04 July 2009

Moby - Wait For For Me

O regresso de Moby aos discos, com este "Wait For Me", não acrescenta nada de novo à já extensa lista de trabalhos lançados por este músico de Nova York, e inclusivamente, dá a sensação de ser uma "segunda parte" do seu último trabalho "Last Night". Composto por dezasseis temas, "Wait For Me", transmite-nos um ambiente chill-out e traz-nos à memória muitos dos temas do disco lançado em 2008.
Na minha opinião trata-se de um disco inconsequente na carreira de Moby, com imensas possibilidades de ser votado ao esquecimento, já que não está dotado de temas fortes (talvez as únicas excepções sejam Mistake e o lindíssimo JLTF). Será extremamente difícil extrair um tema que possa dar um bom single, e desse modo criar um grande sucesso de vendas que possa impulsionar o disco.
É pena, pois apesar de não ser um disco brilhante, não se pode considerar um mau disco; apenas não acrescenta nada de novo à carreira de Moby e fica a sensação de ser aquele género de trabalho lançado somente para cumprir prazos contratuais e também de que Moby podia e tinha capacidade para ir mais longe, pois é um compositor de grande talento.

01 - Division
02 - Pale Horses
03 - Shot In The Black Of The Head
04 - Study War
05 - Walk With Me
06 - Stock Radio
07 - Mistake
08 - Scream Pilots
09 - JLTF-1
10 - JLTF
11 - A Seated Night
12 - Wait For Me
13 - Hope Is Gone
14 - Ghost Return
15 - Slow Light
16 - Isolate

Nota - 6/10

08 June 2009

Férias... Regresso em Julho

07 June 2009

Contemplar

Neko Case

06 June 2009

Contemplar

Emily Haines
"Metric"

03 June 2009

É hoje o concerto do ano

Já os vi uma vez e a expectativa para a noite de hoje não é grande... é enorme. Passei no estádio hoje, às 8 da manhã, e já havia pessoas (com ar de quem passou lá a noite), à espera que as portas abrissem, o que só vai acontecer por volta das 17 horas e 30 minutos. Após o cancelamento da actuação dos irlandeses "The Answer", a primeira parte vai ser assegurada pelos portugueses Vicious Five a segunda parte pelos, também portugueses, Mundo Cão. Finalmente, por volta das 21 horas e 30 minutos, entram em palco os AC / DC para aquele que será, seguramente, o concerto do ano.

02 June 2009

Ao vivo... Rolling Stones

Data - 12 de Agosto de 2006
Local - Estádio do Dragão
Observações - Que dizer sobre um concerto dos Rolling Stones? Inolvidável. Primeira parte com os Dandy Warhols.

01 June 2009

Placebo - Battle For The Sun

Ao ouvir o mais recente disco dos Placebo, "Battle For The Sun", pode-se afirmar que os novos temas que nos trazem são "mais do mesmo". Isso é inegável, no entanto, temos de admitir queapesar das evidentes semelhanças com trabalhos anteriores, estamos perante mais um bom disco do grupo liderado por Brian Molko.
Sem um tema que se destaque, "Battle For The Sun" é um disco equilibrado, com canções muito agradáveis no estilo e ritmo a que o grupo nos habituou ao longo dos seus quinze anos de carreira; um conjunto de temas fortes e excelentes para serem tocados ao vivo, algo em que os Placebo são muito bons.
Tendo que destacar um tema dos treze que fazem parte do disco, não resisto a "Happy You're Gone", uma bonita balada com um bom arranjo de "orquestra" e onde a voz de Brian Molko "encaixa" muito bem, como aliás em todo o disco. Excelente, também e pelas mesmas características, "Come Undone".

01 - Kitty Litter
02 - Ashtray Heart
03 - Battle For The Sun
04  For What It's Worth
05 - Devil In The Details
06 - Bright Lights
07 - Speak In Tongues
08 - The Never-Ending Why
09 - Julien
10 - Happy You're Gonne
11 - Breathe Underwater
12 - Come Undome
13 - Kigs Of Medicine

Nota - 8/10

31 May 2009

Contemplar

Sharleen Spiteri

30 May 2009

Contemplar

Katy Perry

29 May 2009

Ao vivo... Black Eyed Peas

Data - 08 de Dezembro de 2005
Local - Pavilhão Atlântico
Observações - Um pavilhão completamente esgotado para um concerto morno que chegou mesmo a ser monótono. Apesar de não ser propriamente o meu estilo musical, esperava melhor por parte dos Black Eyed Peas.

28 May 2009

Ao vivo... Nick Cave

Data - 24 de Abril de 2000
Local - Coliseu dos Recreios de Lisboa
Observações - Inesquecível momento quando Nick Cave e Mick Harvey interpretaram o tema Where The Wild Roses Grow, em tom sério mas com muito humor à mistura. Quando ouço essa música, ainda hoje, recordo esse magnífico momento. No geral foi mais um grande concerto de Nick Cave.

27 May 2009

The Pink Mountaintops - Outside Love

Stephen McBean, para além da sua actividade como compositor, guitarrista e vocalista dos Black Mountain, tem desenvolvido uma carreira a solo com o projecto The Pink Mountaintops, que editaram o seu primeiro disco, homónimo, no verão de 2004, seguindo-se em 2006 "Axis Of Evol" e este ano de 2009 chega-nos "Outside Love".
Neste seu projeco a solo, apesar de serem naturais algumas semelhanças com a música dos Black Mountain, essas semelhanças são ténues. Os temas de Stephen a solo transportam-nos numa viagem pela sua terra natal, Vancouver no Canadá, graças ao arrastar da sua voz e dos sons extraídos da sua guitarra que tanto se torna suave e doce em certos momentos como por exemplo em "Closer to Heaven", como forte e agreste em "The Gayest Of Sunbeams", ou mesmo apoteótica em "And I Thank You", um dos mais belos temas deste disco, ou ainda numa viagem ao interior do Canadá e à sua música popular através de "Holiday".

01 - Axis: Thrones Of Love
02 - Execution
03 - While We Were Dreaming
04 - Vampire
05 - Holiday
06 - Come Down
07 - Outside Love
08 - And I Thank You
09 - The Gayest Subbeams
10 - Closer To Heaven

Nota - 9/10

25 May 2009

Cage The Elephant - Cage The Elephant

Curiosamente, o sucesso dos americanos Cage The Elephant começou através dos tops britânicos, ao que não será alheio o facto da música deste grupo formado pr Matt Shultz, Brad Shultz, Jared Champion, Lincoln Parish e Daniel Tichenor, ter imensas influências do rock da ilha de "Sua majestade", como por exemplo dos Arctic Monkeys ou Libertines.
O disco de estreia desta banda que se formou em 2005 em Kentucky, Cage The Elephant, é um soberbo e excelente trabalho, e também um disco de verdadeiro e puro rock, um rock maisntream com grandes doses de adrenalina e que deixa no ar a promessa de grandes concertos do grupo, pois os temas são todos muito fortes e excelentes para serem tocados ao vivo. 

01 - In One Ear
02 - James Brown
03 - Ain't No Rest For The Wicked
04 - Tiny Little Robots
05 - Lotus
06 - Back Against The Wall
07 - Drone In The Valley
08 - Judas
09 - Back Stabbin' Betty
10 - Soil To The Sun
11 - Free Love

Nota - 9/10

Ao vivo... Red Hot Chili Peppers + Stereophonics

Data - 22 de Novembro de 1999
Local - Pavilhão Atlântico
Notas - Para mim este foi o melhor concerto que vi dos Red Hot Chili Peppers. Simplesmente fabuloso com uma sala completamente esgotada e cá fora havia quem estivesse a oferecer cerca de 30.000$00 por um bilhete. Na primeira parte tocaram os Stereophonics.

24 May 2009

Contemplar

Alanis Morissette

23 May 2009

Contemplar

Katy Perry

22 May 2009

Faunts - Feel.Love.Thinking.Of

Um pop suave, envolvente e melancólico é o som nos traz este grupo do Canadá, Faunts, neste seu segundo disco, "Feel.Love.Thinking.Of". Os Faunts foram fundados pelos irmãos Tim Batke (guitarra, teclas e voz) e Steven Batke (guitarra e voz), tendo posteriormente entrado para o grupo Paul Arnusch (bateria), Joel Hitchcock (teclas) e Scott Gallant (baixo). Incialmente começaram por actuar como grupo de suporte nos concertos dos Broken Social Scene, Do Make Say Think e Stars. Após verem a boa receptividade que a sua música tinha, gravaram o primeiro disco em 2005, "High Expectations / Low Results" que foi muito bem recebido pela critica musical conseguindo obter  algum sucesso. Após a edição deste disco, Joel hitckcock abandona o grupo e para o seu lugar entra outro membro da familia, Rob Batke.
Em "Feel.Love.Thinking.Of." o som do grupo mante-se muito similar ao seu antecessor, o que se por um lado não desilude, por outro, pode-se tornar preocupante pois significa que não houve grande evolução, quer ao nível da criatividade do grupo quer ao nível da execução musical. Continua a ser o mesmo pop agradável mas inconsequente, que se ouve mas que não é suficiente para nos deliciar e deixar ansiosos por um próximo trabalho do grupo.

01 - Feel.Love.Thinking.Of
02 - Input
03 - It Hurts Me All The Time
04 - Out On A Limb
05 - Lights Are Always On
06 - Das Malefitz
07 - I Think I'll Start A Fire
08 - Alarmed / Lights
09 - So Far Away
10 - Explain

Nota - 7/10

Ao vivo... Monges de Shaolin

Data - 28 de Outubro de 2001
Local - Coliseu dos Recreios de Lisboa
Observações - Para além da valente molha que apanhei à saída do concerto com as ruas do centro de Lisboa completamente inundadas, recordo um bom espectáculo em que a música tradicional chinesa proporcionava aos intervenientes umas fabulosas danças belíssimas coreografias.

21 May 2009

Ao vivo... Cranberries

Data - 11 de Abril de 2002
Local - Pavilhão Atlântico
Notas - Menos público do que no concerto de 2000. Nesta fase os Cranberries já estavam na "curva descendente" da sua carreira. Cranberries acabaram por se tornar num grupo "One Hit Disc".

Momentos... Beatnicks


O viola-baixo dos Beatnicks, em palco, durante um concerto no Rock Rendez-Vous, numa foto tirada pelo autor deste blog.

20 May 2009

Crocodiles - Summer Of Hate

Brandon Welchez e Charles Rowell iniciaram-se nestas aventuras pelo mundo da música, ainda jovens, em San Diego. Formaram os Crocodiles em Abril de 2008 com Brandon nas vozes e Charles nas guitarras. O seu primeiro trabalho, em edição de autor, foi o single "Neon Jesus" e em Abril de 2009 editam este "Summer Of Hate" para a Fat Possum.
Sem deslumbrar, "Summer Of Hate" é um disco interessante com um conjunto de bons temas que por vezes pecam por ser demasiado experimentais mas que continuam a manter algum brilho e acabam por ser uma prova da criatividade dos músicos e deixam a ideia que o grupo ainda pode evoluir muito num próximo disco.
No conjunto dos nove temas que fazem parte do disco destaco "Sleeping With The Lord" num tom calmo onde é possível apreciarmos a excelente voz de Brandon Welchez, "Summer Of Hate"  com autênticos devaneios musicais por parte de Charles Rowell que nos apresenta um bom trabalho nas guitarras, "I Wanna Kill" a fazer lembrar a música electrónica do inicio dos anos 80 com a mistura de sintetizadores e vacoders e, no final, o soberbo "Young Drugs" que é sem qualquer duvida o melhor tema do disco, o tema que o encerra e que nos faz ficar ansiosos pelo próximo trabalho destes Crocodiles.

01 - Screaming Chrome
02 - I Wanna Kill
03 - Soft Skull
04 - Here Comes The Sky
05 - Refuse Angels
06 - Flash Of Light
07 - Sleeping With The Lord
08 - Summer Of Hate
09 - Young Drugs

Nota - 7/10

19 May 2009

Ao vivo... Festival Paredes de Coura 2000

Data - Dias 11, 12 e 13 de Agosto de 2000
Local - Paredes de Coura
Notas - Mais uma edição deste Festival que aproveitando o cenário natural e um palco simples, brinda-nos sempre com um cartaz de grande qualidade.
Nesta edição de 2000 destaco os Walkabouts, The The, Flaming Lips e um grupo que na altura não era muito conhecido tendo uma grande parte dos presentes aproveitado esse momento do Festival para se deslocar à zona da alimentação, perdendo uma actuação recheada de timidez, simplicidade e qualidade dos Coldplay.
Tocaram ainda os Clã, Sofa Surfers, Bad Religion, Ash, Mr. Bungle, Mão Morta, Sloppy Joe e More República Masónica.

18 May 2009

Bat For Lashes - Two Suns

Bat For Lashes é o nome artistico de Natasha Khan, nascida em Brighton na Inglaterra e de descendência paquistanesa. "Two Suns" dá seguimento ao seu anterior disco "Fur And Gold" e neste disco Khan confirma-se como excelente compositora e senhora de uma voz potentosa, num disco repleto de boas canções com interpretações seguras, onde Natasha Khan consegue ultrapassar o estigma do primeiro disco.
Não fossem alguns temas extremamente virados para a dança (como por exemplo Pearl's Dream ou Daniel) e estávamos perante um trabalho soberbo, sem defeitos, bem interpretado vocalmente (com grandes influências de Bjork, principalmente em Two Planets), bem produzido e, sobretudo, muito bem elaborado e idealizado de forma a proporcionar-nos um prazer contagiante. Objectivo conseguido.

01 - Glass
02 - Sleep Alone
03 - Moon And Moon
04 - Daniel
05 - Peace Of Mind
06 - Siren Song
07 - Pearl's Dream
08 - Good Love
09 - Two Planets
10 - Travelling Woman
11 - The Big Sleep (Feat. Scott Walker)

Nota - 8|/10

Ao vivo... Ben Harper

Data - 15 de Março de 2000
Local - Coliseu dos Recreios de Lisboa
Observações - Nesta altura Ben Harper era já um músico de grande culto em Portugal como ainda hoje continua a ser. Mais comunicativo do que actualmente, este foi um daqueles concertos inesquecíveis. Contagiante. Quem assistiu a este concerto ficou ainda a gostar mais da sua música.

17 May 2009

D'Outrora... Salada de Frutas

Segunda parte de uma entrevista feita pelo autor deste blog aos Salada de Frutas, após as saídas de Luis Pedro da Fonseca e Lena D'Água do grupo, pela altura da edição do disco "Se Cá Nevasse...". Esta entrevista foi feita em Dezembro de 1982 no Rock Rendez-Vous, para ser publicada num jornal de escola do Externato de Odivelas, no dia 05 de Janeiro de 1983.
...
A SOLUÇÃO É EMIGRAR…

A nossa opinião era diferente ao observarmos a cara de frustração de Zé da Ponte que afirmou “não, frustrado com o disco não, estamos frustrados é com o país em que vivemos. É um país em que não se pode fazer nada fora do vulgar, porque caso se faça algo diferente, somos logo criticados. Não dá para atinar com isto e julgo que a solução é emigrar. Nós não temos culpa de viver num país que é uma treta, onde existem 30% de analfabetos e onde as pessoas não estão preparadas para ouvir música, nem habituadas a isso. Por exemplo, os instrumentais é um tipo de música que pouca gente aprecia e é a isso que eu me refiro; as pessoas não estão habituadas a ouvir a música pela música.”
Esta afirmação, até certo ponto pode ser considerada verdadeira, mas de certo modo também pode ser interpretada como uma forma de justificar um possível e previsível fracasso que o disco venha a ter e quanto a isso Zé da Ponte disse “não, não é isso. Acho que tu também já deves ter reparado que as pessoas, geralmente, não gostam de música instrumental e isso é tudo uma falta de hábito. Para além disso posso-te dizer que a primeira edição do disco já esgotou completamente”.
Quando os Salada actuaram no Rock Rendez-Vous a televisão quis estar presente e vocês não autorizaram. Porquê?
“Essencialmente, porque estamos fartos disto tudo, de hipocrisias e de falsidades. Para além disso, não estamos para aturar a televisão.”

