
23 November 2009
Alberta Cross - Broken Side Of Time

20 November 2009
Penelopes - Priceless Concrete Echoes

16 November 2009
Presets - Apocalypso

15 November 2009
14 November 2009
13 November 2009
Choir Of Young Believers - This Is For The White...

09 November 2009
Soulsavers - Broken

07 November 2009
Roofwalkers - Roofwalkers

26 August 2009
24 August 2009
21 August 2009
20 August 2009
Ao vivo... Xutos e Pontapés + Ornatos Violeta
19 August 2009
18 August 2009
Ao vivo... Mojave 3
17 August 2009
16 August 2009
15 August 2009
14 August 2009
D'Outrora... Fernando Correia Marques
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Perg. – Podes não te considerar um rocker, mas tens de ter algo a ver com o rock quando cantas temas como, por exemplo o “Hey mano”, ou mesmo o “Louco, amor louco”. Não concordas?
Resp. – A nível de rock considero-me um “revival”. Os anos 50 foram fundamentais para o rock, e o resto que se passou até agora são tentativas de se encontrar algo no caminho.
Perg. – O que achas do rock que se faz em Portugal?
Resp. – Em Portugal, infelizmente, o rock é muito mal tratado. Para além disto, existem empresários que são do pior que pode haver, em que exploram as bandas e os músicos até à medula, e todos nós sabemos que uma banda de rock não vive dos músicos que lá tocam. Eu, se tiver uma banda e os músicos não tiverem instrumentos, como é lógico, eles não podem tocar. Em Portugal os instrumentos musicais são considerados artigos de luxo e isso já é uma grande exploração que se faz às bandas musicais. É por isso que eu não acredito em muitos esquemas de rock que aprecem por aí ao nível da promoção empresarial. Isso é um roubo, infelizmente.
Perg. – Em termos de projectos para o futuro, o que é que tens em mente?
Resp. – Pretendo continuar a gravar, fazer um som porreiro e tentar experiências novas ao nível das letras e também tentar criar um estilo próprio.
...
Nota – Entrevista feita para o jornal Musicalíssimo. Fernando Correia Marques gravou os primeiros discos com o nome de Fernando e foi nessa altura que esta entrevista foi feita. Os seus primeiros singles, eram num estilo rock n’ roll muito comercial (daí o ser acusado de oportunismo para vender). A partir de 1983 o seu estilo musical situa-se na chamada música popular portuguesa ligeira, muitas vezes denominada “música pimba”. Ainda hoje grava, sob o nome de Fernando Correia Marques. Obtém grande sucesso e dá imensos concertos pelas terras portuguesas e no estrangeiro, junto das comunidades de emigrantes.
FIM
13 August 2009
Band Of Skulls - Baby Darling Doll Face Honey

Ao vivo... Festival Algarve
12 August 2009
D'Outrora... Fernando Correia Marques
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Perg. – Musicalmente, como é que te defines?
Resp. – Defino-me como um músico que gosta de cantar aquilo que compõe. Se for rock é rock, se for balada é balada; desde que eu componha e goste, está tudo bem.
Perg. – Tu podes gostar, mas os críticos acusam-te de um aproveitamento para cantares aquele género musical que está a vender mais, para dessa forma ganhares dinheiro. Não concordas?
Resp. – Vou-te responder em duas alíneas. Em primeiro lugar os críticos em Portugal são indivíduos em que a maioria deles não percebe nada de música, vão ver um concerto e não estão a perceber nada daquilo. Os críticos em Portugal funcionam da maneira que a música lhes entra no ouvido, ou seja: se fica no ouvido gostam, se não fica não gostam. Quem faz isso não é crítico, pois eles devem analisar o esquema todo, a música toda, e depois então podem criticar. Eu, quando não percebo uma coisa, não a crítico. Quem critica tem de ouvir o concerto e não se limitar a dizer que gosta quando a batida é boa, ou que não gosta quando a batida é má. Acho muito bem que se critiquem certas bandas estrangeiras que vêm cá dar concertos e que são uma bela porcaria. O concerto que as Girl School deram, por exemplo, na minha opinião foi um insulto actuarem cá e cobrarem um balúrdio. Esse dinheiro podia ser para os grupos portugueses. Não é porém os portugueses a fazerem as primeiras partes desses concertos, em que o som que temos sai completamente “esburacado” e onde somos pagos miseravelmente. Salvo raras excepções, os críticos portugueses não percebem muito de música.
O segundo ponto, em relação a eu estar a aproveitar-me do rock para ganhar dinheiro, isso é um erro, pois o rock também já este na moda nos anos 60. Por outro lado, não tenho interesse nenhum em estar o nível do rock já que não sou um rocker, pois se fosse formava uma banda e ia para a estrada, pois um rocker faz-se na estrada, não é num estúdio. Fiz o “Hey Mano” porque curti muito. O rock não dá dinheiro e as bandas que vivem disso vêem-se com muitas dificuldades para sobreviver. Eu não sou um rocker, apenas canto aquilo que componho e posso acrescentar que ainda não ganhei muito dinheiro como músico, por isso não acho que esteja a existir um aproveitamento.
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11 August 2009
Hoje - Amália Hoje

