tocar num sítio que não se goste.
Perg. – Quando tocas na rua, as pessoas dão-te uma certa quantia em dinheiro, de livre vontade. Qual o que para ti tem mais significado: o que te é dado na rua por quem passa, ou o que te dá, por exemplo a TV, para ires lá gravar um programa?
Resp. – Acho que é um bocado difícil responder a isso. Por vezes, quando eu vinha para a rua, era para arranjar dinheiro para comer, cantava para sobreviver, mas havia outras alturas em que me apetecia vir desabafar com as pessoas. Acho que quando a TV quer que uma pessoa vá lá cantar tem que pagar, enquanto na rua as pessoas dão o que querem e de livre vontade. É capaz de ser mais importante o dinheiro que as pessoas dão na rua.
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Richard Wright
15 September 2008
Chingon... Mexican Spaghetti Western
01 - Se Me Paró
Nota - 7/10
14 September 2008
13 September 2008
11 September 2008
D'Outrora... King Fisher's Band
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Perg. – Consta que vocês vão tocar com a Dina. Podem adiantar alguma coisa em relação a isso?
Resp. – Nós tocámos na “Febre de Sábado de Manhã”, num dia em que a Dina estava presente. Ela gostou muito do nosso som e pediu-nos para fazermos um disco com ela.
Perg. – Mas a linha musical da Dina é muito diferente da vossa. Não acham que isso possa fazer com que muitas pessoas criem uma imagem errada do vosso grupo?
Resp. – Nós somos músicos profissionais e achamos que a música é tudo. Não temos problemas de fazer uma gravação para uma pessoa qualquer e isso não vai alterar a nossa imagem.
Perg. – Não altera, segundo o vosso ponto de vista, mas pode alterar para muitas pessoas.
Resp. – Tem que se começar a quebrar essas barreiras que existem aqui em Portugal. As pessoas têm que meter na cabeça que os músicos podem fazer tudo. A música não tem fronteiras.
Perg. – Vocês sentem-se integrados no chamado Movimento Rock Português?
Resp. – Acho que sim. Qualquer pessoa que esteja viva, está integrada nele. O movimento é geral.
- Isso veio abrir uma quantidade de hipóteses para toda a gente trabalhar e em moldes diferentes do que se trabalhava. Abriu muitos campos.
Perg. – Agora, e para terminar, gostava que me dissessem quais as vossas principais influências.
Resp. – As nossas principais influências são o Crosby, Stills, Nash & Young, Simon & Garfunkel e James Taylor. O nosso primeiro instrumento é a voz, e a partir daí é que fazemos o resto, a música. A voz é o instrumento natural que temos e há que trabalhá-lo, educá-lo. Nós agora até estamos a pensar em colaborar na gravação de discos de alguns músicos, mas com a voz. A nossa música baseia-se na nossa voz.
FIM
10 September 2008
D'Outrora... King Fisher's Band
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Perg. – Vocês concorreram ao “Só Rock” com a música “Roda na Roda”. Atendendo a que se tratava de um festival de rock, não acham que isso não batia muito certo?
Resp. – Na realidade, não batia certo. Aquilo era um festival de rock português. Tudo aquilo que se fez lá não tinha nada a ver com a música portuguesa em si. O outro tema que tocámos “Mosteiro da Batalha” já se inseria mais numa onda de rock.
- Eu acho que o rock português é um bocado limitado. Por um lado é a fotocópia de outros grupos estrangeiros, pois há quem tente fazer um som idêntico; por ouro lado há uma limitação muito grande no factor do som e as pessoas não se aventuram muito. O festival “Só Rock” era mesmo só de rock, mas na visão estrita do rock isso já era uma limitação. O que nós tocámos foi folk / rock e acho que o rock pode estar ligado ao folk.
Perg. – Qual a importância que esse festival teve na gravação do vosso primeiro single?
Resp. – Nós concorremos ao “Só Rock” só para tentar sacar material. A nível discográfico, quando foi o “Só Rock”, já tínhamos contactos com a Polygram e outras editoras, entre as quais a Rossil e a Sassetti.
Perg. – Então se existiam essas hipóteses, o quê que vos levou a optar pela Vadeca, com más condições de gravação?
Resp. – Isso foi uma precipitação nossa. Nós queríamos gravar o disco e havia muitas pessoas que queriam que o gravássemos, e fomos levados por essa pressão e pelo entusiasmo de gravar.
- Acabámos por fazer uma autêntica merda e fomos prejudicados.
- Agora esperamos gravar, pelo menos “A Roda”, neste nosso primeiro LP que vai ser gravado para a Polygram.
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