FIM

Contemplar

Karen Gordon
"Sonic Youth"

16 May 2009

D'Outrora... Salada de Frutas

Primeira parte de uma entrevista feita pelo autor deste blog aos Salada de Frutas, após as saídas de Luis Pedro da Fonseca e Lena D'Água do grupo, pela altura da edição do disco "Se Cá Nevasse...". Esta entrevista foi feita em Dezembro de 1982 no Rock Rendez-Vous, para ser publicada num jornal de escola do Externato de Odivelas, no dia 05 de Janeiro de 1983.

SIM, O GRUPO ACABOU…; se é isso que queres saber, o grupo acabou.
Intrigados e atónitos, perguntámos se estavam a falar a sério e, pensativamente, Zé da Ponte responde que “não, não estamos; quer dizer acabou e não acabou. O grupo não acaba, nós é que vamos abandonar os circuitos normais e os concertos ao vivo.”
Ora, um grupo de rock faz-se na estrada com a experiência e não em estúdio. Quanto a nós, os Salada ao deixarem a estrada vão estagnar e tornar-se-ão um grupo decadente. A propósito disso, Zé da Ponte afirma que “vamos deixar de actuar ao vivo porque em Portugal não há condições. O público não merece ouvir-nos em más condições e nós não podemos fazer uma boa actuação se estivermos a dar o nosso espectáculo em cima de carroçarias de camionetas o que já aconteceu. Ora bem, há que ter o mínimo respeito pelos músicos e pelo público”.

“CRIME PERFEITO” É UM DISCO DIFERENTE

O principal motivo que nos levou a fazer esta entrevista, foi o lançamento do terceiro LP dos Salada. Intitulado de “Crime Perfeito”, o disco tem sido completamente arrasado pela crítica, um pouco injustamente.
Seguidamente pedimos ao Guilherme para ele se pronunciar sobre este “Crime Perfeito” e segundo a sua opinião “é um disco diferente de tudo o que se tem feito em Portugal em termos musicais; a forma do tratamento musical é diferente e é um trabalho que me deu imenso gozo fazer e do qual gosto muito”.
Eu, pessoalmente, também gostei deste disco, apesar de ser numa linha muito diferente daquela a que os Salada de Frutas nos habituaram e, talvez por esse motivo, o grupo actualmente á pelo nome de Salada, após a saída da Lena D’Agua.
Como já foi dito atrás, a critica foi arrasadora, principalmente por parte do jornal Sete e por parte da rádio, a divulgação tem sido quase nula, pois segundo eles, o disco é de fraca qualidade. Por isto tudo, achamos interessante perguntar ao Zé da Ponte o que ele achava destas críticas e a sua afirmação não podia ser mais clara pois “quanto ao crítico do sete, gostava de saber quais os conceitos musicais que ele tem para poder fazer uma crítica desse género. Em contrapartida, o crítico da revista Mais, diz muito bem do disco. No fundo de tudo isto, acho que os críticos o que deviam fazer era estar calados e não se pronunciarem sem saber o que vão dizer”.
“No fundo são opiniões e contra isso, nada podemos fazer”, afirmou Guilherme Inês, para desta forma tentar acalmar os nervos ao Zé da Ponte e, afirmou ainda “posso-te dizer que nós já andamos nisto há muitos anos e já temos levado muitos pontapés ao longo desses anos e, como tal, isto pouco nos afecta”
...

Contemplar

Natasha Khan
"Bat For Lashes"

15 May 2009

Ao vivo... Pearl Jam

Data - 23 de Maio de 2000
Local - Estádio do Restelo
Observações - Um estádio do Restelo (o tal que nunca enche) quase cheio, para mais um bom concerto em Portugal da banda de Eddie Vedder.

Maccabees - Wall Of Arms

The Maccabees com este "Wall of Arms" são uma boa surpresa neste ano de 2009. Um rock fortemente marcado pela, por vezes estranha mas interessante voz de Orlando Weeks, que tanto nos dá a sensação de estar constantemente em falsete como nos transmite a ideia de estar à beira do abismo, a parecer algo completamente desconexo.
A música do grupo é interessante, com influencias de Gang Of Four, Puressence, David Bowie ou The Fall. Composto por onze temas, este "Wall Of Arms" - que sucede a "Colour It In" (editado em 2007)-, tem bastantes temas suficientemente fortes para singles e divulgação na rádio. Não digo nas rádios portuguesas, porque essas estão excessivamente subjugadas ao mainstream, mas nas rádios europeias e americanas. Este agrupamento inglês deve muito do seu sucesso, por exemplo, à excelente rádio britânica XFM. 
No geral pode ser considerado um bom disco, mas é daqueles que normalmente são colocados naquele género de "aprender a gostar", à medida que o ouvimos. Como é sabido, muitas vezes esse género de disco acaba por tornar-se uma autêntica obra de arte musical.

01 - Love You Better
02 - One Hand Holding
03 - Can You Give It
04 - Young Lions
05 - Wall Of Arms
06 - No Kind Words
07 - Dinosaurs
08 - Kiss And Resolve
09 - William Powers
10 - Seventeen Hands
11 - Bang Of Bones

Nota - 8/10

14 May 2009

Pelo mundo... Rossy

Roosy é natural da ilha de Madagascar e a sua música cruza instrumentos tradicionais de Madagascar com instrumentos modernos, como por exemplo sintetizadores, o que origina um som invulgar. É um estilo musical muito próprio que não chega a poder ser considerado música popular de Madagascar mas também não pode ser considerada música electrónica. É estabelecida uma fusão entre o tradicional africano e o moderno europeu de forma muito agradável.
Rossy formou o seu próprio grupo com base na "Kabosy", a guitarra tradicional de Madagascar e, simultaneamente, recorrendo pouco ao tradicional uso na música africana das percussões. A sua música, melódica e suave, assenta muito no acordeão, instrumento em que Rossy é exímio e esse som torna-a agradável, pela sua suavidade.
Não é um músico de grande produção discográfica nem de grande divulgação fora do seu país natal, o que é pena.

Discografia:

1991 - Island Of Ghosts
1992 - One Eye On The Future One Eye On The Past
1997 - Madagascar
2004 - Gasy Car Madagascar

13 May 2009

Manic Street Preachers - Journal For Plague Lovers

Dois anos após a edição de "Send Away The Tigers", os Manic Street Preachers estão de regresso aos discos com "Journal For Plague Lovers", um disco repleto de boas canções que pode ser considerado, desde já, um dos melhores discos de sempre do grupo.
Um rock simultaneamente suave e agressivo, repleto de guitarras fortes e ritmadas, percorre este disco composto por catorze canções, onde não faltam algumas baladas no tom acústico a que o grupo nos habituou.
Catorze anos após o desaparecimento de Richard James Edwards, este "Journal For Plague Lovers", está ao nível do mítico "Holy Bible", último trabalho em que Edwards participou. Todos os temas do álbum foram feitos com base em letras que Edwards deixou ao grupo, sendo o disco produzido por Steve Albini e, curiosamente, gravado em fita analógica.
Richard James Edwards, desaparecido em Fevereiro de 1995 numa das pontes do rio Tamisa em Londres, foi dado como morto em Novembro de 2008. O seu corpo nunca apareceu, mas o seu espírito e a sua influência estão presentes de forma indelével na música dos Manic Street Preachers.
"Journal For Plague Lovers" pode não ser uma obra-prima, mas trata-se de um excelente disco que traz de volta o prazer de ouvir a música deste agrupamento formado no País de Gales em 1991.

01 - Peeled Apples
02 - Jackie Collins Existencial Question Time
03 - Me And Stephen Hawking
04 - This Joke Sport Severed
05 - Journal For Plague Lovers
06 - She Bathed Herself In A Bath Of Bleach
07 - Facing Page: Top Left
08 - Marlon J.D.
09 - Doors Closing Slowly
10 - All Is Vanity
11 - Pretension/Repulsion
12 - Virginia State Epilpetic Colony
13 - Williams Last Words
14 - Bag Lady

Nota - 8/10

Momentos

Mais uma foto tirada pelo autor deste blog, durante a destruição do cinema e teatro Monumental, no Saldanha. Um edifício bonito e em bom estado de conservação que foi destruído no tempo de Nuno Abecassis como presidente da Câmara Municipal de Lisboa. Sabe-se lá o porquê...

12 May 2009

Ao vivo... Pet Shop Boys

Data - 19 de Janeiro de 2000
Local - Palacio De Deportes De La Comunidad de Madrid
Observações - Grande concerto com um som extraordinário. Um dos concertos da minha vida num Palacio De Deportes de La Comunidad de Madrid completamente esgotado, num ambiente invulgar e diferente. Só não percebo o motivo de um grupo com a importância e o sucesso dos Pet Shop Boys nunca ter passado por Portugal, até esta altura. Passaram por cá, num concerto no Freeport de Alcochete, alguns anos depois. Os métodos para aquisição dos bilhetes eram através do clube de fans do grupo ou compras efectuadas no referido centro comercial. Nesse concerto em Alcochete o grupo afirmou exactamente o que eu disse: não percebemos porque razão nunca fomos convidados para actuar em Portugal.

Momentos... Armando Gama

Foto tirada durante uma entrevista feita pelo autor deste Blog a Armando Gama, na altura um dos elementos do duo Sarabanda, para além de Chris Kopke.

11 May 2009

Ben Harper - White Lies for Dark Time

Ben Harper está de regresso aos discos mas desta vez sem os Innocent Criminals, a sua banda de sempre. Quem "acompanha" agora Ben Harper são os Relentless7, com Jason Mozersky nas guitarras, Jesse Ingalls no baixo e Jordan Richardson na bateria. O resultado não podia ser melhor.
Em "White Lies For Dark Time", graças à associação aos Relentless7, a música de Ben Harper, é completamente diferente daquela a que nos habituou e praticamente corta o cordão umbilical que o ligava aos Innocent Criminals e à sua anterior obra que, na minha opinião, já era demasiado repetitiva como se a sua critividade já estivesse esgotada. Este disco apresenta uma linha mais pesada com um rock puro mas extremamente agradável, sempre com um dedilhar constante de guitarras, pelos dedos de Mozersky, como se estivessem sempre a solar e para além disso, com excelentes solos de guitarra, não fosse Ben Harper um dos melhores guitarristas da actualidade. Soberbo o tema "Why Must You Always Dress In Black", a concluir uma sequência de cinco temas electrizantes para depois nos presentear com uma bela balada "Skin Thin", aqui já mais ao seu estilo antigo mas mesmo assim diferente; a viola acústica traz-nos à memória o "velho" Ben, mas o som da guitarra eléctrica está presente... e de forma diferente. "Fly One Time" é o tema que se segue e, mais um vez, brilhante, ao começar com num tom calmo que vai aumentando de intensidade chegando quase a ser conceptual, acabando de forma apoteótica para servir como elo de ligação para uma sequência final de quatro temas, sendo dois de um rock puro com grandes momentos de guitarras e os outros dois que fecham o disco são duas baladas, como que necessárias para nos acalmar e tranquilizar, pois aquilo que ouvimos até aqui foi um conjunto de canções de grande intensidade, bem elaboradas e interpretadas vocal e musicalmente de forma irrepreensível.
"White Lies For Dark Time" é já um dos discos obrigatórios de 2009, que marca o regresso de um Ben Harper mais criativo e com possibilidade de demonstrar e confirmar todas as suas qualidades musicais, quer como  compositor quer como músico. 

01 - Number With No Name
02 - Up To You Now
03 - Shimmer & Shine
04 - Lay There & Hate Me
05 - Why Must you Always Dress In Black
06 - Skin Thin
07 - Fly One Time
08 - Keep It Together (So I Can Fall Apart)
09 - Boots Like These
10 - The Word Suicide
11 - Faithfully Remain

Nota - 9/10

10 May 2009

Contemplar

Neko Case

Fischerspooner - Entertainment

"Entertainment" assinala o regresso aos discos dos Fischerspooner, após o muito produtivo ano de 2005 em que editaram "Odissey" e "The Other Side New York". Em 1998, em New York, Warren Fischer e Casey Spooner decidem formar os Fischerspoon. No início a banda actuava exclusivamente como duo, mas actualmente nos seus espectáculos chegam a estar em palco cerca de 20 elementos, desde instrumentistas que colaboram com a banda, a bailarinos e cantores convidados para interpretar algumas das canções.
"Entertainment" segue a linha dos trabalhos anteriores do grupo, ao apresentar um estilo musical muito melodioso graças aos imensos "Vocoders", assentes numa música electrónica bem ritmada a fazer lembrar Depeche Mode, mas que também nos traz à memória Giorgio Moroder, produtor e compositor de grande sucesso no início dos anos 80, que chegou a trabalhar com Freddie Mercury no tema Love Kills.
A música dos Fischerspooner é agradável de ouvir e "Entertainment" é um bom disco pop.

01 - The Best Revenge
02 - We Are Electric
03 - Money Can´t Dance
04 - In A Modern World
05 - Supply & Demand
06 - Amuse Bouche
07 - Infidels Of The World Unite
08 - Door Train Home
09 - Danse En France
10 - To The Moon

Nota - 7/10

09 May 2009

Contemplar

Sharleen Spiteri
"Texas"

White Lies - To Lose My Life

Harry McVeigh (voz e guitarra), Charles Cave (baixo) e Jack Lawrence Brown (bateria e teclas) formaram os Fear Of Lying em 2004 na cidade de Londres e em 2006 editaram o single More Attempts at Perfection, num estilo brit-pop. Apesar do sucesso obtido com este single, decidem alterar o nome do grupo e o seu estilo musical; passam a ser os White Lies.
É com este nome que gravam o seu primeiro trabalho "To Lose My Life", produzido por Ed Buller e Max Dingel. Neste disco, é abandonado em definitivo o estilo brit-pop e o grupo pratica um rock com algumas influências pop que nos trazem à memória alguns sons dos Joy Division, Teardrop Explodes e, a nível vocal,  de Robert Smith dos Cure.
"To Lose My Life" é um disco agradável, composto por dez temas, sendo todos eles potenciais singles. Longe de ser uma obra-prima, é um bom disco que abre boas perspectivas para o grupo poder afirmar-se na difícil cena rock  britânica e mundial.
Sem ser deslumbrante, "To Lose My Life" não desilude e os White Lies trazem alguma frescura e um som novo à cena musical britânica que, apesar de ser no geral de grande qualidade, por vezes torna-se muito idêntica.
É um disco a merecer alguma atenção e a ouvir mais do que uma vez pois, como é sabido, grande parte da boa música aprende-se a gostar à medida que a ouvimos e descobrimos novos sons, apesar de já termos ouvido esses temas imensas vezes.

01 - Death
02 - To Lose My Life
03 - A Place To Hide
04 - Fifty On Our Foreheads
05 - Unfinished Business
06 - E.S.T.
07 - From The Stars
08 - Farewell To The Fairground
09 - Nothing To Give
10 - The Price Of Love

Nota - 8/10

08 May 2009

D'Outrora... John Watts

Foto de John Watts, vocalista da banda Fischer-Z, que obteve algum sucesso no início dos anos 80 e que amanhã actua em Oeiras, no auditório Municipal Eunice Munoz. Esta foto é do início dos anos 80 quando Watts deu início à sua carreira a solo e passou por Portugal para uma participação no programa "Passeio dos Alegres", apresentado por Júlio Isidoro para a RTP 1. Após a actuação no programa o autor deste blog fez-lhes uma entrevista que foi publicada no jornal Musicalíssimo.