Ao vivo... Buena Vista Social Club
10 August 2009
D'Outrora... Fernando Correia Marques
Fernando (Correia Marques), começou a ser um nome conhecido no nosso meio artístico quando editou o seu segundo single, que incluía o tema “Hey Mano”, que obteve grande sucesso. O primeiro disco da sua carreira foi o single “Melodia Chá-lá-lá”, editado em 1980 e que passou despercebido. Recentemente foi posto à venda o single “Louro Amor Louco / Ninguém é Louco” que, segundo informações colhidas junto de um responsável da editora, está a vender-se bem.
De seguia, transcreve-se uma entrevista feita recentemente.
Perg. – Fernando, como esta entrevista se deve principalmente ao facto de teres editado recentemente mais um disco, o terceiro da tua carreira, gostava que falasses um pouco sobre esse teu novo trabalho.
Resp. – Uma das faces do single, “Louro Amor Louco”, é na mesma linha musical que o “Hey Mano”, embora não tão acelerada. Em “Louco Amor Louco” tento mostrar que todos nós temos um louco amor que é um amor louco; no tema “Ninguém é Louco” tento mostrar que de são e de louco todos temos um pouco. De facto, todos nós temos uma paranóia em que nos apetece fazer qualquer coisa; nas letras eu faço uma crítica social.
Perg. – Até que ponto essa crítica social pode ser importante?
Resp. – Quando digo, numa canção, “ninguém te engana, mas és enganado” ou “ninguém te crava, mas és cravado”, isso é verdade, critico aquilo que não gosto e isso vai obrigar-te a pensar, é algo real. Tudo o que canto tem um conteúdo que de facto é louco mas que tem uma parte sã. Inicialmente, nas letras das minhas canções, começo com uma parte sã e depois entro na parte louca que é para levar a pessoa a pensar naquilo que quero dizer.
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09 August 2009
08 August 2009
07 August 2009
D'Outrora... Rui Veloso
06 August 2009
D'Outrora... Rui Veloso
Perg. – Quais são as tuas principais influências?
Resp. – As minhas principais influências são de músicos blues, como por exemplo Eric Clapton, B. B. King e também de Mark Knopfler, isto como guitarristas; como voalistas gosto muito do Stevie Wonder e do Ray Charles. Acho que é difícil procurar influências, pois ouço imensas coisas.
Perg. – Achas que existe aquilo a que muita gente chama “Movimento Rock português”?
Resp. – Acho que não.
Perg. - Porquê?
Resp. – Porque isso não existe, esse movimento não existe. Existem músicos a tocar, mas não existe um movimento. Os músicos não se conhecem entre si, portanto, não pode haver movimento nenhum. O que se está a passar é que as editoras abriram as suas portas aos grupos.
Perg. – A partir da altura em que tu surgiste, começaram a aparecer uma série de grupos incentivados pelo êxito do teu LP. Consideras que foste o responsável pelo aparecimento desses grupos?
Resp. – Eu não fui a chave disso; a chave foi a venda do meu disco e do êxito que obtive. As editoras, a partir dessa altura começaram a exigir que os grupos cantassem em português, pois assim tinham mais sucesso.
Perg. – Afirmaste que as editoras abriram as suas portas aos grupos portugueses. Não te parece que, caso esses grupos fracassem, essas portas possam ser fechadas?
Resp. – Os grupos não vão dar prejuízo porque já existe um público. É natural que as vendas venham a estabilizar, mas há sempre quem compre. Há muitos grupos que já vendem bem como por exemplo, GNR, Salada de Frutas, UHF, Táxi e muitos mais; se esses grupos vendem bem é porque há mercado e, como tal, há público.
Perg. – Mas não achas que será tarde para aparecer um movimento desses?
Resp. – Não acho que seja tarde, e não sei porque razão é que as editoras só agora é que começaram a dar o apoio necessário. Há músicos, eles gravam e existem, e havendo músicos não quer dizer que eles estejam atrasados. Há uma data de factores a que se deve este atraso. Por exemplo, uma boa guitarra cá em Portugal é caríssima e além disso temos falta de aparelhagem, e existe também o problema do alto preço do material, pois esse tipo de material quando é importado, tem de pagar uma taxa de luxo que é muito elevada e isso põe os instrumentos a um preço exorbitante.
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Ao vivo... Festival do Sudoeste 2006
05 August 2009
D'Outrora... Rui Veloso
Perg. – Com o êxito que obtiveste com o teu primeiro disco, criaste um certo compromisso para com as pessoas que o compraram e geralmente, quando um cantor aparece com um primeiro disco que se vende bem, esse cantor mais tarde ou mais cedo “morre”, quer dizer deixa de se falar nele. Será que isso é algo que te preocupa?
Resp. – Preocupa-me na medida em que eu preferia ganhar dinheiro à custa dos discos, porque não tenho grande vida para fazer espectáculos e é nesses espectáculos que se ganha dinheiro, embora eu não tenha ganho muito mas, se a coisa for bem feita, pode ganhar-se muito dinheiro. No meu caso, como ganhei mais ou menos bem com a venda de discos, preferia viver à custa dos discos, mas para isso é preciso manter um certo público que os compre, como é lógico. O “Ar de Rock” já é quase disco de ouro, e o single ultrapassou o disco de prata há muito tempo. É evidente que não acredito que o meu segundo LP vá vender tanto como o primeiro. Tenho a impressão que o grande número de vendas do “Ar de Rock”, deveu-se mais ao entusiasmo inicial e toda a gente o comprou porque não havia mais nada.
Perg. – Este teu próximo trabalho vai ser mais à base de blues, ao passo que no “Ar de Rock” apareceste numa onda um bocado diferente. Não achas que essa mudança de estilo pode vir a decepcionar alguns dos teus fans que compraram o primeiro disco?
Resp. – Acho que não. Não é a opinião de quem comprou o “Ar de Rock” que me vai forçar a mudar de estilo ou a continuar com o mesmo estilo e uma coisa que o público tem de respeitar é a criatividade. Portanto, não é o público que vai indicar a via que eu devo seguir e, mesmo assim, não acho que vá decepcionar. Se gostarem… gostaram; se não gostarem… não gostaram. Isso é um problema meu.
Perg. – Como disse na pergunta anterior, o teu próximo disco vai ser à base de Blues. Para além disso tem a particularidade de ser cantado em português. Achas que a língua portuguesa se integra dentro do espírito do Blues?
Resp. – É uma experiência. Eu acho que sim, mas não é fácil. O que é preciso é haver sensibilidade por parte da pessoa que escreve para apanhar a métrica e os sons e caso haja essa sensibilidade a coisa funciona e eu até tenho um blues em português.
Perg. – Mas achas que o blues tem aceitação suficiente no mercado português?
Resp. – Acho que sim. Os espectáculos de blues que já houve em Portugal, como por exemplo o Blues Band, foram porreiros e tiveram bastante público; e mais, no festival de jazz de Cascais, havia muita malta que ia lá só para ver tocar o pessoal do blues. Acho que tem aceitação.
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04 August 2009
D'Outrora... Rui Veloso
Perg. – O “Ar de Rock” foi um LP que caiu do ar, quer dizer, apareceu de repente. O que é que vai aparecer agora?
Resp. – Para mim, a única diferença que existe agora é que antes eu fazia músicas e não as gravava e agora já as gravo. Continuo a fazer músicas, coisas que eu e o Tê escolhemos, digamos que é um trabalho de continuidade. Uma pessoa todos os dias está a sofrer influências musicais, influências de todo o género e ao mesmo tempo está a crescer, a cabeça vai envelhecendo e portanto, tudo isso se vai reflectir. Não sei colocar as coisas de outra maneira, mais ao nível de sensações.
Perg. – Essa tua definição de saíres, de não seres o ídolo protótipo, tem alguma coisa a ver com a continuidade do disco, pois tu assumiste uma responsabilidade em termos de qualidade de impacto.
Resp. – São coisas que me passam ao lado, são as pessoas que me classificam dentro de um certo estilo, dentro de vários parâmetros em que está incluída a chamada qualidade. Não sei se a minha música tem ou não qualidade, pois isso depende do padrão que uma pessoa toma, quer dizer, se for um padrão nacional talvez tenha alguma qualidade, mas se for um padrão internacional já é capaz de não ter assim tanta qualidade.
Perg. - Mas agora tu tens uma responsabilidade perante as pessoas que compraram o teu disco e que aguardam o teu próximo trabalho.
Resp. – Às vezes nem me lembro dessa responsabilidade e algo de que ninguém se lembra é que eu tenho só 24 anos e ainda sou um puto. Muitas vezes, as pessoas esperam que eu reaja como um homem e depois põem-me um peso em cima chamado responsabilidade, e isso oprime. A música é uma coisa que oprime um bocado quando se entra no meio. Era bom ter-se a possibilidade de ter uma casa fora, ninguém chatear por causa de contratos, não ter a preocupação de gravar um disco e, além destas, há uma série de coisas que se um gajo acorda mal disposto, começa-se a lembrar e fica oprimido.
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Ao vivo... Festival do Sudoeste 2003
03 August 2009
D'Outrora... Rui Veloso
Actualmente está a preparar outro disco que promete ser de grande qualidade.
Perg. – Rui Veloso, quais as principais diferenças que se deram na tua vida, depois de teres editado o “Chico Fininho”?
Resp. – A principal diferença é que antes vivia no Porto e agora vivo em Lisboa. O estatuto de estrela não serve para nada e eu não o sigo à regra, mas há muitos gajos que o seguem, e esses são capazes de arranjar conhecimentos, mas que não passa disso, porque amigos arranjam-se aos poucos.
Perg. – Antes de editares o “Chico Fininho” o que é que fazias? O que sentes depois de o teres editado e de teres adquirido o sucesso?
Resp. – Antes estava pior, porque sonhava gravar um disco e ter guitarras; agora gravo e toco e consegui fazer disto a minha vida. Mas este mundo da música dá cabo da cabeça a uma pessoa, porque os músicos atacam-se uns aos outros e por vezes nós, músicos, ouvimos cochichos desagradáveis. O antes é antes e o agora é agora; uma pessoa tem de fazer para que o que vem a seguir seja ainda melhor e fazer com que nos sintamos mais à vontade.
Perg. – Essa violência nos poemas das tuas músicas ao retratar os problemas do dia a dia, vem de onde ou de quem?
Resp – Vem do Carlos Tê que é quem escreve os poemas.
Perg. – Tu não escreves mas és quem os canta, quem lhes dá vida. Identificas-te de alguma maneira com aquilo que cantas?
Resp. – Identifico-me totalmente com aquilo que está escrito e é por isso que eu e o Carlos Tê nos damos muito bem, engatamos um no outro a nível musical. Eu atino com o que ele faz e ele atina com o que eu faço. Mas essa violência a que te referes, essa maneira de pôr as coisas a frio e de mostrar às pessoas como as coisas se passam, vem dele.