Ao vivo... David Byrne

Data - 28 de Abril de 2009
Local - Coliseu dos Recreios de Lisboa
Notas - Neste seu regresso a Portugal, David Byrne deu um excelente espectáculo para um Coliseu que apesar de não estar esgotado, estava muito bem composto. Foi, como já referi, um excelente espectáculo com um corpo de três bailarinos e todos os músicos vestidos de branco; nesta vertente do espectáculo todos os elementos presentes em palco colaboravam nas coreografias. Quanto à música e ao concerto propriamente dito, foi muito bom. David Byrne, para além de quatro clássicos dos Talking Heads, apresentou-nos, essencialmente, músicas do seu mais recente trabalho "Everything That Happens Will Happen Today" e do seu primeiro trabalho com Brian Eno "My Life In The Bush Of Ghosts". Bem disposto e comunicativo, voltou ao palco por três vezes, para satisfazer o imenso público que o aplaudiu do primeiro ao último momento, público que interagiu com o músico de uma forma invulgar, criando uma grande empatia músico-público, criando um ambiente de culto e devoção.

07 May 2009

Momentos... Beatnicks


O viola-baixo dos Beatnicks, em palco, durante um concerto no Rock Rendez-Vous, numa foto tirada pelo autor deste blog.

06 May 2009

Ao vivo... Lenny Kravitz

Data - 05 de Maio de 2009
Local - Pavilhão Atlântico
Notas - Mesmo com o palco colocado a meio do recinto, o pavilhão Atlântico não encheu para receber Lenny Kravitz, na tournée que comemora a edição do seu primeiro trabalho Let Love Rule. Foi uma excelente noite de rock, em jeito de Best Of, onde Lenny percorreu praticamente todos os seus discos, com excepção do mal-amado Circus. No primeiro dos três encores, Lenny Kravitz fez-se acompanhar pela portuguesa Marisa no tema "Again", sem dúvida alguma aquele onde a voz de Marisa soava melhor, sendo talvez o momento alto da noite, um pouco motivado pelo patriotismo nacional. Fazendo-se acompanhar por uma banda com músicos de grande qualidade, com um som excelente numa noite de excelentes canções e soberbos solos de guitarra de Craig Ross, Lenny Kravitz proporcionou a todos os presentes uma boa noite de música durante mais de duas horas. Na primeira parte actuaram os franceses Les Chevals, um colectivo de nove músicos, sendo sete deles saxofonistas.

05 May 2009

D'Outrora... Recorte de Imprensa


Recorte da revista Música & Som, sobre um concerto de Lene Lovich no início dos anos 80, ou final dos anos 70, e que contou com os portugueses Aqui Del Rock na primeira parte.

04 May 2009

Ao vivo... B. B. King

Data - 21 de Março de 1997
Local - Coliseu dos Recreios de Lisboa
Observações - O rei do Blues num grande concerto, perfeito. Sala cheia.

03 May 2009

Contemplar

02 May 2009

Contemplar

01 May 2009

Contemplar

Teresa Salgueiro

30 April 2009

Ao vivo... Zucchero

Data - 13 de Maio de 1997
Local - Coliseu dos Recreios de Lisboa
Observações - Meio Coliseu para um concerto onde sobressaiu a faceta mais romântica de Zucchero.

Pelo mundo... Remmy Ongala

Há quem diga que na Tanzânia, Remmy Ongala é mais conhecido do que o próprio presidente da república. Ele e a sua Orchestra Super Matimila desenvolvem toda a sua actividade musical a partir de Dar Es Salaam, antiga capital da Tanzânia e onde estão situados a maior parte dos agentes económicos e sendo praticamente o centro da decisão política, apesar da capital ser Dodoma desde 1973.
Remmy Ongala como músico iniciou-se na bateria e mais tarde passou à guitarra e é responsável por uma grande parte dos mais excitantes e envolventes temas da música africana, graças ao cruzamento muito conseguido do som da guitarra soukous (tipicamente do Zaire, país onde nasceu, na região de Kivu e de onde emigrou para a Tanzânia em 1968), com ritmos tanzanianos, latinos e algumas influências da música das Caraíbas, aliando a este cocktail musical a sua soberba voz. As suas canções são normalmente longas, com extensos solos de guitarra que nos maravilham com aquele som típico que só os africanos conseguem obter desse instrumento.
Através da sua música, Remmy Ongala tenta ir mais longe e evitar que ela seja somente uma forma de fazer as pessoas dançar através do seu ritmo contagiante. Para isso, foca sempre questões sociais nas letras, abordando imensos temas como por exemplo a sida, a corrupção governamental, as injustiças sociais, e uma imensidão de assunto que, infelizmente, são comuns e retratam a realidade da maioria dos países do continente africano, continente esse que tanto nos encanta com as suas maravilhas naturais como nos entristece e constrange com a sua realidade social.
África é um continente único, quer a nível musical quer em termos místicos. Talvez seja por isso que quando escutamos um disco de música tipicamente africana seja impossível ficarmos impávidos e serenos à escuta. Existe algo nos toca e nos faz vibrar, e a música de Remmy Ongala é um desses casos.

Discografia selectiva:

1990 – Songs For The Poor Man
1991 – Mambo
1996 – Sema

29 April 2009

Ao vivo... Super Bock Super Rock

Data - Dias 25 e 26 de Mario de 2006
Local - Parque do Tejo - Parque das Nações
Notas - Foi feita a respectiva crónica neste blog, na altura.

D'Outrora... Recorte de Imprensa



Recorte publicado em Agosto de 1980 na revista Música & Som, sobre um concerto dos UHF em que fizeram a primeira parte dosUriah Heep.

28 April 2009

Ao vivo... David Byrne

Data - 03 de Abril de 2004
Local - Coliseu dos Recreios de Lisboa
Observações - Mais um bom concerto de David Byrne para uma sala cheia.

27 April 2009

Dan Deacon - Bromst

Dan Deacon nasceu em West Babylon no dia 28 de Agosto de 1981. Desde muito cedo manifestou o seu interesse pela música electrónica e de computadores tendo frequentado o conservatório de música no Purchase College onde concluiu a sua formação académica. Aos 22 anos grava os seus primeiros trabalhos em simples CD-R e passado algum tempo muda-se para Baltimore onde se torna popular no seio dos músicos e amantes da música electrónica.
Em 2007 surge a sua consagração com o trabalho Spiderman Of The Rings, onde estão bem patentes todas as suas qualidades no campo da música electrónica, bem como as evidentes influências de grupos como os Devo, Scratch Orchestra ou Talking Heads.
Em 2009 lança Bromst, um disco soberbo onde confirma todos os seus dotes como músico. Apesar de parecer uma música estranha, com ritmos por vezes anárquicos e desconexos, Dan Deacon brinda-nos com um disco coeso onde existe um fio condutor que nos deixa perplexos e deliciados. Arrisco a afirmar, que estamos perante aquele que vai ser um dos melhores discos de 2009.

01 - Buid Voice
02 - Red F
03 - Padding Ghost
04 - Snookered
05 - Of The Mountains
06 - Surprise Stefani
07 - Wet Wings
08 - Woof Woof
09 - Slow With Horns / Run For Your Life
10 - Baltihorse
11 - Get Older

Nota - 9/10

Ao vivo... David Byrne

Data - 15 de Fevereiro de 1998
Local - Coliseu dos Recreios de Lisboa
Notas - Bom concerto com alguns temas dos Talking Heads para delícia do imenso público presente, que encheu completamente o coliseu.

26 April 2009

Bob Dylan - Together Through Life

Em "Together Through Life", Bob Dylan traz-nos uma dezena de boas canções que conseguem levar-nos numa viagem através da música americana. Sendo um disco fortemente influenciado por blues citadino, que no entanto não esquece os instrumentos da música popular americana, temos a oportunidade de ouvir excelentes momentos de guitarra que, aliados à extraordinária e inconfundível voz de Dylan, são transformados em autênticas pérolas musicais e numa fonte de prazer e sedução, pois a sua voz à medida que os anos vão passando torna-se mais sedutora.
Apesar do seu feitio, da sua forma de estar, da sua arrogância e pouca comunicabilidade, Bob Dylan continua a ser um músico de excelência que, após mais de 45 anos de carreira, consegue manter um excelente nível e surpreender-nos com mais um bom disco, do qual destaco Beyond Here Lies Nothin, Jolene e It's All Good como excelentes blues e também a soberba balada, ao estilo Dylan e com o acordeão de David Hidalgo, This Dream Of You.

01 - Beyond Here Lies Nothin'
02 - Life Is Hard
03 - My Wife's Home Town
04 - If you Ever Go To Houston
05 - Forgetful Heart
06 - Jolene
07 - This Dream Of You
08 - Shake Shake Mama
09 - I Feel A Change Comin On
10 - It's All Good

Nota - 8/10

Contemplar

Cerys Matthews

25 April 2009

Contemplar

Rita Redshoes

24 April 2009

Pelo mundo... Guo Brothers

Os Guo Brothers são formados por Guo Yue e Guo Yi tendo editado o seu primeiro trabalho “Yuan” através da editora Real World de Peter Gabriel em 1990. Neste disco, produzido pelo Irlandês Pól Brennan (Ex. Clannad), o grupo traz-nos bonitas canções inspiradas na música tradicional chinesa, com leves influências de Pól Brennan mas que de modo algum interferem com a identidade dos temas.
Oriundos de uma família pobre, os dois irmãos desenvolveram um grande trabalho em termos de pesquisa da música popular e tradicional, chinesa desde as mais remotas zonas até às grandes cidades A sua música tocada somente com dois instrumentos tradicionais chineses, graças à forte influência das flautas, transmite-nos sensações de prazer, um prazer relaxante que nos leva a “viajar” por esse imenso país que é a China.
Apesar de residirem na China, a sua música não obteve grande sucesso a nível interno, sendo apenas reconhecida internacionalmente.
Em 1995 editaram “Our Homeland” e em 1997 "Music Of China".

A partir dessa altura têm surgido alguns discos a solo de Guo Yue que continua a desenvolver uma brilhante carreira, brindando-nos com excelentes momentos musicais, pois trata-se de um exímio músico e flautista. Colaborou ainda com Jori Hirota no também excelente projecto Trisan em 1998.

DISCOGRAFIA
1990 – Yuan
1995 – Our Homeland
1997 – Music Of China

Ao vivo... Peter Gabriel

Data - 01 de Junho de 2003
Local - Palau Sant Jordi em Barcelona
Observações - Verdadeiramente espectacular este concerto de Peter Gabriel, um dos maiores nomes da música mundial e que, até esta data, nunca tinha visto actuar ao vivo. Um palco redondo, constantemente a rodar para que todo o público presente pudesse ver todos os pormenores. Um Peter Gabriel fabuloso como sempre, e com o inigualável Tony Levin que talvez seja o melhor viola-baixo do mundo. Excelente, também a participação nos coros e duetos de Melanie Gabriel, que prova o ditado "filha de peixe, sabe nadar".

23 April 2009

D'Outrora... Afrika Star

Segunda parte de uma entrevista feita pelo autor deste blog aos Afrika Star, publicada no jornal Musicalíssimo.
...
Perg. – Além de cantares no grupo, também cantas a solo, tendo inclusivamente concorrido ao festival da canção. Fala-nos da tua carreira a solo.
Resp. – O gravar a solo é secundário. O objectivo que tive no cantar a solo, foi concorrer ao festival da canção, mas a minha canção não foi apurada. Agora vou concorrer ao festival da canção que o Stress está a organizar, em que como se sabe, vão estar presentes algumas das canções que o júri não apurou.

Perg. – No próximo dia 3 de Maio vocês vão arrancar para a Europa, numa tournée em que irão actuar no Luxemburgo, Itália, França, Holanda. Fala-nos um bocado, acerca disso.
Resp. – Nós, todos os anos fazemos essa tournée e o público reage bem à nossa música. A maioria do público que temos nesses espectáculos, é público cabo-verdiano, mas também vão alguns estrangeiros. Por vezes até temos que prolongar as nossas tournées, porque o público exige. Os países onde temos mais sucesso, é na Itália e na França. O público gosta de ouvir as nossas músicas.

Perg. – Em termos de planos para o futuro, o que é que vocês têm planeado?
Resp. – Além dessa tournée e do LP, estamos a pensar organizar um festival de reggae que contará com a presença de Peter Tosh e dos Culture, mas estas presenças ainda não estão confirmadas. Estamos também a pensar em organizar um espectáculo que durará dois dias, e para isso pensamos levar lá os Ferro e Fogo e os UHF. Este espectáculo ainda está em fase de estudo.

FIM

Momentos


João Alain, guitarrista da saudosa Go Graal Blues Band. Na minha opinião, um dos melhores guitarristas de sempre da música portuguesa. Após o final do grupo, e pelo que sei e que carece de confirmação, João Alain colaborou com alguns músicos como músico de estúdio mas não voltou aos palcos nem a nenhum outro projecto musical que tenha visto registado em disco a sua actividade.

22 April 2009

D'Outrora... Afrika Star

Primeira parte de uma entrevista feita pelo autor deste blog aos Afrika Star, publicada no jornal Musicalíssimo.

Perg. - Jô, em primeiro lugar gostava que me dissesses qual a formação actual do grupo.
Resp. – O grupo actualmente é formado por mim, que sou o vocalista; no baixo temos o Joaquim, o guitarra solo é o Jorge, contra viola solo é o Pedro, viola ritmo é o Zé, na bateria o Manuel e temos um director que é o Zeca.

Perg. – Quais os objectivos que pretendem atingir ao fazer a divulgação da música de Cabo Verde?
Resp. – Nós tentamos mostrar às pessoas que a música de Cabo Verde merece que lhe seja dada mais atenção, e para isso divulgamo-la, apesar do pouco apoio que temos a nível editorial. Em Portugal já existem cerca de doze agrupamentos de música Cabo-Verdiana e aos poucos está-se a implantar, mas quando tivermos mais apoio por parte das editoras, ainda será maior.

Perg. – Em termos de discos, como é que vão os Afrika Star?
Resp. – No final do ano passado editámos o LP “Puli S. Bento” e em Abril deste ano editámos o LP Afrika Star 82. Neste próximo disco, todos os temas vão ser originais e serão cantados em crioulo, na sua maioria.

Perg. – Os vossos discos são difíceis de encontrar no mercado. Não haverá um desinteresse por parte da editora na divulgação da vossa música?
Resp. – A editora tem-se mostrado interessada em nós, mas não nos tem dado apoio promocional, devido, possivelmente, a condições financeiras. Inclusivamente, há certos trabalhos que deviam ser feitos pela editora e somos nós que os fazemos, como por exemplo a promoção dos discos pois somos nós que os levamos às rádios. Esse tido de trabalho devia ser feito pela editora, mas não é isso que acontece.

Perg. – Porquê? Por falta de dinheiro?
Resp. – Não é por falta de dinheiro. Eles não têm feito promoção, nem na rádio nem nos jornais. Sinceramente não sei porquê, ainda estou para entender isso. As discotecas até se recusam a receber os nossos discos, devido a esse pouco apoio. Outro defeito que a nossa editora tem é que se preocupa mais em chegar ao público Cabo-Verdiano, somente.
...

Ao vivo... Coldplay

Data - 23 de Novembro de 2005
Local - Pavilhão Atlântico
Observações - Sala esgotada para aquele que foi um dos melhores concertos de 2005, apesar de Chris Martin, por várias vezes, ter-se esquecido das letras das canções. Um bom espectáculo com uma parte verdadeiramente espectacular em que Chris Martin desaparece do palco e aparece no meio do público a cantar.

21 April 2009

D'Outrora... Recorte de Imprensa

Recorte de um artigo publicado na revista Música & Som, no mês de Agosto de 1980, sobre a primeira parte de Sérgio Godinho, num concerto de Chuck Berry.

20 April 2009

Ao vivo... Spain

Local - Aula Magna
Dia - 10 de Maio de 1996
Observações - Um concerto fabuloso que serviu de promoção ao primeiro álbum do grupo. Após intensos aplausos a pedirem um segundo encore, lembro-me de os músicos dizerem que não podiam tocar mais pois não tinham mais músicas ensaiadas. Simplesmente fabuloso. Foi organizado pela saudosa XFM... para a sua imensa minoria.