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02 August 2009
14 July 2009
Ao vivo... Jamie Cullum
10 July 2009
D'Outrora... Filhos da Pauta
Perg. – Achas importante que através das letras se critique aquilo que não está correcto?
Resp. - (Carpinteiro) Nós criticamos um todo do qual fazemos parte e estamo-nos marimbando para a sociedade pois a sociedade actuar está a tender para um egocentrismo. Não há sociedade… há uma pessoa em cada um, somente.
(Joca) – Nós nas letras das nossas canções falamos daquilo que existe. Por exemplo, temos um tema chamado “Pintor”, que fala do haxixe e o nome da música é o termo que se usa para o adquirir. Isso é uma realidade e temos de falar nisso.
(Carpinteiro) – Mas só o povo é que compra haxixe, pois os da alta sociedade comprar cocaína e heroína.
Perg. – Quanto a contratos e gravações de discos, o que é que têm a dizer?
Resp. - (Carpinteiro) – O que está destinado é que vamos gravar um single, mas ainda não temos marcado a data do estúdio; isso já pertence à editora que é a Valentim de Carvalho e às suas burocracias.
Perg. – Quais as possibilidades que vez de conseguirem obter sucesso?
Resp. - (Carpinteiro) - Não pensei muito nessa questão, pois o estouro dá-se mais através da promoção, disso não tenho dúvidas e a editora aposta em nós.
Perg. – Queres dizer que por vezes a qualidade da música não é importante?
Resp. - (Carpinteiro) – A qualidade não é o mais importante. O que interessa é a promoção, mais nada.
FIM
09 July 2009
D'Outrora... Filhos da Pauta
Apesar de já se verificar em menor quantidade, de vez em quando ainda aparece algum grupo de rock português cuja música tem qualidade, como por exemplo os Filhos da Pauta, que brevemente vão editar um disco. Eles dão-nos, segundo nos disseram “música a martelo”, afirmação de que discordo pois a música deles não é feita às três pancadas, antes pelo contrário. Pelo que nos foi dado a ouvir durante a sua actuação no rock Rendez-Vous, a música do grupo tem qualidade e o seu vocalista tem uma voz extremamente potente, apesar de um pouco imatura. Os Filhos da Pauta são um grupo que promete.
Após esta pequena introdução, vamos passar à entrevista que lhes fizemos no final da sua actuação no RRV.
Perg. – Em primeiro lugar, gostava que um de vocês fizesse a apresentação do grupo.
Resp. – (Carpinteiro) O grupo é formado por mim na voz, Quintela no baixo, Joca na guitarra, Araújo na bateria e o Jorge nas teclas.
Perg. - Como é que se definem musicalmente e quais as vossas influências?
Resp. – (Carpinteiro) Influências directas, propriamente ditas, não temos. Eu tenho mais influências dos fado do que do Rock n’ Roll e é por isso que nos dedicamos um bocado a essa linha. Tu até podes ver que quando estou em palco, a cantar, exploro um bocado essas influências do fado. A nível do grupo, as influências que podem existir são por causa destes anos todos de Rock n Roll. Quanto a influências portuguesas, é só o fado e o folclore. A nossa sigla de apresentação é que “somos a banda mais fatela e mais malaica de 1982”, porque repara quando uma pessoa se põe com olhos citadinos a olhar para fora da cidade, é capaz de chamar fatela ou malaico a uma certa camada da população e em cima do palco é essa camada que eu pretendo representar, o povo.
Perg. – Porquê o povo fora da cidade e não o de dentro, já que vocês passam a maior parte do tempo na cidade?
Resp. – (Carpinteiro) O povo da cidade pouco me diz.
(Joca) – Repara que o mise-en-scene dele tenta cair no ridículo e destruir aquela imagem de novo-rico, a imagem do gajo que partiu dos primórdios dos campesinos com as botas ao pescoço e hoje em dia é um novo-rico. Ele tenta mostrar isso, que é uma pessoa revoltada e a sua coreografia em palco tenta mostrar os males da sociedade que o rodeia, por exemplo nas cidades.
Perg. – Através das letras, tentam fazer alguma crítica à sociedade?
Resp. - (Carpinteiro) Não é bem isso. Por exemplo, o povo da aldeia onde eu vivo é um povo que está sempre naquela de revolta.
Perg. – Porquê?
Resp. – Não existe uma razão directa do porquê da revolta do povo. O povo nunca está contente e não existe uma razão directa que justifique isso; se lhes fores perguntar porquê, eles não sabem. Eu ligo-me mais com o povo de fora da cidade.
Ao vivo... Moby
07 July 2009
Ao vivo... Festival Vilar de Mouros 2003
06 July 2009
Moby - Wait For Me
08 June 2009
07 June 2009
06 June 2009
03 June 2009
É hoje o concerto do ano
Já os vi uma vez e a expectativa para a noite de hoje não é grande... é enorme. Passei no estádio hoje, às 8 da manhã, e já havia pessoas (com ar de quem passou lá a noite), à espera que as portas abrissem, o que só vai acontecer por volta das 17 horas e 30 minutos. Após o cancelamento da actuação dos irlandeses "The Answer", a primeira parte vai ser assegurada pelos portugueses Vicious Five a segunda parte pelos, também portugueses, Mundo Cão. Finalmente, por volta das 21 horas e 30 minutos, entram em palco os AC / DC para aquele que será, seguramente, o concerto do ano.02 June 2009
Ao vivo... Rolling Stones
01 June 2009
Placebo - Battle For The Sun