19 April 2009

Contemplar

18 April 2009

Contemplar

Isobell Campbell

17 April 2009

Pelo mundo... Amadou & Mariam

Amadou Bagayoko e Mariam Doumbia conheceram-se em Bamako, no Mali no ano de 1975, no instituto para jovens invisuais. Amadou nasceu em Outubro de 1954 e com apenas 14 anos começou a sua carreira musical como membro do agrupamento Les Ambassadeurs du Motel até 1974. Amadou ficou invisual na adolescência, tendo então ingressado no instituto onde veio a conhecer aquela que viria a ser a sua esposa Mariam Doumbia, também invisual desde os cinco anos de idade. Mariam nasceu em Abril de 1958 e após ingressar no mencionado instituto, aprendeu Braille, dança e música. Para além destas actividades, Amadou & Mariam fizeram com que as actividades musicais e artísticas no instituto tivessem grande desenvolvimento.
Em 1980 decidem casar e dar início a uma parceria, também em termos musicais. Até 1985 Amadou desenvolve uma intensa carreira a solo onde ganha alguns prémios e obtém relativo sucesso e nesse mesmo ano fazem os primeiros espectáculos fora do Mali, mais propriamente no Burkina-Faso e em 1986 mudam-se para a Costa do Marfim em busca de melhores condições de gravação. É que, por incrível que pareça, no Mali as condições eram fracas, apesar de ser um autêntico “viveiro” de músicos de grande qualidade como por exemplo Ali Farka Touré, Fela Kuti ou Salif Keita (que também fez parte dos Les Ambassadeurs du Motel, com Amadou).
Em termos de edições musicais, o grupo começou por lançar várias cassetes produzidas por Maikano, até que em 1994 foram convidados para gravar em Paris, trabalhos esses que nunca chegaram a ser editados e, finalmente em 1998 é lançado o primeiro CD “Sou Ni Tile”, ao qual se sucederam vários discos quer do grupo quer a de Amadou a solo, e em 2002 colaboram com Manu Chao. Esta parceria com um dos mais bem sucedidos músicos de World Music fez com que a sua música começasse a ser mais conhecida a nível mundial e deu nova projecção ao grupo.
Finalmente em 2004 o sucesso e o talento são reconhecidos um pouco por todo o mundo, graças ao fabuloso disco “Dimanche au Bamako” que obtém grande sucesso a nível internacional tendo sido considerado pela crítica, quase unanimemente, como o melhor disco de World Music desse ano. Esse enorme sucesso fez com que iniciassem tournées pela Europa e África, e obtivessem muitos e importantes prémios no mundo da música.
A partir desta altura começaram a colaborar com vários músicos de renome, como por exemplo Damon Albarn e actuaram em vários festivais, um pouco por todo o mundo.
O ano de 2008 trouxe-nos mais uma agradável surpresa (em tom de confirmação), com o disco “Welcome to Mali”, onde colaboraram vários e importantes músicos, como por exemplo Toumani Diabete, Tiken Jah Fakoly, Juan Rozoff, e também o ex-Blur e Gorillaz, Damon Albran na produção. Trata-se de um disco diferente do anterior, onde se nota uma ligeira fusão com ritmos ocidentais, o que dá origem a uma música de “dançante” e contagiante, mas sem perder a identidade com esse país de grandes músicos – Mali -, e esse continente – África –, onde se toca (e que nos toca) de uma forma inigualável e peculiar.
Amadou & Mariam são, sem qualquer dúvida, um dos nomes mais importantes do actual panorama da World Music, neste caso do Mali e de África.

DISCOGRAFIA
- 1999 - Se Te Djon Ye
- 1999 - Sou Ni Tile
- 2000 - Tje Ni Mousso
- 2003 - Wati
- 2005 - Dimanche a Bamak0
- 2006 - Paris Bamako
- 2008 - Welcome To Mali


D'Outrora... Recorte de Imprensa

Segunda parte de um artigo publicado na revista "Música & Som" no ano de 1979, sobre um concerto dos Tubes que contou com os portugueses Corpo Diplomático (que mais tarde deram origem aos Heróis do Mar) na primeira parte.

16 April 2009

D'Outrora... Recorte de Imprensa

Primeira parte de um artigo publicado na revista "Música & Som" no ano de 1979, sobre um concerto dos Tubes que contou com os portugueses Corpo Diplomático (que mais tarde deram origem aos Heróis do Mar) na primeira parte.

15 April 2009

Ao vivo... Red Hot Chili Peppers

Data - 24 de Janeiro de 2003
Local - Pavilhão Atlântico
Observações - Pavilhão completamente esgotado para um excelente concerto da banda liderada por Anthony Kiedis, durante a tournée de promoção a "By The Way", editado em 2002 e que conseguiu obter grande sucesso, quer por parte da crítica quer comercialmente. Os Red Hot Chilli Peppers conseguiram manter o nivel de Californication editado em 1999.

Contemplar

Lykke Li

14 April 2009

D'Outrora... Recorte de Imprensa

Artigo sobre um concerto dos Uriah Heep no Porto, publicado na revista Música & Som em Agosto de 1980.

13 April 2009

Ao vivo... António Pinho Vargas

Data - 04 de Abril de 1996
Local - Centro Cultural de Belém
Observações - Concerto com a participação de Maria João.

12 April 2009

Contemplar

PJ Harvey

11 April 2009

Leonard Cohen - Live In London

Se existe alguém ou algo intemporal neste mundo, Leonard Cohen e a sua música são um desses casos. Tive a felicidade (pois foi disso que se tratou) de assistir ao concerto que Cohen deu em Lisboa no já longínquo ano de 1988, no Coliseu dos Recreios.
Ainda hoje me lembro desse dia e desse concerto, de pequenos pormenores, como por exemplo a imensa fila para entrar ou a postura e traje de Leonard Cohen, as músicas que foram tocadas durante cerca de duas horas para uma sala cheia de um público devoto e fiel que prestava o seu culto a um Senhor.
Vinte anos depois regressou a Portugal para mais um concerto, desta vez em recinto ao ar livre, menos intimista. Não pude deixar de estar presente e, como referi na altura num post colocado neste blog, foi algo de sublime e soberbo, de um prazer indescritível, o prazer de ouvir belíssimas canções e de ver uma plateia dos 15 aos 80 anos em delírio, num delírio muitas vezes arrepiante tal era o silêncio, pois quando se presta culto, é o que deve se deve fazer... permanecer em silêncio. Era uma sensação estranha, estar no meio de cerca de 15000 pessoas e não se ouvir nada, chegando a dar a sensação de que as pessoas nem respiravam, como se estivessem siderados, para não perderem nada de uma noite que iria ficar para sempre gravada nas suas memórias.
. Do alto dos seus 73 anos - nasceu no dia 21 de Setembro de 1934 no Quebec (Canadá) -, Leonard Cohen continua a irradiar simpatia, talento e charme. A sua voz, à medida que os anos vão passando torna-se mais grave e isso, por incrível que pareça, torna as suas músicas ainda mais belas, de uma beleza contagiante e inebriante.
Leonard Cohen - Live In London, foi gravado ao vivo no dia 18 de Julho de 2008, um dia antes dessa mágica noite de Lisboa. Estamos perante um CD / DVD que retrata de forma fiel o que se passou em Lisboa.
São vinte e quatro belas canções num CD / DVD de grande qualidade.

01 - Dance Me To The End Of Love
02 - The Future
03 - Ain't No Cure For Love
04 - Bird On The Wire
05 - Everybody Knows
06 - In My Secret Life
07 - Who By Fire
08 - Hey, That's No Way To Say Goodbye
09 - Anthem
10 - Tower Of Song
11 - Suzanne
12 - The Gypsy's Wife
13- Boogie Street
14 - Hallelijah
15 - Democracy
16 - I'm Your Man
17 - Take This Waltz
18 - So Long, Marianne
19 - First We Take Manhattan
20 - Sisters Of Mercy
21 - If It Be Your Will
22 - Closing Time
23 - I Tried To Leave You
24 - Whither Thou Goest

Nota - 9/10

Contemplar

BJORK

10 April 2009

Contemplar


Joanna Newsom

09 April 2009

D'Outrora... Afrika Star

Segunda parte de uma entrevista feita pelo autor deste blog aos Afrika Star, no ano de 1982, publicada no jornal Musicalíssimo.

Perg. – Além de cantares no grupo, também cantas a solo, tendo inclusivamente concorrido ao festival da canção. Fala-nos da tua carreira a solo.
Resp. – O gravar a solo é secundário. O objectivo que tive no cantar a solo, foi concorrer ao festival da canção, mas a minha canção não foi apurada. Agora vou concorrer ao festival da canção que o Stress está a organizar, em que como se sabe, vão estar presentes algumas das canções que o júri não apurou.

Perg. – No próximo dia 3 de Maio vocês vão arrancar para a Europa, numa tournée em que irão actuar no Luxemburgo, Itália, França, Holanda. Fala-nos um bocado, acerca disso.
Resp. – Nós, todos os anos fazemos essa tournée e o público reage bem à nossa música. A maioria do público que temos nesses espectáculos, é público cabo-verdiano, mas também vão alguns estrangeiros. Por vezes até temos que prolongar as nossas tournées, porque o público exige. Os países onde temos mais sucesso, é na Itália e na França. O público gosta de ouvir as nossas músicas.

Perg. – Em termos de planos para o futuro, o que é que vocês têm planeado?
Resp. – Além dessa tournée e do LP, estamos a pensar organizar um festival de reggae que contará com a presença de Peter Tosh e dos Culture, mas estas presenças ainda não estão confirmadas. Estamos também a pensar em organizar um espectáculo que durará dois dias, e para isso pensamos levar lá os Ferro e Fogo e os UHF. Este espectáculo ainda está em fase de estudo.

FIM

Ao vivo... Diana Krall

Data - 08 de Abril de 1998
Local - Centro Cultural de Belém
Observações - Um excelente espectáculo de grandes canções, proporcionado pela lindíssima Diana Krall.

08 April 2009

D'Outrora... Afrika Star

Primeira parte de uma entrevista feita pelo autor deste blog aos Afrika Star, no ano de 1982, publicada no jornal Musicalíssimo.

Perg. - Jô, em primeiro lugar gostava que me dissesses qual a formação actual do grupo.
Resp. – O grupo actualmente é formado por mim, que sou o vocalista; no baixo temos o Joaquim, o guitarra solo é o Jorge, contra viola solo é o Pedro, viola ritmo é o Zé, na bateria o Manuel e temos um director que é o Zeca.

Perg. – Quais os objectivos que pretendem atingir ao fazer a divulgação da música de Cabo Verde?
Resp. – Nós tentamos mostrar às pessoas que a música de Cabo Verde merece que lhe seja dada mais atenção, e para isso divulgamo-la, apesar do pouco apoio que temos a nível editorial. Em Portugal já existem cerca de doze agrupamentos de música Cabo-Verdiana e aos poucos está-se a implantar, mas quando tivermos mais apoio por parte das editoras, ainda será maior.

Perg. – Em termos de discos, como é que vão os Afrika Star?
Resp. – No final do ano passado editámos o LP “Puli S. Bento” e em Abril deste ano editámos o LP Afrika Star 82. Neste próximo disco, todos os temas vão ser originais e serão cantados em crioulo, na sua maioria.

Perg. – Os vossos discos são difíceis de encontrar no mercado. Não haverá um desinteresse por parte da editora na divulgação da vossa música?
Resp. – A editora tem-se mostrado interessada em nós, mas não nos tem dado apoio promocional, devido, possivelmente, a condições financeiras. Inclusivamente, há certos trabalhos que deviam ser feitos pela editora e somos nós que os fazemos, como por exemplo a promoção dos discos pois somos nós que os levamos às rádios. Esse tido de trabalho devia ser feito pela editora, mas não é isso que acontece.

Perg. – Porquê? Por falta de dinheiro?
Resp. – Não é por falta de dinheiro. Eles não têm feito promoção, nem na rádio nem nos jornais. Sinceramente não sei porquê, ainda estou para entender isso. As discotecas até se recusam a receber os nossos discos, devido a esse pouco apoio. Outro defeito que a nossa editora tem é que se preocupa mais em chegar ao público Cabo-Verdiano, somente.

07 April 2009

D'Outrora... Recorte de Imprensa

Artigo sobre Júlio Pereira, publicado na revista Rock em Portugal em Julho de 1978.

06 April 2009

Ao vivo... Eric Clapton

Data - 20 de Fevereiro de 2001
Local - Pavilhão Atlântico
Notas - O grande Eric Clapton, considerado por muitos um dos melhores guitarristas de sempre. Um dos concertos mais aguardados. Simplesmente fabuloso.

05 April 2009

Contemplar

JANE BIRKIN

04 April 2009

Contemplar

AMY LEE
"Evanescence"

Neil Young - Fork In The Road

Neil Young está de regresso aos discos com mais um bom trabalho, Fork In The Road.
Estamos perante um disco de bom rock, dentro do estilo a que Neil Young nos habituou com o som da sua guitarra Les Paul e a sua voz sempre jovem, pela qual o tempo parece não passar. Este Fork In The Road, com um incio forte e cheio de ritmo, traz-nos dez boas canções que, apesar de não acrescentarem nada de novo à já extensa obra de Neil Young, transmitem-nos uma sensação de um prazer estranho mas bom... o prazer de ouvir uma música que nos dá uma certa paz de espírito e de suavidade, graças à voz melódica e intemporal de Neil Young, uma voz que nos faz sentir bem e nos faz crer que no mundo existem coisas boas e, simultaneamente, nos faz esquecer o mundo em que viviemos e do qual Neil Young continua a ser um grande crítico, um contestatário. 
Este é um daqueles discos que com o tempo, à medida que o ouvimos e quanto mais o escutamos, mais passamos a gostar dele.
É assim a boa música... é isso que se passa com a de Neil Young.

01 - When Worlds Collide
02 - Fuel Line
03 - Just Singing A Song
04 - Johnny Magic
05 - Cough Up The Bucks
06 - Get Behind The Wheel
07 - Off The Road
08 - Hit The Road
09 - Light A Candle
10 - Fork In The Road

Nota - 8/10

03 April 2009

Cinematic Orchestra na Aula Magna


Jason Swinscoe, líder e fundador dos Cinematic Orchestra faz-se acompanhar nestes dois espectáculos em Portugal – os únicos na Europa em 2009 - por Phil France, Tom Chant, Luke Flowers, Nick Ramm, e Stuart McCallum.
O espectáculo da Aula Magna no dia 02 de Abril foi fabuloso. Jason Swinscoe e os seus excelentes músicos tocaram temas dos vários álbuns do grupo para uma sala completamente esgotada e incansável nos aplausos, tendo no final e durante cerca de dez minutos, aplaudido de pé os músicos.
Foi uma noite de boa música electrónica com excelentes fusões com um Acid-Jazz de qualidade, com bons solos por parte de todos os músicos e nesses momentos o público permanecia num devoto silêncio, que explodia num aplaudir intenso.
Para fechar a noite, Grey Reverend que tocou na primeira parte interpretou “To Build a Home”, sendo o momento alto da noite.
Apesar de ter sido um bom concerto, ficou a sensação de que o grupo podia ter ido mais longe ao nível do improviso e divagação musical, pois é um colectivo recheado de bons músicos que sabem improvisar e tocar de forma sublime e densa.

Ao vivo... Joe Cocker

Data - 31 de Julho de 2000
Local - Pavilhão Atlântico
Observações - Um concerto que percorreu toda a obra de Joe Cocker. O melhor momento da noite foi, como era de esperar, a interpretação do tema dos Beatles "With a Little Help For My Friends".

02 April 2009

D'Outrora... Cinco Estrelas

Segunda parte de uma entrevista feita pelo autor deste blog, publicada no jornal Musicalíssimo.
...
Perg. – Em relação ao facto de as editoras terem de aceitar grupos, é preciso colocar o problema que por vezes aqueles discos que as editoras vão editar, podem não ter o mínimo de qualidade para serem passados na rádio. Isso é uma realidade, não concordam?
Resp. – (F.H.) Está certo, mas nesse caso eu pergunto: porque razão é que se passa tanta música estrangeira de fraca qualidade? Será que é só por ser estrangeira? Então se há uma grande quantidade de música estrangeira que em termos de qualidade deixa muito a desejar, acho que fraca qualidade por fraca qualidade, o público prefere a nossa música, a música portuguesa. Se em termos de público não existe esse problema porquê essa imposição da música estrangeira?

Perg. – Mas será que não há mesmo esse problema?
Resp. – (F.H.) Eu tenho a certeza que não. Digo-te isto porque contacto muito com o povo. Há um sector do público urbano que prefere a música estrangeira, mas será que quem ouve rádio é só o público das zonas urbanas? Podia fazer-se uma sondagem para ver qual o tipo de música que o público prefere, e os senhores da rádio iam ficar surpreendidos. De certeza que viria a ser mais passada a música portuguesa e isso dar-nos-ia condições monetárias para que pudéssemos desenvolver as nossas condições técnicas, para termos melhor qualidade. É claro que concordamos que se passe música estrangeira na rádio, mas que seja de qualidade. Nós somos pela opinião do intercâmbio musical. Musicalmente somos colonizados pela América e pela Inglaterra, mas não devemos esquecer que a França, Itália e Espanha, são grandes potências musicais.

Perg. – Em Portugal, no que diz respeito a promoção, a vossa editora é a melhor, sem qualquer dúvida. Acham isso fundamental para que um disco obtenha sucesso’
Resp. – (J.A.) Acho que sim.
(J.V.) – É como as latas das salsichas: as que mais se vendem são aquelas a que fazem mais publicidade.

Perg. – E passa-se o mesmo em termos discográficos?
Resp. – (J.V.) Sim, mas tem de haver sempre qualquer coisa, tem que ter um mínimo de qualidade.

Perg. – Através das letras das vossas músicas, o que é que tentam transmitir às pessoas?
Resp. – (J.A.) Tentamos dizer coisas sérias a brincar e criticamos a sociedade, pois a crítica é positiva e é uma forma de diálogo, desde que não seja destrutiva; a partir do momento que é destrutiva, já considero negativa, dizer mal por dizer.

Perg. – Em termos de projectos para o futuro, o que têm?
Resp. – (J.V.) Queremos dar muitos concertos, acabar de pagar o PA. O nosso objectivo é gravar um Lp e esperamos vir a conseguir isso. Talvez saia mais um single nosso depois do verão.

FIM

01 April 2009

D'Outrora... Cinco Estrelas

Primeira parte de uma entrevista feita pelo autor deste blog, publicada no jornal Musicalíssimo.

Ao contrário do que muita gente pensa, o agrupamento 5 estrelas que agora editou o seu primeiro disco, já têm quinze anos de experiência musical. Somente ao fim destes quinze anos é que viram o seu trabalho compensado com a gravação do single “Vida Chata / Vampiro”, que promete ser um enorme sucesso. Este grupo é formado por: Félix Heleno, como coordenador geral; José Araújo na guitarra e voz; José Sofia na bateria, José Vítor, no baixo; Zé Fernando, nas teclas e João António nos sintetizadores. Estes são os cinco Estrelas e de seguida passemos a uma entrevista que lhes fizemos, pois eles prometem.

Perg. – Como é que se definem, musicalmente?
Resp. – (José Vítor) Musicalmente… acho que é música de 5 estrelas, só.
(José Araújo) Nós procuramos não estar ligados a nenhum movimento em particular. A música que fazemos é aquela que nos apetece fazer, e se o pessoal gosta ou não gosta, isso não interessa.

Perg. – Inicialmente começaram por ser um grupo de baile e depois passaram para um onda rock. Há quem considere uma evolução natural, mas por outro lado há quem considere existir um aproveitamento pelo facto do rock, dar dinheiro. No vosso caso, trata-se de um aproveitamento para conseguirem gravar um disco, ou é o caso da chamada evolução natural?
Resp. – (J.A.) Nós evoluímos naturalmente, não nos aproveitamos dos outros estarem a gravar para conseguirmos gravar, também. Não fomos atrás dessa gente toda. Fizemos a música que nos apeteceu fazer e depois calhou gravarmos o disco. Agora, se é rock ou não, a malta é que sabe.
(J.V.) Eu acho que sim. O rock abrange uma área grande não é só música da pesada. Pode haver rock mais suave.

Perg. – Agora que já conseguiram gravar um disco, pensam continuar com os bailes?
Resp. – (J.A.) Vamos continuar temporariamente. Vamos fazer os últimos contratos que temos marados e depois queremos dedicar-nos aos concertos o mais depressa possível.

Perg. – Vocês querem-se dedicar aos concertos. Têm estruturas para isso, para uma tournée?
Resp. – (J.A.) Temos. Nós temos uma aparelhagem bastante sofisticada e todo o apoio necessário para tocarmos seja onde for. O que acontece é que há poucos espectáculos e há medo de investir neles. Nós já temos material suficiente para fazer um espectáculo.

Perg.. – Então o vosso problema é a falta de convites?
Resp. – (J.A.) Convites, realmente, surgem poucos porque há falta de promotores de espectáculos e por esse motivo, os espectáculos não existem em grande quantidade. Há também o facto de não sermos conhecidos.
(F.H.) O meio musical é difícil, somos um país pequeno e há poucos promotores. A razão porque ainda temos de fazer alguns bailes, é porque temos os nossos encargos familiares e é natural que se aparecer um contrato com um determinado cachet, ainda tenha de se aceitar. Era com que fosse possível fazer só concertos; seria o ideal. Aí a rádio e a televisão têm uma força extraordinária e a prova está em todo este movimento que se criou e não foi por acaso que os primeiros grupos que apareceram, ganharam todos discos de ouro pelas vendas dos discos. É uma prova de que os portugueses querem música portuguesa. A possibilidade de os grupos se manterem depende muito de uma divulgação que a rádio e a TV deves estar dispostos a dar ao seu público.
(J.V.) Para ajudar nesse sentido, surgiu a lei dos 50% a música portuguesa.

Perg. – Mas essa lei não está a ser cumprida.
Resp. – (J.V.) Para já ainda são os 40% e a partir do próximo ano é que passa aos 50%. Essa lei veio fazer com que as editoras tivessem de lançar grupos pois é preciso música portuguesa.
(J.S.) A rádio, hoje em dia, nem os 40% passa, porque não existe qualquer controlo.
...

31 March 2009

D'Outrora... Recorte de Imprensa


Artigo publicado no jornal Musicalíssimo sobre um concerto no Rock Rendez Vous. O artigo não é de minha autoria, mas estive lá neste dia e aproveitei para para fazer uma entrevista ao Anibal Miranda, numa altura em que este músico tinha bastante sucesso, principalmente graças ao seu single "Don't Shoot".

Momentos... Afrika Star

Foto tirada pelo autor deste blog, ao vocalista dos Afrika Star após uma entrevista para o jornal Musicalíssimo, que será publicada em breve neste blog.

30 March 2009

A não perder... Cinematic Orchestra

Os Cinematic Orchestra sobem ao palco da Aula Magna no próximo dia 02 de Abril. O colectivo liderado pelo multi-instrumentalista Jason Swinscoe conta ainda com Phil France, Tom Chant, Luke Flowers, Nick Ramm e Stuart McCallum.

A sua música é uma verdadeira mescla de estilos, com grandes improvisações assentes em ritmos electrónicos com passagens e fusões com Acid Jazz, Trip-Hop, Drum n'Bass e um Post-Rock experimental numa vertente eletrónica, sem devaneios de guitarras.

Será, sem dúvida alguma, um excelente concerto naquela que é, para mim, a melhor sala de espectáculos de Lisboa, Aula Magna.

Discografia:

- Motion (1999)
- Every Day (2002)
- Man With A Movie Camera (2003)
- Ma Fleur (2007)
- Live At The Royal Albert Hall (2008)

Ao vivo... Genesis

Data - 22 de Julho de 1992
Local - Estádio de Alvalade
Notas - Grande concerto no estádio de Alvalade. Estádio cheio para receber os Genesis liderados por um Phil Collins simpático e comunicativo com os espectadores, para além de Mike Rutherford e Tony Banks. Destaque para, a meio do concerto, quando Phil Collins assume a bateria por breves instantes, instantes esses que foram suficientes para confirmar estar perante um dos melhores bateristas do mundo. Quanto ao resto, foram uns Genesis muito diferentes daquilo a que nos habituaram com Peter Gabriel a liderar a banda. Menos progressivos e conceptuais, sendo alguns temas bastante comerciais.

29 March 2009

Contemplar

Isabella Rossellini
No filme Blue Velvet, a interpretar uma canção com o mesmo nome.

28 March 2009

Contemplar

Cerys Matthews
"Catatonia"

27 March 2009

Marianne Faithfull... Easy Come Easy Go


Três anos depois do muito aclamado Before The Poison Marianne Faithful regressa aos discos com este Easy Come Easy Go. Sem conseguir chegar ao nivel do seu antecessor, e muito menos do inesquecível "Broken English", estamos perante um bom disco com boas canções; acrescento, boas versões de canções, pois é disso que se trata.

Easy Come Easy Go é um disco de covers que abrange diversos estilos e autores como Randy Newman, Decemberists, Smokey Robinson ou Morrissey. Para além de Faithfull seleccionar excelentes temas destes músicos, rodeou-se também de um elenco de luxo ao nível de colaborações, como por exemplo Antony Hegarty, Nick Cave, Rufus Wainwright, Jarvis Cocker, Sean Lennon, Keith Richard e muitos outros.

Canções bem interpretadas, numa toada melancólica e calma, com excepção de Hold On Hold On e Dear God Please Help Me que apresentam um ritmo ligeiramente mais rápido, uma batida mais forte e com boas guitarras à mistura. Destaque para Sing Me Back Home que conta com a voz de Keith Richards e de The Crane Wife que conta com Nick Cave nos coros.

01 - Down From Dover
02 - Hold On Hold on
03 - Solitude
04 - The Crane Wife
05 - Easy Come Easy Go
06 - Children Of Stone
07 - How Many Worlds
08 - In Germany Before The War
09 - O O Baby
10 - Sing Me Back home
11 - Salvation
12 - Black Coffee
13 - The Phoenix
14 - Dear God Please Help Me
15 - Kimbie
16 - Many A Mile
17 - Somewhere
18 - Flandyke Shores

Estes dezoito temas fazem parte da edição para Inglaterra, pois a dos Estados Unidos inclui somente doze.

Nota - 8/10

Ao vivo... Moonspell

Data - 31 de Outubro de 2001
Local - Coliseu dos Recreios de Lisboa
Observações - Grande concerto dos Moonspell. Sala completamente cheia para assistir a um alinhamento que abrangeu um pouco de toda a obra do grupo, principalmente do álbum Darkness And Hope.

26 March 2009

D'Outrora... Recorte de Imprensa

Recorte sobre um concerto dos Uriah Heep em Lisboa, publicado em Agosto de 1980 na revista Música & Som.

25 March 2009

Pet Shop Boys... Yes

Yes marca o regresso dos Pet Shop Boys aos discos, após um interregno de cerca de três anos.
Neste disco Chris Lowe e Neil Tennant mantêm aquele estilo de tocar e cantar que tem tanto de inconfundível como de limitador.
É um facto que ao longo de toda a carreira desta banda inglesa, formada em Londres em 1981, os seus discos têm tido sempre um bom nível qualitativo. Não existe uma obra-prima na imensa discografia do grupo, mas também não existe um disco sobre o qual seja possível ter uma opinião negativa. Os Pet Shop Boys apresentam-nos sempre discos coerentes, com excelentes produções, com canções bem construídas, canções que nos fazem dançar, ao mesmo tempo que nos embalam com a excelente, bonita e suave voz de Neil Tennant e o toque simples mas melodioso de Chris Lowe nas teclas e programação.
Yes surge na tal linha limitadora que tem a música do grupo. Acaba por ser, quase, mais do mesmo. Digo quase porque, apesar de ser parecido com os anteriores trabalhos, é diferente. As músicas continuam a ser bonitas e ouvimo-las como sendo uma novidade, pois é disso que se trata: um novo disco de um grupo antigo, mas que consegue manter-se em bom nível ao fim de 27 anos de carreira. Desde Suburbia e West End Girls, temas do seu primeiro disco "Please", até qualquer um dos temas deste "Yes", a música dos Pet Shop Boys permanece como sempre... boa e intemporal.
Finalmente, acrescento que este disco conta com a colaboração de Johnny Marr, ex-Smiths e Modest Mouse e com os arranjos, nas cordas, de Owen Pallett que costuma colaborar com os Arcade Fire e Last Shadow Puppets.

01 - Love Etc.
02 - All Over The World
03 - Beautiful People
04 - Did You See Me Coming?
05 - Vulnerable
06 - More Than A Dream
07 - Building A Wall
08 - King Of Rome
09 - Pandemonium
10 - The Way It Used To Be
11 - Legacy

(Edição extra)

12 - This Used To Be In The Future (Philip Oakey)
13 - More Than A Dream (Magical Dub)
14 - Pandemonium (Stars And Sun Dub)
15 - The Way It Used To Be (Left Of Love Dub)
16 - All Over The World (This Is A Dub)
17 - Vulnerable (Public Eye Dub)
18 - Love, Etc. (Beautiful Dub)
19 - Ging And Jag
20 - We're All Criminals Now

Note - 8/10

24 March 2009

D'Outrora... Recorte de Imprensa

Recorte de um artido publicado na revista Rock Em Portugal em Julho de 1978, sobre um concerto dos Tantra e Arte & Ofício.

23 March 2009

Ao vivo... Elton John

Data - 16 de Julho de 1992
Local - Estádio de Alvalade
Notas - Numa altura em que existia a polémica sobre a possível queda da pala do estádio de Alvalade, o que fez com que o posicionamento do palco fosse diferente do habitual (ficou situado em frente à dita bancada), Elton John deu um bom espectáculo para um público devoto mas que não esgotou o recinto. O momento alto da noite foi quando Elton John dedicou o tema dos Queen "The Show Must Go On" a Freddie Mercury, falecido no dia 24 de Novembro de 1991. Uma excelente interpretação para uma fabulosa canção.

22 March 2009

Contemplar

PJ Harvey

21 March 2009

Contemplar

Chan Marshall
"Cat Power"

20 March 2009

Que é feito de... Nina Hagen?

Nina Hagen nasceu em Berlin, na Alemanha no dia 11 de Março de 1955. Em 1976 emigra para o ocidente onde assina contrato com a CBS e lançou o seu primeiro trabalho em 1978. Tornou-se mais conhecida pelas suas extravagâncias e o seu visual arrojado e estranho para a época, do que pela sua música.

Com uma voz estranha mas segura e bem colocada, na qual eram evidentes as influências da ópera que chegou a aprender, os seus dois primeiros discos conseguiram obter algum sucesso, apesar de nunca terem sido considerados trabalhos de grande qualidade. Nina Hagen gravou uma versão punk do conhecido tema "My Way" de Frank Sinatra.

Em 1982 muda-se para Nova york onde grava o seu primeiro disco em Inglês, Nunsexmonkrock, seguindo-se Fearless em 1983, com produção do então muito na moda Giorgio Moroder. Em 1985 deixa a CBS após a edição de Nina Hagen In Extacy passa a editar no Canadá, sem grande sucesso.

Finalmente em 1989 regressa à Alemanha e ao mercado alemão, seguindo-se vários trabalhos numa discografia extensa, mas de fraca qualidade.

Que é feito dela?