31 May 2009
30 May 2009
29 May 2009
28 May 2009
Ao vivo... Nick Cave
27 May 2009
The Pink Mountaintops - Outside Love

25 May 2009
Cage The Elephant - Cage The Elephant

Ao vivo... Red Hot Chili Peppers + Stereophonics
24 May 2009
23 May 2009
22 May 2009
Faunts - Feel.Love.Thinking.Of

Ao vivo... Monges de Shaolin
21 May 2009
Ao vivo... Cranberries
Momentos... Beatnicks

O viola-baixo dos Beatnicks, em palco, durante um concerto no Rock Rendez-Vous, numa foto tirada pelo autor deste blog.
20 May 2009
Crocodiles - Summer Of Hate

19 May 2009
Ao vivo... Festival Paredes de Coura 2000
Data - Dias 11, 12 e 13 de Agosto de 2000Local - Paredes de Coura
Notas - Mais uma edição deste Festival que aproveitando o cenário natural e um palco simples, brinda-nos sempre com um cartaz de grande qualidade.
18 May 2009
Bat For Lashes - Two Suns

Ao vivo... Ben Harper
17 May 2009
D'Outrora... Salada de Frutas
16 May 2009
D'Outrora... Salada de Frutas
15 May 2009
Ao vivo... Pearl Jam
Maccabees - Wall Of Arms

14 May 2009
Pelo mundo... Rossy
Roosy é natural da ilha de Madagascar e a sua música cruza instrumentos tradicionais de Madagascar com instrumentos modernos, como por exemplo sintetizadores, o que origina um som invulgar. É um estilo musical muito próprio que não chega a poder ser considerado música popular de Madagascar mas também não pode ser considerada música electrónica. É estabelecida uma fusão entre o tradicional africano e o moderno europeu de forma muito agradável.13 May 2009
Manic Street Preachers - Journal For Plague Lovers
Um rock simultaneamente suave e agressivo, repleto de guitarras fortes e ritmadas, percorre este disco composto por catorze canções, onde não faltam algumas baladas no tom acústico a que o grupo nos habituou.
12 May 2009
Ao vivo... Pet Shop Boys
11 May 2009
Ben Harper - White Lies for Dark Time

10 May 2009
Fischerspooner - Entertainment

09 May 2009
White Lies - To Lose My Life

08 May 2009
D'Outrora... John Watts
Foto de John Watts, vocalista da banda Fischer-Z, que obteve algum sucesso no início dos anos 80 e que amanhã actua em Oeiras, no auditório Municipal Eunice Munoz. Esta foto é do início dos anos 80 quando Watts deu início à sua carreira a solo e passou por Portugal para uma participação no programa "Passeio dos Alegres", apresentado por Júlio Isidoro para a RTP 1. Após a actuação no programa o autor deste blog fez-lhes uma entrevista que foi publicada no jornal Musicalíssimo.Ao vivo... David Byrne
07 May 2009
Momentos... Beatnicks

O viola-baixo dos Beatnicks, em palco, durante um concerto no Rock Rendez-Vous, numa foto tirada pelo autor deste blog.
06 May 2009
Ao vivo... Lenny Kravitz
05 May 2009
04 May 2009
Ao vivo... B. B. King
03 May 2009
02 May 2009
01 May 2009
30 April 2009
Ao vivo... Zucchero
Pelo mundo... Remmy Ongala
Há quem diga que na Tanzânia, Remmy Ongala é mais conhecido do que o próprio presidente da república. Ele e a sua Orchestra Super Matimila desenvolvem toda a sua actividade musical a partir de Dar Es Salaam, antiga capital da Tanzânia e onde estão situados a maior parte dos agentes económicos e sendo praticamente o centro da decisão política, apesar da capital ser Dodoma desde 1973.
Remmy Ongala como músico iniciou-se na bateria e mais tarde passou à guitarra e é responsável por uma grande parte dos mais excitantes e envolventes temas da música africana, graças ao cruzamento muito conseguido do som da guitarra soukous (tipicamente do Zaire, país onde nasceu, na região de Kivu e de onde emigrou para a Tanzânia em 1968), com ritmos tanzanianos, latinos e algumas influências da música das Caraíbas, aliando a este cocktail musical a sua soberba voz. As suas canções são normalmente longas, com extensos solos de guitarra que nos maravilham com aquele som típico que só os africanos conseguem obter desse instrumento.
Através da sua música, Remmy Ongala tenta ir mais longe e evitar que ela seja somente uma forma de fazer as pessoas dançar através do seu ritmo contagiante. Para isso, foca sempre questões sociais nas letras, abordando imensos temas como por exemplo a sida, a corrupção governamental, as injustiças sociais, e uma imensidão de assunto que, infelizmente, são comuns e retratam a realidade da maioria dos países do continente africano, continente esse que tanto nos encanta com as suas maravilhas naturais como nos entristece e constrange com a sua realidade social.
África é um continente único, quer a nível musical quer em termos místicos. Talvez seja por isso que quando escutamos um disco de música tipicamente africana seja impossível ficarmos impávidos e serenos à escuta. Existe algo nos toca e nos faz vibrar, e a música de Remmy Ongala é um desses casos.
Discografia selectiva:
1990 – Songs For The Poor Man
1991 – Mambo
1996 – Sema
29 April 2009
Ao vivo... Super Bock Super Rock
Data - Dias 25 e 26 de Mario de 200628 April 2009
Ao vivo... David Byrne
27 April 2009
Dan Deacon - Bromst