DISCOGRAFIA

1979 - Nina Hagen Band
1980 - Unbehagen
1982 - Nunsexmonkrock
1983 - Angstlos
1983 - Fearless
1985 - In Ekstacy
1987 - Love
1989 - X Love
1991 - Street
1994 - Revolution Ballroom
1995 - Freud Euch
1996 - BeeHappy
1998 - Om Namaj Shivay
2000 - Return Of The Mother
2001 - Sternenmaedchen
2003 - Big Band Explosion
2006 - Die Reise Zur Shneekpenigin
2008 - Mother Is Reacting

Esta discografia é selectiva.

Momentos... Street Kids

Concerto comemorativo do 2º aniversário do programa de rádio "Rock em Stock", realizado no pavilhão do Clube de Futebol "Os Belenenses" em 1981. No palco estão os Street Kids. Nesse dia tocaram ainda os Jafumega, Roxigénio, Arte & Oficio, UHF, GNR e NZZN.

19 March 2009

D'Outrora... Recorte de Imprensa


Recorte sobre um concerto de Joe Jackson no Pavilhão de Cascais, no final dos anos 70.

18 March 2009

Bruce Springsteen... Working On A Dream


Numa altura em que se começa a falar do regresso a Portugal de Bruce Springsteen, destaco o seu último trabalho “Working On a Dream”.

Este disco surge na sequência de Magic, editado em 2007 e marca o regresso do Boss ao rock depois da passagem pelo folk americano num excelente disco de covers de Pete Seeger “We Shall Overcome: The Seeger Sessions”, de 2006. Enquanto que Magic era evidente uma revolta originada pelas políticas de Bush, Working On a Dream mostra alguns sinais de optimismo pela eleição de Obama para a presidência americana. Sendo Springsteen um activista de esquerda, a sua música (como sua principal arma) não podia passar ao lado destas questões, bem como da esperança de que Obama possa mudar algo no mundo, e nos EUA.

Working On a Dream é um disco que vale pelo seu todo, com boas canções dentro do estilo a que Springsteen nos habituou; um disco cheio de esperança que começa com um tema longo, conceptual e brilhante (Outlaw Pete), seguindo-se um desfilar de bons temas onde é visível e audível o prazer de Bruce Springsteen em gravar com a sua E-Street Band numa era pós-Bush. "The Last Carnival" é dedicado a Danny Frederici, membro da E-Street Band e recentemente falecido. São notórios os sons a que a E-Strett Band nos habitou, as guitarras de Van Zandt e Nils Lofgren’s em My Lucky Day. Como tema extra aparece no disco "The Wrestler", feito propositadamente para o filme com o mesmo nome e interpretado por Mickey Rourke.

Um bom disco e, seguramente, um grande concerto.

01 – Outlaw Pete
02 – My Lucky Day
03 – Working On A Dream
04 – Queen Of The Supermarket
05 – What Love Can Do
06 – This Life
07 – Good Eye
08 – Tomorrow Never Knows
09 – Life Itself
10 – Kingdom Of Days
11 – Surprise, Surprise
12 – The Last Carnival
13 – The Wrestler

Nota – 8/10

Ao vivo... Disney no gelo

Data - 15 de Março de 2003
Local - Pavilhão Atlântico
Observações - A magia da Disney num espectáculo bonito com coreografias e danças interessantes, onde todo o público presente se diverte da mesma forma, seja qual for a idade.

17 March 2009

Momentos... Beatnicks

Foto tirada pelo autor deste blog durante um concerto dos Beatnicks no Rock Rendez Vous. Mais um grupo que não durou muito tempo nem obteve grande êxito. Chegou a contar com a Lena D'Água como vocalista na altura da edição do primeiro single. A partir dessa altura passou a ser Tó Leal o vocalista do grupo, tendo gravado, entre outros, os singles "Somos o Mar" e "Blue Jean", bem como o LP "Aspectos Humanos", que foi um registo curioso e importante numa onda de um pop suave mas agradável.
Se não estou em erro, o único elemento do grupo que ainda hoje grava é o Tó Leal, com uma carreira a solo virada, essencialmente, para a música ligeira.

16 March 2009

D'Outrora... Ferro & Fogo

Postal que vinha dentro de um single dos Ferro e Fogo, grupo de rock português com algum (não muito) sucesso no início dos anos 80. Gravaram alguns singles e um LP "A Ferro & Fogo" que foi um autêntico fiasco, em termos comerciais.
Esta banda, oriunda de grupos que nos anos 70 percorriam o país de Norte a Sul em bailes de finalistas (na altura eram moda), ainda hoje existe tendo-se tornado uma banda de "Covers" e actua em espaços pequenos, como bares e pubs.
A sua música esteve sempre longe de poder ser considerada de qualidade, um pouco devido à má produção dos seus discos, mas o seu vocalista, João Carlos, era dono de uma excelente voz e de grande capacidade coreográfica em palco.
Na sua discografia, destaco os singles "Super-Homem" e "Santa Apolónia", bem como o já mencionado LP.

Ao vivo... Stomp

Data - 27 de Novembro de 2002
Local - Centro Cultural de Belém
Observações - Sapateado, música, teatro e boa disposição num só espectáculo. Os Stomp proporcionam bons momentos recorrendo aos mais diversos objectos para fazer música e a consequente dança. Desde vassouras a simples caixas e caixotes, tudo serve para se assistir a um espectáculo inesquecível mas que, basta ver uma vez. Assisti por duas vezes em anos diferentes e na segunda já não teve grande piada.

13 March 2009

Ao Vivo... Rock Rendez Vous

Cartaz a anunciar concertos no Rock Rendez Vous em Lisboa no ano de 1981.

Ao vivo... Festival do Sudoeste


Data - 08 de Agosto de 2008
Local - Zambujeira do Mar
Notas - Com o Festival do Sudoeste a decair ano após ano, numa quebra inqualificável em termos qualitativos, optei por ir somente um dia. Achei o cartaz deste ano de 2008 demasiado mau e numa altura em que começam a ser divulgados os primeiros nomes para a edição deste ano de 2009, torna-se preocupante a decadência do evento. Neste dia, passaram pela Herdade da Casa Branca os Goldfrapp, que deram um concerto morno; a portuguesa Rita Redshoes em excelente nível; uns Tindersticks em bom nível, apesar de estarem um bocado como peixes fora de água, pois o seu estilo musical é mais intimista e como tal, para recintos mais pequenos ou bucólicos (ex. Paredes de Coura); e a fechar a noite, os fabulosos Chemical Brothers que transformaram o local numa enorme discoteca ao ar livre.

12 March 2009

Ao vivo... Deep Purple

Data - 28 de Julho de 1999
Local - Coliseu dos Recreios de Lisboa
Observações - Os velhinhos Deep Purple a mostrarem grande forma: Quem sabe, jamais esquece. Primeira parte com os Portugueses Tarantula.

27 February 2009

Ao vivo... Evanescence

Data - 07 de Outubro de 2003
Local - Coliseu dos Recreios de Lisboa
Observações - Um concerto que durou cerca de 50 minutos. Uma verdadeira desilusão, quer pela duração do mesmo, quer pelo desempenho dos músicos em palco.

26 February 2009

D'Outrora... Recorte de Imprensa

Recorte publicado na revista Rock em Portugal em Julho de 1978, sobre um concerto de Jim Capaldi, em Lisboa, que contou com os portugueses Beatnicks na primeira parte.

25 February 2009

D'Outrora... Go Graal Blues Band

Um autocolante da Go Graal Blues Band, igual à capa do seu primeiro disco, em que Paulo "Gonzo" tocava, somente, harmónica. Um disco de verdadeiro blues, com excelentes solos de guitarra de João Allain.

Ao vivo... Tindersticks

Data - 06 de Junho de 2000
Local - Queimódromo de Coimbra
Notas - Mais um dos muitos concertos a que assisti dos Tindersticks, este integrado nas comemorações da Semana Académica da Universidade de Coimbra (Noite de farmácia). Na primeira parte estiveram os Belle Chase Hotel. Concertos ao ar livre, num espaço agradável que foi feito à entrada da bonita cidade de Coimbra.

23 February 2009

Ao vivo... AC/DC

Data - 06 de Julho de 1996
Local - Estádio do Restelo
Nota - Dois dias depois de terem sido colocados à venda os ingressos para o concerto que marca o regresso dos AC/DC a Portugal, não resisto a "recuperar" um post antigo, que apareceu neste blog, referente ao concerto que deram no estádio do Restelo no dia 06 de Julho de 1996.
Na primeira parte actuou Joe Satriani e, depois... a loucura em forma de concerto. Um grande concerto, com uma enorme produção por parte dos AC / DC. Verdadeiramente espectacular. Passados quase 13 anos vou ver novamente esta grande banda Australiana no próximo dia 03 de Junho, no estádio de Alvalade. Será, seguramente, uma grande noite de Rock; um rock duro e puro, tocado por músicos com alguma idade, mas que não perderam a qualidade musical, a energia, e o prazer de estar em cima de um palco.
Vai ser o realizar de um sonho para muitos, como por exemplo para quem comentou este post na altura em que foi publicado pela primeira vez (mantive o comentário).
Para mim, que já tive o prazer de os ver, vai ser a confirmação que os AC / DC continuam a ser uma grande banda de Rock.
"Let There Be Rock", em Alvalade.

20 February 2009

Momentos... Fialho Gouveia

Foto tirada pelo autor deste blog, após uma entrevista feita ao Fialho Gouveia, no início dos anos 80, no Teatro Maria Matos.

19 February 2009

Ao vivo... Def Leppard

Data - 30 de Outubro de 1996
Local - Pavilhão de Cascais
Notas - No auge do grupo, os Def Leppard proporcionaram um excelente concerto ao imenso público que encheu por completo o Pavilhão de Cascais.
A partir desta altura, os Def Leppard nunca mais conseguiram obter grande sucesso, editando discos demasiado fracos, como por exemplo Slang editado em 1996, ou X de 2002, em contraste com os excelentes Pyromania de 1983, Hysteria de 1987 ou o extremamente comercial Adrenalize de 1992. Em 2008 editaram Songs From The Sparkle Lounge.

Na primeira parte actuaram os Terrorvision.

20 January 2009

D'Outrora... Recorte de Imprensa

Recorte da revista Rock em Portugal, publicada em Agosto de 1978, sobre um concerto do grupo "Prólogo".

19 January 2009

João Aguardela (1969-2009)

A partida de alguém que muito fez, e muito deixou por fazer, na música portuguesa.

Momentos... Go Graal Blues Band

Foto tirada pelo autor deste blog, durante um concerto da Go Graal Blues Band nos anos 80.

Momentos

Foto tirada pelo autor deste blog, à fachada do antigo teatro Monumental, no Saldanha, durante a sua demolição. Este era o belo edifício que estava situado onde hoje existe um Centro Comercial.

06 January 2009

D'Outrora... Recorte de Imprensa

Recorte da revista sobre um concerto dos Kama-Sutra. Publicado na revista "Rock em Portugal" em Julho de 1978.

Momentos... Filhos do Presidente

Foto do grupo "Filhos do Presidente". Este agrupamento surgiu durante o apogeu do rock feito em Portugal no inicio dos anos 80. Se não estou em erro, chegou a gravar um single mas que não obteve grande sucesso. Para além de algumas (poucas) passagens por programas da televisão, pouco fizeram.

Brevemente será publicada neste blog, uma entrevista feita a este grupo no intervalo de uma apresentação num programa de TV, salvo erro "Passeio dos Alegres".

16 November 2008

Momentos... NZZN

Foto tirada pelo autor deste blog, durante um concerto dos NZZN.

01 November 2008

Momentos... Salada de Frutas

Uma foto, tirada pelo autor deste blog, dos Salada de Frutas durante um concerto no Rock Rendez-Vous, em Dezembro de 1982.

24 October 2008

D'Outrora... Recorte de Imprensa

Recorte sobre um concerto de Lou Reed, no Porto, talvez no início dos anos 80.

23 October 2008

Ao vivo... Kamikaze

Foto durante um concerto no Rock Rendez-Vous. Os Kamikase, foram mais uma daquelas bandas de baile que, aproveitando o boom do rock português, tentaram a sua sorte em termos discográficos. Apesar de terem obtido uma boa participação no festival Só Rock, não chegaram a gravar nenhum disco. Foi uma das apostas do autor deste blog, enquanto jornalista do Musicalíssimo. Penso que o grupo já não existe.

D'Outrora... Recorte de Imprensa

Cartaz de publicidade da mítica sala de Lisboa, Rock Rendez-Vous.

18 October 2008

Momentos... NZZN

Foto tirada pelo autor deste blog, durante um concerto dos NZZN.

16 October 2008

D'Outrora... Recorte de Imprensa

Terceira parte de um artigo publicado no revista "Rock em Portugal" em Fevereiro de 1979.

15 October 2008

D'Outrora... Recorte de Imprensa

Segunda parte de um artigo publicado no revista "Rock em Portugal" em Fevereiro de 1979.

14 October 2008

D'Outrora... Recorte de Imprensa

Primeira parte de um artigo publicado no revista "Rock em Portugal" em Fevereiro de 1979.

12 October 2008

Momentos... Salada de Frutas

Uma foto, tirada pelo autor deste blog, dos Salada de Frutas durante um concerto no Rock Rendez-Vous, em Dezembro de 1982.

11 October 2008

Momentos... Cinema Monumental

Foto tirada pelo autor deste blog, na início da demolição (incompreendida) do cinema e também teatro Monumental, no Saldanha. Havia ainda uma outra sala (tipo estúdio) que, salvo erro, tinha o nome de Satélite.

10 October 2008

D'Outrora... Adelaide Ferreira


Quarta parte de uma entrevista feita pelo autor deste blog a Adelaide Ferreira, publicada no suplemento "Som 80", parte integrante do jornal "Portugal Hoje", extinto no início dos anos 80. ...
Perg. – O que achas deste movimento eu surgiu o ano passado, de grupos rock portugueses? Resp. – Essencialmente acho que existe uma saturação por parte do público português, ao rock importado. O rock internacional está a passar uma crise. Por exemplo, eu acho que a New Wave é um estilo muito fraco e, na minha opinião, feito de uma forma muito pouco inteligente. Costumo dizer que é um rock quadrado e o público português é muito inteligente e quando existe qualquer coisa que não lhe agrade, ele agarra o que é bom. O rock português acontece bem por parte do Rui Veloso e os portugueses aderem ao rock feito por portugueses, na medida em que está a ser feito com muito melhor qualidade do que o estrangeiro.

Perg. – Achas que pode ser considerado um movimento?
Resp. – Eu acho que sim. Porque não? Acho que é uma necessidade que a juventude portuguesa tem que qualquer coisa seja feita em Portugal. Nós estamos fartos de ser sempre os fraquinhos, os pobrezinhos. Há pessoas com capacidade no nosso país e a geração que está a consumir o rock português, sabe isso.

Perg. – Não colocas a hipótese do público se vir a fartar devido a um cansaço originado por existirem muitas bandas ao mesmo tempo?
Resp. – Não, eu acho que o que vai acontecer é uma selecção natural. Nem tudo o que se está a fazer é bom, é tudo razoável e os grupos estão todos a começar. Depois vai haver por parte dos grupos, uma melhoria do seu trabalho, uma melhoria de qualidade quer a nível instrumental quer a nível de arranjos. Isso vai originar uma selecção e as próprias pessoas vão aperceber-se do que preferem e daqui a um ou dois anos há uma selecção e vão existir alguns grupos que se vão manter e outros que vão ter de trabalhar mais para poderem melhorar. Isso é sempre bom e é salutar ter de melhorar o seu trabalho para conseguir chegar ao nível dos que já estão seleccionados por determinado público.

Perg. – Como é que vês o papel da mulher no rock que se faz em Portugal?
Resp. – Da mesma maneira que o papel do homem. Acho que têm ambos o mesmo peso, apesar de não serem iguais. Portanto, o papel da mulher é mostrar que é igual ao homem, que pode cantar o rock da mesma maneira, o homem com mais virilidade e a mulher com mais feminilidade, mas ambos têm um papel muito importante.

Perg. – Quais são os teus projectos para o futuro?
Resp. - Eu tenho alguns projectos mas são a curto prazo. Tenho a banda formada, estamos a fazer espectáculos, a nossa estreia correu bem e estou muito contente. Vou editar um Lp e tentar dar o máximo número de espectáculos.

FIM

09 October 2008

D'Outrora... Adelaide Ferreira

Terceira parte de uma entrevista feita pelo autor deste blog a Adelaide Ferreira, publicada no suplemento "Som 80", parte integrante do jornal "Portugal Hoje", extinto no início dos anos 80.
...
Perg. – Recentemente formaste uma banda que se destina a acompanhar-te nos espectáculos ao vivo. Quem são os músicos que formam essa banda e qual é que foi o critério que seguiste para essa selecção?
Resp. – Sabes que aqui em Portugal o critério é uma coisa em que não podemos pensar muito, pois existem poucos músicos com capacidade. Há alguns mas são poucos, talvez porque a entrada nas escolas, por exemplo no conservatório, é muito restrita, pois não é qualquer pessoa que consegue entrar numa escola dessas. A possibilidade de se formarem músicos no nosso país é quase nula e é por isso que existem poucos músicos com capacidade e portanto, a minha selecção de músicos praticamente não existiu, pois “agarrei” os que havia. Eles são o Necas na bateria, Luís Fernando na guitarra ritmo e harmónica, Eduardo Quintela no piano, Carlos Borracha na viola solo e o Zacarias no baixo. O Zacarias substitui recentemente o Vasco Alves que estava no grupo, mas teve de sair por questões da sua vida pessoal.

Perg. – És ao mesmo tempo actriz e cantora. Qual das duas profissões te dá mais gozo fazer?
Resp. – As duas podem-se completar e eu gostava imenso de fazer um filme em que pudesse reunir essas duas coisas, como por exemplo uma ópera rock. Gosto imenso das duas,

Perg. – Recentemente afirmaste que os cantores em Portugal, não cantam com a voz que têm mas com a voz que pensam ter. O que pretendias dizer com esta afirmação?
Resp. – Disse e mantenho. O que quis dizer foi que nós, normalmente, não conhecemos o instrumento que temos. Eu, por exemplo, aqui há dois anos desconhecia metade da voz que conheço hoje em mim. E isso deve-se ao motivo que te disse há pouco: há muito poucas escolas, ou acesso a escolas, onde nós possamos aprender isso mesmo, conhecer e educar a nossa voz. Eu digo isto, porque vejo no dia-a-dia que há cantores que cantam com muita voz e não conseguem cantar bem com a voz que têm e há cantores que cantam com menos voz do que podem. Portanto, isso é sinónimo de falta de conhecimentos e eu integro-me nesse grupo. Neste momento estou na escola do Hot Club de Portugal, de jazz, para aprender a capacidade vocal que tenho, saber a elasticidade vocal que tenho e saber improvisar dentro da música.
...

08 October 2008

D'Outrora... Recorte de Imprensa

Artigo publicado na revista "Rock em Portugal", em Julho de 1978. Concerto de Jim Capaldi e Beatnicks .

D'Outrora... Adelaide Ferreira

Segunda parte de uma entrevista feita pelo autor deste blog a Adelaide Ferreira, publicada no suplemento "Som 80", parte integrante do jornal "Portugal Hoje", extinto no início dos anos 80.

Perg. – Na tua carreira musica tiveste uma viragem radical, pois passaste da música ligeira das “Alegres Comadres” para o rock de “Baby Suicida”. Porquê essa viragem e como é que te sentiste?
Resp. – Porquê? Essencialmente por uma necessidade pessoal. Devo dizer que me afastei do panorama artístico do nosso país durante oito meses, para reflectir. Fiz isso e daí surgiu o rock. Não quer dizer que antes não tenha tentado fazer rock, pois em 1979, fiz uma proposta à editora onde me encontrava, de gravar duas ou três músicas rock que, por acaso, até vão sair agora no meu LP e que, quanto a mim, são as músicas mais fortes do trabalho. Até já tive ocasião de o ver, num espectáculo que fizemos na Marinha Grande, pois essas músicas foram as que tiveram mais aceitação por parte do público. Essa tal proposta foi recusada. Entretanto, reflecti, e pensei que o rock era mesmo a melhor maneira de expressar toda uma energia acumulada dentro de mim. Como sabes eu sou uma pessoa do teatro, e o teatro dá-nos uma faculdade muito grande de saber estar em palco, de saber trabalhar o que fazemos. Portanto a opção do rock está aí e além disso tenho ouvido muito rock durante toda a minha vida e como tal, sinto-me preparada para cantar rock.

Perg. – Consideras que o “Baby Suicida” foi um trabalho conseguido?
Resp. – Considero. Aliás, é o primeiro trabalho que faço a nível discográfico com o qual me sinto realizada. Claro que existem sempre aquelas coisas que nós gostávamos que corressem melhor mas o trabalho no geral, acho que está bom.
...

07 October 2008

D'Outrora... Adelaide Ferreira

Primeira parte de uma entrevista feita pelo autor deste blog a Adelaide Ferreira, publicada no suplemento "Som 80", parte integrante do jornal "Portugal Hoje", extinto no início dos anos 80.

A Adelaide Ferreira é uma cantora/actriz sobejamente conhecida de todos nós e que goza de certo prestígio no panorama musical português. Senão, vejamos: quem é que ainda não ouviu falar daquela música, numa onda rock, chamada “Baby Suicida” e que tem obtido enorme sucesso? E daquele grupo formado por quatro raparigas, Alegres Comadres, e que foram ao festival da canção em 1979? Seguramente que, todos nos lembramos da excelente voz da Adelaide Ferreira no seio desse grupo; e, já agora, estou-me a lembrar da sua interpretação, curta mas interessante, no filme “Kilas o mau da fita”. Foi por esta razão que decidi entrevistar a Adelaide Ferreira.

Perg. – Adelaide Ferreira, em que linha ou onda musical é que tu te integras?
Resp. – Neste momento integro-me na onda rock. Agora, se me perguntares se é ou não definitivo, digo-te que não sei porque normalmente um cantor sofre, não no sentido depreciativo, uma evolução, e eu espero que isso aconteça comigo, espero não ficar por aqui e, portanto, de certeza absoluta que o meu rock vai evoluir progressivamente e daqui por uns anos, não sei o que estou a fazer, se rock, se jazz - rock..

Perg. – Quais os cantores ou grupos que mais te influenciam?
Resp. – Olha, eu admiro muita gente no mundo da música. Creio que estou influenciada por todos os que gosto e não influenciada (parece uma contradição, mas não é), porque normalmente eu tento não me deixar influenciar na totalidade por um cantor, mas sim por um conjunto de cantores que eu selecciono para o meu gosto. Os gostos vou-tos dizer, eles são muitos do jazz e poucos do rock. Do rock são a Janis Joplin, Bette Midler, e a Elkie Brooks; do jazz gosto do Cleo Laine, Sarah Vaughan, Billie Holiday, Al Jarreau que de homens é um dos poucos por quem me deixo, não digo influenciar, mas uma vez que a educação musical em Portugal está tão pouco desenvolvida, existem tão poucas escolas de música e que nos ensinem a cantar, que vou-me ensinando a mim própria através daquilo que ouço. Não me deixo influenciar na totalidade por ninguém, mas parcialmente por toda a gente.
...

06 October 2008

Momentos... Adelaide Ferreira

Foto de Adelaide Ferreira no início dos anos 80, altura em que foi feita a entrevista que será publicada a partir de amanhã, neste blog.

05 October 2008

Momentos... Ferro e Fogo

Foto tirada pelo autor deste blog aos Ferro & Fogo, durante uma actuação no Rock Rendez-Vous, no inicio dos anos 80.

04 October 2008

Momentos... Eurico

Foto tirada pelo autor deste blog a Eurico, jogador do Sporting Clube de Portugal, após uma entrevista efectuada com vista a publicação no jornal "Musicalíssimo". Apesar de ser um jornal ligado à música e à cultura, com este tipo de entrevista pretendia-se saber qual a importância da música na vida de pessoas públicas de outros quadrantes.

02 October 2008

D'Outrora... Aqui Del Rock

Terceira parte de uma entrevista feita pelo autor deste blog aos Aqui Del Rock, banda punk-rock portuguesa formada em 1977.
...
Perg. – O que acham da lei que obriga as rádios a passar 50% de música portuguesa?
Resp. – (Óscar) – Isso vai ser assim: António Calvário, António Mourão, Tony de Matos, etc.
Perg. – Mas isso pode vir a marginalizar o rock português.
Resp. – (Óscar) – Agora a falar a sério… acho que não.
(Fernando) – Eles vão passar rock, mas só cantado em português.
(Serra) – Eu acho que isso não pode ser assim. As pessoas podem-se exprimir na língua que quiserem desde que sejam residentes ou nascidos neste país. As consequências só se podem ver na prática, com o tempo.
Perg. – Projectos para o futuro.
Resp. – (Óscar) – Os nossos maiores projectos são tocar e ter hipóteses para o poder fazer.

FIM

01 October 2008

D'Outrora... Aqui Del Rock

Segunda parte de uma entrevista feita pelo autor deste blog aos Aqui Del Rock, banda punk-rock portuguesa formada em 1977.
...
Perg. – Acham que as divergências que existem actualmente entre os grupos portugueses, possam ser prejudiciais para o rock português?
Resp. – (Alfredo) – Eu acho que se eles fazem isso é muito mau, porque nós devíamos dar-nos todos muito bem.
(Serra) – Se isso é prejudicial? Pode ser mas também pode ser benéfico. Existem sempre divergências, pontos de vista diferentes e depois, na prática, isso vai dar um leque maior de possibilidades de escolhas às pessoas. Eu acho que não interessa se essas divergências existem ou não, o que interessa é que existam muitos grupos e oportunidades para eles, sejam bons ou maus. Falta de qualidade? A qualidade há-de surgir, uma vez que há quantidade.
Perg. – É possível viver em Portugal à custa da música?
Resp. – (Serra) – Para nós, até agora, ainda não foi possível, mas queremos ver se conseguimos.
...

30 September 2008

D'Outrora... Aqui Del Rock

Primeira parte de uma entrevista feita pelo autor deste blog, no dia 24 de Fevereiro de 1981, aos Aqui Del Rock, banda punk-rock portuguesa formada em 1977.

Perg. – Qual a vossa formação actual?
Resp. – Actualmente o grupo é formado pelo Alberto na guitarra, Carlos na guitarra, Serra na bateria, Fernando no baixo e por mim, Óscar que sou o vocalista.
Perg. – Há quanto tempo é que os Aqui Del Rock se formaram?
Resp. – (Óscar) – Há dois dias. Não, agora a falar a sério, nós formámo-nos há cerca de um ano e começámos a tocar aquilo que gostamos e temos feito um esforço nesse sentido. Só que os nossos gostos vão mudando e fomos tocando outras coisas e de acordo com isso, fomos encontrando as pessoas indicadas para fazer aquilo que nós queríamos e isso é um processo que leva tempo, especialmente porque o que nós pretendemos fazer também se vai definindo com as pessoas que vão entrando, mas o facto das pessoas irem entrando não é o mais importante; o mais importante é aquilo que nós hoje queremos fazer. Por isso quando me perguntaste há quanto tempo é que nós existíamos eu disse que era há dois dias, porque nós existimos no momento em que estamos a tocar para alguém, ou para nós.
Perg. – Acham que existe um Movimento Rock Português devido à explosão de grupo que houve, ou é algo efémero?
Resp. – (Alberto) – Eu posso dizer que já assisti nos anos 70 a uma coisa parecida e foi tudo por água abaixo. Por isso, não sei se acredite, apesar de estar um bocado melhor do que nos anos 70. Eu acho que esse movimento não vai ter nada a ver com os rockers que existem no nosso país, pois vai haver pessoas que se vão aproveitar disso para ganhar dinheiro e não vão dar possibilidades aos rockers de expandirem aquilo que querem dizer.
(Serra) – Desde sempre que a música deste género é efémera e é assim que se define; quando deixar de o ser, começa a ser algo chato, e tu vês que todos os grupos que perdem a urgência do momento, que perdem a inovação, que deixam de se por constantemente em causa, tornam-se grupos chatos. Eu estou convencido que para já e com a quantidade de grupos que estão a aparecer, há alguma possibilidade desse movimento continuar.
...

29 September 2008

Ao vivo... Interpol

Data - 07 de Novembro de 2007
Local - Coliseu dos Recreios de Lisboa
Notas - Perante uma sala completamente cheia, o Interpol proporcionaram um excelente concerto, sóbrio e denso, como densa é a voz e a postura de Daniel Kessler. O alinhamento musical percorreu os três discos do grupo deste Turn on The Bright Lights (2002), até ao recente Our Love To Admire (2007), passando pelo Antics (2004). Um bom concerto.

Eis o alinhamento completo do concerto:

Pioneer To The Falls
Say Hello To The Angels
Narc
Obstacle 1
Scale
Mammoth
No I Threesome
Slow Hands
Rest My Chemistry
The Lighthouse
EvilC'mere
The Heinrich Maneuver
Not Even Jail
Take You On a Cruise
Stella Was a Diver and She Was Always Down
PDA

25 September 2008

D'Outrora... Xutos & Pontapés

Terceira parte de uma entrevista feita pelo autor deste blog aos Xutos e Pontapés, que foi publicada no jornal Musicalíssimo no dia 01 de Fevereiro de 1982.
...
Perg. – Como é que o público reagiu à vossa actuação na maratona do “Musicalíssimo”?
Resp. – Acho que ficaram um bocado assustados connosco.
Perg. – Porquê?
Resp. - Porque acho que somos um grupo totalmente diferente do que se está habituado a ver, somos um grupo bastante agressivo em palco, quer do ponto de vista teatral quer do ponto de vista musical; e isso, acho que assusta um bocado as pessoas. Inicialmente o público, estava um bocado frio, mas nós conseguimos aquecer.
Perg. – Vocês tentam dar, através dos vossos poemas, alguma mensagem às pessoas que os ouvem?
Resp. – Tanto as nossas letras, como as nossas músicas são uma revolta momentânea que nós sentimos em determinadas alturas. São coisas sentidas por nós, que retratam certas revoltas, certos acontecimentos do dia-a-dia. Tentamos fazer com que as pessoas tenham interesse pelo conteúdo das letras.
Perg. – Quais são os vossos projectos para o futuro?
Resp. – Se tudo correr bem, gravar um álbum para o ano e em Fevereiro deve sair um novo single. Esperamos ir dando alguns concertos. O que mais nos preocupa é continuarmos a ensaiar e a fazer músicas.

FIM

24 September 2008

D'Outrora... Xutos & Pontapés

Segunda parte de uma entrevista feita pelo autor deste blog aos Xutos e Pontapés, que foi publicada no jornal Musicalíssimo no dia 01 de Fevereiro de 1982.
...
Perg. – Como por exemplo o Grupo de Baile?
Resp. – Não. O Grupo de Baile é um grupo que eu, à partida ignoro, e apesar de conhecer, não quero conhecer mais.
Perg. - Não achas que, por exemplo, grupos como o Grupo de Baile, que têm umas origens um pouco distantes do rock, se querem aproveitar deste movimento justamente por isso, por dar dinheiro?
Resp. – Querem e a todos os níveis. Porque, repara, tu chegas à província e são raros os grupos de baile da província que não tentem entrar numa de rock, ou fazer um disco de rock pois isso trás mais publicidade. Temos o exemplo do “Só Rock” em que metade das bandas que lá foram, eram grupos de baile.
Perg. – Acham que o rock português tem algumas possibilidades de poder ir além fronteiras?
Resp. – Eu acho que não se pode pensar nesse caso. Nós, pessoalmente, nunca pensámos ir ao estrangeiro.
Perg. – E se surgisse uma oportunidade?
Resp. – Não íamos, porque não temos uma organização no seio do grupo que consiga aguentar o mercado nacional e que nos permita fazer uma tournée a nível nacional. A nível internacional ainda menos possibilidade havia.
Perg. – Porquê que não têm essa organização? Por falta de experiência ou questões monetárias?
Resp. – Falta de experiência, não. Agora falta de condições monetárias, talvez; a nível de material é outras das falhas, mas isso supera-se. O que acontece no seio do grupo é que, até agora, nós temos levado a coisa um bocado por brincadeira e agora estamos a começar a levar a sério. A partir daí começamos a arrancar com um projecto de organização a nível monetário e a criar uma independência monetária do grupo.
...