Ao vivo... David Byrne
26 April 2009
Bob Dylan - Together Through Life

25 April 2009
24 April 2009
Pelo mundo... Guo Brothers
Os Guo Brothers são formados por Guo Yue e Guo Yi tendo editado o seu primeiro trabalho “Yuan” através da editora Real World de Peter Gabriel em 1990. Neste disco, produzido pelo Irlandês Pól Brennan (Ex. Clannad), o grupo traz-nos bonitas canções inspiradas na música tradicional chinesa, com leves influências de Pól Brennan mas que de modo algum interferem com a identidade dos temas.Oriundos de uma família pobre, os dois irmãos desenvolveram um grande trabalho em termos de pesquisa da música popular e tradicional, chinesa desde as mais remotas zonas até às grandes cidades A sua música tocada somente com dois instrumentos tradicionais chineses, graças à forte influência das flautas, transmite-nos sensações de prazer, um prazer relaxante que nos leva a “viajar” por esse imenso país que é a China.
Apesar de residirem na China, a sua música não obteve grande sucesso a nível interno, sendo apenas reconhecida internacionalmente.
Em 1995 editaram “Our Homeland” e em 1997 "Music Of China".
DISCOGRAFIA
1990 – Yuan
1995 – Our Homeland
1997 – Music Of China
Ao vivo... Peter Gabriel
23 April 2009
D'Outrora... Afrika Star
Perg. – Além de cantares no grupo, também cantas a solo, tendo inclusivamente concorrido ao festival da canção. Fala-nos da tua carreira a solo.
Resp. – O gravar a solo é secundário. O objectivo que tive no cantar a solo, foi concorrer ao festival da canção, mas a minha canção não foi apurada. Agora vou concorrer ao festival da canção que o Stress está a organizar, em que como se sabe, vão estar presentes algumas das canções que o júri não apurou.
Perg. – No próximo dia 3 de Maio vocês vão arrancar para a Europa, numa tournée em que irão actuar no Luxemburgo, Itália, França, Holanda. Fala-nos um bocado, acerca disso.
Resp. – Nós, todos os anos fazemos essa tournée e o público reage bem à nossa música. A maioria do público que temos nesses espectáculos, é público cabo-verdiano, mas também vão alguns estrangeiros. Por vezes até temos que prolongar as nossas tournées, porque o público exige. Os países onde temos mais sucesso, é na Itália e na França. O público gosta de ouvir as nossas músicas.
Perg. – Em termos de planos para o futuro, o que é que vocês têm planeado?
Resp. – Além dessa tournée e do LP, estamos a pensar organizar um festival de reggae que contará com a presença de Peter Tosh e dos Culture, mas estas presenças ainda não estão confirmadas. Estamos também a pensar em organizar um espectáculo que durará dois dias, e para isso pensamos levar lá os Ferro e Fogo e os UHF. Este espectáculo ainda está em fase de estudo.
FIM
Momentos

João Alain, guitarrista da saudosa Go Graal Blues Band. Na minha opinião, um dos melhores guitarristas de sempre da música portuguesa. Após o final do grupo, e pelo que sei e que carece de confirmação, João Alain colaborou com alguns músicos como músico de estúdio mas não voltou aos palcos nem a nenhum outro projecto musical que tenha visto registado em disco a sua actividade.
22 April 2009
D'Outrora... Afrika Star
Perg. - Jô, em primeiro lugar gostava que me dissesses qual a formação actual do grupo.
Resp. – O grupo actualmente é formado por mim, que sou o vocalista; no baixo temos o Joaquim, o guitarra solo é o Jorge, contra viola solo é o Pedro, viola ritmo é o Zé, na bateria o Manuel e temos um director que é o Zeca.
Perg. – Quais os objectivos que pretendem atingir ao fazer a divulgação da música de Cabo Verde?
Resp. – Nós tentamos mostrar às pessoas que a música de Cabo Verde merece que lhe seja dada mais atenção, e para isso divulgamo-la, apesar do pouco apoio que temos a nível editorial. Em Portugal já existem cerca de doze agrupamentos de música Cabo-Verdiana e aos poucos está-se a implantar, mas quando tivermos mais apoio por parte das editoras, ainda será maior.
Perg. – Em termos de discos, como é que vão os Afrika Star?
Resp. – No final do ano passado editámos o LP “Puli S. Bento” e em Abril deste ano editámos o LP Afrika Star 82. Neste próximo disco, todos os temas vão ser originais e serão cantados em crioulo, na sua maioria.
Perg. – Os vossos discos são difíceis de encontrar no mercado. Não haverá um desinteresse por parte da editora na divulgação da vossa música?
Resp. – A editora tem-se mostrado interessada em nós, mas não nos tem dado apoio promocional, devido, possivelmente, a condições financeiras. Inclusivamente, há certos trabalhos que deviam ser feitos pela editora e somos nós que os fazemos, como por exemplo a promoção dos discos pois somos nós que os levamos às rádios. Esse tido de trabalho devia ser feito pela editora, mas não é isso que acontece.
Perg. – Porquê? Por falta de dinheiro?
Resp. – Não é por falta de dinheiro. Eles não têm feito promoção, nem na rádio nem nos jornais. Sinceramente não sei porquê, ainda estou para entender isso. As discotecas até se recusam a receber os nossos discos, devido a esse pouco apoio. Outro defeito que a nossa editora tem é que se preocupa mais em chegar ao público Cabo-Verdiano, somente.
...
Ao vivo... Coldplay
Local - Pavilhão Atlântico
Observações - Sala esgotada para aquele que foi um dos melhores concertos de 2005, apesar de Chris Martin, por várias vezes, ter-se esquecido das letras das canções. Um bom espectáculo com uma parte verdadeiramente espectacular em que Chris Martin desaparece do palco e aparece no meio do público a cantar.
21 April 2009
20 April 2009
Ao vivo... Spain
19 April 2009
18 April 2009
17 April 2009
Pelo mundo... Amadou & Mariam
Amadou Bagayoko e Mariam Doumbia conheceram-se em Bamako, no Mali no ano de 1975, no instituto para jovens invisuais. Amadou nasceu em Outubro de 1954 e com apenas 14 anos começou a sua carreira musical como membro do agrupamento Les Ambassadeurs du Motel até 1974. Amadou ficou invisual na adolescência, tendo então ingressado no instituto onde veio a conhecer aquela que viria a ser a sua esposa Mariam Doumbia, também invisual desde os cinco anos de idade. Mariam nasceu em Abril de 1958 e após ingressar no mencionado instituto, aprendeu Braille, dança e música. Para além destas actividades, Amadou & Mariam fizeram com que as actividades musicais e artísticas no instituto tivessem grande desenvolvimento.Em 1980 decidem casar e dar início a uma parceria, também em termos musicais. Até 1985 Amadou desenvolve uma intensa carreira a solo onde ganha alguns prémios e obtém relativo sucesso e nesse mesmo ano fazem os primeiros espectáculos fora do Mali, mais propriamente no Burkina-Faso e em 1986 mudam-se para a Costa do Marfim em busca de melhores condições de gravação. É que, por incrível que pareça, no Mali as condições eram fracas, apesar de ser um autêntico “viveiro” de músicos de grande qualidade como por exemplo Ali Farka Touré, Fela Kuti ou Salif Keita (que também fez parte dos Les Ambassadeurs du Motel, com Amadou).
Em termos de edições musicais, o grupo começou por lançar várias cassetes produzidas por Maikano, até que em 1994 foram convidados para gravar em Paris, trabalhos esses que nunca chegaram a ser editados e, finalmente em 1998 é lançado o primeiro CD “Sou Ni Tile”, ao qual se sucederam vários discos quer do grupo quer a de Amadou a solo, e em 2002 colaboram com Manu Chao. Esta parceria com um dos mais bem sucedidos músicos de World Music fez com que a sua música começasse a ser mais conhecida a nível mundial e deu nova projecção ao grupo.
Finalmente em 2004 o sucesso e o talento são reconhecidos um pouco por todo o mundo, graças ao fabuloso disco “Dimanche au Bamako” que obtém grande sucesso a nível internacional tendo sido considerado pela crítica, quase unanimemente, como o melhor disco de World Music desse ano. Esse enorme sucesso fez com que iniciassem tournées pela Europa e África, e obtivessem muitos e importantes prémios no mundo da música.
A partir desta altura começaram a colaborar com vários músicos de renome, como por exemplo Damon Albarn e actuaram em vários festivais, um pouco por todo o mundo.
O ano de 2008 trouxe-nos mais uma agradável surpresa (em tom de confirmação), com o disco “Welcome to Mali”, onde colaboraram vários e importantes músicos, como por exemplo Toumani Diabete, Tiken Jah Fakoly, Juan Rozoff, e também o ex-Blur e Gorillaz, Damon Albran na produção. Trata-se de um disco diferente do anterior, onde se nota uma ligeira fusão com ritmos ocidentais, o que dá origem a uma música de “dançante” e contagiante, mas sem perder a identidade com esse país de grandes músicos – Mali -, e esse continente – África –, onde se toca (e que nos toca) de uma forma inigualável e peculiar.
Amadou & Mariam são, sem qualquer dúvida, um dos nomes mais importantes do actual panorama da World Music, neste caso do Mali e de África.
DISCOGRAFIA

16 April 2009
15 April 2009
Ao vivo... Red Hot Chili Peppers
Local - Pavilhão Atlântico
Observações - Pavilhão completamente esgotado para um excelente concerto da banda liderada por Anthony Kiedis, durante a tournée de promoção a "By The Way", editado em 2002 e que conseguiu obter grande sucesso, quer por parte da crítica quer comercialmente. Os Red Hot Chilli Peppers conseguiram manter o nivel de Californication editado em 1999.
14 April 2009
13 April 2009
Ao vivo... António Pinho Vargas
12 April 2009
11 April 2009
Leonard Cohen - Live In London

10 April 2009
09 April 2009
D'Outrora... Afrika Star
Perg. – Além de cantares no grupo, também cantas a solo, tendo inclusivamente concorrido ao festival da canção. Fala-nos da tua carreira a solo.
Resp. – O gravar a solo é secundário. O objectivo que tive no cantar a solo, foi concorrer ao festival da canção, mas a minha canção não foi apurada. Agora vou concorrer ao festival da canção que o Stress está a organizar, em que como se sabe, vão estar presentes algumas das canções que o júri não apurou.
Perg. – No próximo dia 3 de Maio vocês vão arrancar para a Europa, numa tournée em que irão actuar no Luxemburgo, Itália, França, Holanda. Fala-nos um bocado, acerca disso.
Resp. – Nós, todos os anos fazemos essa tournée e o público reage bem à nossa música. A maioria do público que temos nesses espectáculos, é público cabo-verdiano, mas também vão alguns estrangeiros. Por vezes até temos que prolongar as nossas tournées, porque o público exige. Os países onde temos mais sucesso, é na Itália e na França. O público gosta de ouvir as nossas músicas.
Perg. – Em termos de planos para o futuro, o que é que vocês têm planeado?
Resp. – Além dessa tournée e do LP, estamos a pensar organizar um festival de reggae que contará com a presença de Peter Tosh e dos Culture, mas estas presenças ainda não estão confirmadas. Estamos também a pensar em organizar um espectáculo que durará dois dias, e para isso pensamos levar lá os Ferro e Fogo e os UHF. Este espectáculo ainda está em fase de estudo.
FIM
Ao vivo... Diana Krall
08 April 2009
D'Outrora... Afrika Star
Perg. - Jô, em primeiro lugar gostava que me dissesses qual a formação actual do grupo.
Resp. – O grupo actualmente é formado por mim, que sou o vocalista; no baixo temos o Joaquim, o guitarra solo é o Jorge, contra viola solo é o Pedro, viola ritmo é o Zé, na bateria o Manuel e temos um director que é o Zeca.
Perg. – Quais os objectivos que pretendem atingir ao fazer a divulgação da música de Cabo Verde?
Resp. – Nós tentamos mostrar às pessoas que a música de Cabo Verde merece que lhe seja dada mais atenção, e para isso divulgamo-la, apesar do pouco apoio que temos a nível editorial. Em Portugal já existem cerca de doze agrupamentos de música Cabo-Verdiana e aos poucos está-se a implantar, mas quando tivermos mais apoio por parte das editoras, ainda será maior.
Perg. – Em termos de discos, como é que vão os Afrika Star?
Resp. – No final do ano passado editámos o LP “Puli S. Bento” e em Abril deste ano editámos o LP Afrika Star 82. Neste próximo disco, todos os temas vão ser originais e serão cantados em crioulo, na sua maioria.
Perg. – Os vossos discos são difíceis de encontrar no mercado. Não haverá um desinteresse por parte da editora na divulgação da vossa música?
Resp. – A editora tem-se mostrado interessada em nós, mas não nos tem dado apoio promocional, devido, possivelmente, a condições financeiras. Inclusivamente, há certos trabalhos que deviam ser feitos pela editora e somos nós que os fazemos, como por exemplo a promoção dos discos pois somos nós que os levamos às rádios. Esse tido de trabalho devia ser feito pela editora, mas não é isso que acontece.
Perg. – Porquê? Por falta de dinheiro?
Resp. – Não é por falta de dinheiro. Eles não têm feito promoção, nem na rádio nem nos jornais. Sinceramente não sei porquê, ainda estou para entender isso. As discotecas até se recusam a receber os nossos discos, devido a esse pouco apoio. Outro defeito que a nossa editora tem é que se preocupa mais em chegar ao público Cabo-Verdiano, somente.
07 April 2009
06 April 2009
Ao vivo... Eric Clapton
05 April 2009
04 April 2009
Neil Young - Fork In The Road