23 September 2008

D'Outrora... Xutos & Pontapés

Primeira parte de uma entrevista feita pelo autor deste blog aos Xutos e Pontapés, que foi publicada no jornal Musicalíssimo no dia 01 de Fevereiro de 1982.

Em 1980 marcaram uma excelente actuação no pavilhão do Belenenses, quando serviram de suporte às vedetas “Wilko Johnson Solid Sender’s”. “Sémen” é tocado pela primeira vez no Rock Rendez-Vous e o salto para o panorama do rock nacional estava dado. Xutos e Pontapés, antes de o serem, foram “Beijinhos e Parabéns” e “De Lirius Tremulus”.
Surgiu recentemente no nosso mercado discográfico, mais um disco de rock português, desta vez do grupo Xutos e Pontapés. Neste single, o grupo brinda-nos com uma música de qualidade invulgar, “Sémen”. Devido ao facto de esse single ser um trabalho bastante positivo, fui entrevistá-los.
Perg. – Em primeiro lugar, gostava que me dissessem qual a formação do grupo?
Resp. – (Zé Pedro) – O grupo é formado por mim na guitarra e voz, o Francis na guitarra, Tim no baixo e voz e o Kalu na bateria. Formámo-nos em 1978.
Perg. – Qual a vossa experiência musical antes de tocarem nos Xutos e Pontapés?
Resp. – O Kalu toca desde os 15 anos e já fez parte de várias bandas, o Tim teve experiência no campo da música contemporânea, o Francis tocou em várias bandas de segundo plano e eu nunca tinha tido nenhuma experiência.
Perg. – Têm aspirações a ser um dos grandes grupos do rock português?
Resp. – Não. Tanto não temos aspirações como nunca nos tentamos impor, nunca nos tentamos enfiar no seio do próprio movimento.
Perg. – Porquê?
Resp. – Para já considero que não deve existir um movimento chamado rock português, porque actualmente o rock português está a ser aproveitado para tudo o que se passa em Portugal a nível de músicas mais mexidas. Portanto, há muita coisa que se faz e é chamada rock português que, à priori, não devia ter sequer qualquer contacto com o rock. Em Portugal, há uma grande paranóia a nível mental das pessoas, de aceitarem grupos pop. Ora bem, há grupos a fazerem o dito rock português, que poderiam dizer que fazem pop.
...

D'Outrora... Recorte de Imprensa

Um recorte de imprensa do dia 23 de Março de 1980, referente a um concerto dos "The Pirates", que contou com Jorge Palma na primeira parte.

20 September 2008

Momentos... NZZN

Foto tirada pelo autor deste blog, durante um concerto dos NZZN.

18 September 2008

D'Outrora... Mário Mata

Terceira parte de uma entrevista feita pelo autor deste blog ao Mário Mata.
...
Perg. – Agora estás na tropa. Não achas que isso possa ter atrapalhado um bocado a tua carreira?
Resp. – Não. Para mim, até foi bom ter desaparecido.
Perg. – Porquê?
Resp. – Para acalmar. Eu estava a ficar um bocado afanado da voz pois tocava todos os dias. Fez-me bem ter feito ginástica, coisa que já não fazia há muito tempo. Se a tropa empatou em alguma coisa foi em termos de tempo, mais nada.
Perg. – Através dos poemas tentas transmitir algo?
Resp. – Falo mais do quotidiano. Não dou mensagens.
Perg. – Não dás directamente, mas talvez dês indirectamente.
Resp. – Sim.
Perg. Porquê?
Resp. – Dei indirectamente no primeiro LP, mas neste que vai sair agora já vou dar directamente.
Perg. – Porquê essa mudança?
Resp. – No meu primeiro álbum estava mais calmo, menos maduro e as letras do primeiro álbum não estão bem trabalhadas, com excepção da “Sonata Da Má Vida” e do “Começamos a Flutuar”. No álbum anterior tinha um bocado de retranca.
Perg. O quê que te levou a não participar na maratona do “Musicalíssimo”?
Resp. – Eu estava com febre, rouco e um bocado em baixo. Inicialmente estava para ir actuar à noite e disse-lhes que ia da parte da tarde pois quando se está rouco, à tarde está-se sempre um bocado melhor. Mas como à tarde já estava muito afanado, ia para lá fazer figura de urso, todo afanado da voz, e isso não me ia dar gozo nenhum. Portanto, acho que quando as pessoas não estão em condições, não vão. Foi por isso que não fui. Quando ao facto de não telefonar a avisar, não o fiz, porque não tinha o número de telefone de Vila Franca e não ia lá avisar.
Perg. – Quais os teus projectos para o futuro?
Resp. – A curto prazo são, trabalhar no disco e fazer espectáculos. Tenho também em vista um mês de espectáculos nos EUA. Este projecto ainda está em negociações no que respeita a datas e caso exista uma pequena alteração nas datas, vou aceitar, o que por muito mau que fosse seria benéfico, pois tudo tem o seu lado positivo.

FIM

17 September 2008

D'Outrora... Mário Mata

Segunda parte de uma entrevista feita pelo autor deste blog ao Mário Mata.
...
Perg. – Actualmente estás em estúdio a preparar um novo trabalho, que sai em Maio. A linha musical desse LP, é diferente da do anterior?
Resp. – Tirando o “É Pá Desgraça”, praticamente tudo foge ao álbum anterior. O “É Pá Desgraça” é do tipo popular. Há três músicas tipo Blue Grass norte-americano e as restantes, uma é do tipo medieval, que se chama “Algarve e Tá Na Hora” e as outras são mais viradas para o Jazz. O álbum, possivelmente, chamar-se-á “É Pá Desgraça”.
Perg. – Esperavas que o “Não Há Nada P’ra Ninguém”, obtivesse o sucesso que obterve?
Resp. – O êxito, comercialmente falando, falhou, isto porque a música começou a ser badalada cerca de seis meses antes da saída do disco. O êxito já tinha acontecido antes do disco ter sido posto à venda, já tinha havido aquele impacto. Neste próximo trabalho as músicas só vão começar a ser divulgadas depois da saída do disco.
Perg. – Não vês a hipótese deste disco vir a ter umas vendas inferiores ao anterior?
Resp. – Pode se vender a mesma coisa e não ser um estouro. Acho que não vai ser nenhum estouro, mas não gosto de fazer previsões dessas.
Perg. – Não achas que este tempo todo que estiveste ausente, talvez tenha sido demasiado, e as pessoas tenham esquecido o Mário Mata?
Resp. – As pessoas não estão esquecidas e este espaço de tempo é preciso.
Perg. – Porquê?
Resp. – Eu acho que subi demasiado depressa, e agora quero entrar numa calma, subir aos poucos, e para isso as pessoas têm de estar preparadas. Acho que é preciso dar o espaço de pelo menos um ano para a música que quero fazer. Também quero mostrar às pessoas que o Mário Mata não é só o “Não Há Nada P’ra Ninguém”. Sou muito da opinião de se deixar o espaço de um ano, e acho que é o intervalo ideal.
...

16 September 2008

D'Outrora... Mário Mata

Primeira parte de uma entrevista feita pelo autor deste blog ao Mário Mata.

Mário Mata é um músico que somente há ano e meio é que começou a ser badalado cá no burgo. Apesar de ser pouco tempo, a sua importância já é grande e as músicas que toca são, na sua maioria, de grande qualidade. Antes da edição do seu primeiro LP “Não Há Nada P’ra Ninguém”, alguns de nós talvez já o conhecêssemos de o vermos a tocar nas esquinas das ruas ou no metropolitano, a pedir uma esmola para poder arranjar dinheiro para comer, para sobreviver. Actualmente encontra-se a preparar outro LP. Daí o justificar-se a entrevista.
Perg. – Antes de editares o “Não Há Nada P’ra Ninguém”, a tua experiência musical era tocares em bares ou na rua. Qual dos dois te dá mais prazer?
Resp. – Depende. Tocar nas ruas para mim representou uma época, como tocar nos bares representa outra. São coisas completamente diferentes. Acho que há dois pólos: há o tocar num palco num sítio em que não se gosta e depois há o vir para a rua convencer as pessoas. É melhor vir para a rua do que tocar num sítio que não se goste.
Perg. – Quando tocas na rua, as pessoas dão-te uma certa quantia em dinheiro, de livre vontade. Qual o que para ti tem mais significado: o que te é dado na rua por quem passa, ou o que te dá, por exemplo a TV, para ires lá gravar um programa?
Resp. – Acho que é um bocado difícil responder a isso. Por vezes, quando eu vinha para a rua, era para arranjar dinheiro para comer, cantava para sobreviver, mas havia outras alturas em que me apetecia vir desabafar com as pessoas. Acho que quando a TV quer que uma pessoa vá lá cantar tem que pagar, enquanto na rua as pessoas dão o que querem e de livre vontade. É capaz de ser mais importante o dinheiro que as pessoas dão na rua.
...

Richard Wright

28/07/1943 - 15/09/2008

Richard Wright, um dos fundadores daquela que na minha opinião, foi a melhor banda de sempre da música, faleceu ontem dia 15 de Setembro. Wright, para além de teclista dos Pink Floyd era um dos compositores do grupo, tendo participado no processo de composição de alguns dos seus melhores discos, entre os quais Dark Side Of The Moon (1973) e Wish You Were Here (1975). Em 1979 foi afastado, como membro oficial do grupo, por Roger Waters, tendo regressado posteriormente como músico convidado. Somente em 1987, durante as gravações de A Momentary Lapse Of Reason (1987), volta ao grupo como membro mas sem participar como compositor; voltou ao papel de compositor em Division Bell (1994). Em 02 de Julho de 2005 participou na curta, mas inesquecível, participação dos Pink Floyd no festival Live Aid, no Hyde PArk em Londres.

D'Outrora... Recorte de Imprensa

Artigo publicado na revista "Rock em Portugal" em Julho de 1978.

15 September 2008

Chingon... Mexican Spaghetti Western

Chingon é o agrupamento fundado pelo realizador de cinema Robert Rodriguez. Formado por músicos de Austin, por Carl Thiel e Rafael Gayol dos Bob Schneider's Band, Cecilio Ruiz dos HeeBeeHeeBee's e do grupo rock espanhol Del Castillo. Sem ser um disco extraordinário, este Mexicn Spaghetti Western é um trabalho divertido, alegre e interessante, onde existe uma fusão do rock puro (através de constantes solos de guitarra) e a música mexicana (criando o ambiente Maricahi).

01 - Se Me Paró
02 - Malaguena Salerosa (La Malaguena)
03 - Fideo Del Oste
04 - Severina
05 - Alacran Y Pistolero
06 - El Rey De Los Chingones
07 - Bajo Sexto
08 - Cielito Lindo
09 - Mexican Sausage Link
10 - Siente Mi Amor
11 - Cuka Rocka

Nota - 7/10

14 September 2008

Momentos... Salada de Frutas

Uma foto, tirada pelo autor deste blog, dos Salada de Frutas durante um concerto no Rock Rendez-Vous, em Dezembro de 1982.

13 September 2008

Momentos... Aqui Del Rock

Foto tirada pelo autor deste blog, durante um ensaio dos Aqui Del Rock em 1981.

11 September 2008

D'Outrora... King Fisher's Band

Terceira parte de uma entrevista feita pelo autor deste blog aos King Fisher's Band, minutos antes de iniciarem um concerto no Rock Rendez-Vous.
...
Perg. – Consta que vocês vão tocar com a Dina. Podem adiantar alguma coisa em relação a isso?
Resp. – Nós tocámos na “Febre de Sábado de Manhã”, num dia em que a Dina estava presente. Ela gostou muito do nosso som e pediu-nos para fazermos um disco com ela.
Perg. – Mas a linha musical da Dina é muito diferente da vossa. Não acham que isso possa fazer com que muitas pessoas criem uma imagem errada do vosso grupo?
Resp. – Nós somos músicos profissionais e achamos que a música é tudo. Não temos problemas de fazer uma gravação para uma pessoa qualquer e isso não vai alterar a nossa imagem.
Perg. – Não altera, segundo o vosso ponto de vista, mas pode alterar para muitas pessoas.
Resp. – Tem que se começar a quebrar essas barreiras que existem aqui em Portugal. As pessoas têm que meter na cabeça que os músicos podem fazer tudo. A música não tem fronteiras.
Perg. – Vocês sentem-se integrados no chamado Movimento Rock Português?
Resp. – Acho que sim. Qualquer pessoa que esteja viva, está integrada nele. O movimento é geral.
- Isso veio abrir uma quantidade de hipóteses para toda a gente trabalhar e em moldes diferentes do que se trabalhava. Abriu muitos campos.
Perg. – Agora, e para terminar, gostava que me dissessem quais as vossas principais influências.
Resp. – As nossas principais influências são o Crosby, Stills, Nash & Young, Simon & Garfunkel e James Taylor. O nosso primeiro instrumento é a voz, e a partir daí é que fazemos o resto, a música. A voz é o instrumento natural que temos e há que trabalhá-lo, educá-lo. Nós agora até estamos a pensar em colaborar na gravação de discos de alguns músicos, mas com a voz. A nossa música baseia-se na nossa voz.

FIM

10 September 2008

D'Outrora... King Fisher's Band

Segunda parte de uma entrevista feita pelo autor deste blog aos King Fisher's Band, minutos antes de iniciarem um concerto no Rock Rendez-Vous.
...
Perg. – Vocês concorreram ao “Só Rock” com a música “Roda na Roda”. Atendendo a que se tratava de um festival de rock, não acham que isso não batia muito certo?
Resp. – Na realidade, não batia certo. Aquilo era um festival de rock português. Tudo aquilo que se fez lá não tinha nada a ver com a música portuguesa em si. O outro tema que tocámos “Mosteiro da Batalha” já se inseria mais numa onda de rock.
- Eu acho que o rock português é um bocado limitado. Por um lado é a fotocópia de outros grupos estrangeiros, pois há quem tente fazer um som idêntico; por ouro lado há uma limitação muito grande no factor do som e as pessoas não se aventuram muito. O festival “Só Rock” era mesmo só de rock, mas na visão estrita do rock isso já era uma limitação. O que nós tocámos foi folk / rock e acho que o rock pode estar ligado ao folk.
Perg. – Qual a importância que esse festival teve na gravação do vosso primeiro single?
Resp. – Nós concorremos ao “Só Rock” só para tentar sacar material. A nível discográfico, quando foi o “Só Rock”, já tínhamos contactos com a Polygram e outras editoras, entre as quais a Rossil e a Sassetti.
Perg. – Então se existiam essas hipóteses, o quê que vos levou a optar pela Vadeca, com más condições de gravação?
Resp. – Isso foi uma precipitação nossa. Nós queríamos gravar o disco e havia muitas pessoas que queriam que o gravássemos, e fomos levados por essa pressão e pelo entusiasmo de gravar.
- Acabámos por fazer uma autêntica merda e fomos prejudicados.
- Agora esperamos gravar, pelo menos “A Roda”, neste nosso primeiro LP que vai ser gravado para a Polygram.
...

09 September 2008

Hector Zazou

../../1948 - 08/09/2008

Hector Zazou, músico argelino e autor de alguns dos melhores trabalhos