03 April 2009
Cinematic Orchestra na Aula Magna

Jason Swinscoe, líder e fundador dos Cinematic Orchestra faz-se acompanhar nestes dois espectáculos em Portugal – os únicos na Europa em 2009 - por Phil France, Tom Chant, Luke Flowers, Nick Ramm, e Stuart McCallum.
O espectáculo da Aula Magna no dia 02 de Abril foi fabuloso. Jason Swinscoe e os seus excelentes músicos tocaram temas dos vários álbuns do grupo para uma sala completamente esgotada e incansável nos aplausos, tendo no final e durante cerca de dez minutos, aplaudido de pé os músicos.
Foi uma noite de boa música electrónica com excelentes fusões com um Acid-Jazz de qualidade, com bons solos por parte de todos os músicos e nesses momentos o público permanecia num devoto silêncio, que explodia num aplaudir intenso.
Para fechar a noite, Grey Reverend que tocou na primeira parte interpretou “To Build a Home”, sendo o momento alto da noite.
Apesar de ter sido um bom concerto, ficou a sensação de que o grupo podia ter ido mais longe ao nível do improviso e divagação musical, pois é um colectivo recheado de bons músicos que sabem improvisar e tocar de forma sublime e densa.
Ao vivo... Joe Cocker
02 April 2009
D'Outrora... Cinco Estrelas
Perg. – Em relação ao facto de as editoras terem de aceitar grupos, é preciso colocar o problema que por vezes aqueles discos que as editoras vão editar, podem não ter o mínimo de qualidade para serem passados na rádio. Isso é uma realidade, não concordam?
Resp. – (F.H.) Está certo, mas nesse caso eu pergunto: porque razão é que se passa tanta música estrangeira de fraca qualidade? Será que é só por ser estrangeira? Então se há uma grande quantidade de música estrangeira que em termos de qualidade deixa muito a desejar, acho que fraca qualidade por fraca qualidade, o público prefere a nossa música, a música portuguesa. Se em termos de público não existe esse problema porquê essa imposição da música estrangeira?
Perg. – Mas será que não há mesmo esse problema?
Resp. – (F.H.) Eu tenho a certeza que não. Digo-te isto porque contacto muito com o povo. Há um sector do público urbano que prefere a música estrangeira, mas será que quem ouve rádio é só o público das zonas urbanas? Podia fazer-se uma sondagem para ver qual o tipo de música que o público prefere, e os senhores da rádio iam ficar surpreendidos. De certeza que viria a ser mais passada a música portuguesa e isso dar-nos-ia condições monetárias para que pudéssemos desenvolver as nossas condições técnicas, para termos melhor qualidade. É claro que concordamos que se passe música estrangeira na rádio, mas que seja de qualidade. Nós somos pela opinião do intercâmbio musical. Musicalmente somos colonizados pela América e pela Inglaterra, mas não devemos esquecer que a França, Itália e Espanha, são grandes potências musicais.
Perg. – Em Portugal, no que diz respeito a promoção, a vossa editora é a melhor, sem qualquer dúvida. Acham isso fundamental para que um disco obtenha sucesso’
Resp. – (J.A.) Acho que sim.
(J.V.) – É como as latas das salsichas: as que mais se vendem são aquelas a que fazem mais publicidade.
Perg. – E passa-se o mesmo em termos discográficos?
Resp. – (J.V.) Sim, mas tem de haver sempre qualquer coisa, tem que ter um mínimo de qualidade.
Perg. – Através das letras das vossas músicas, o que é que tentam transmitir às pessoas?
Resp. – (J.A.) Tentamos dizer coisas sérias a brincar e criticamos a sociedade, pois a crítica é positiva e é uma forma de diálogo, desde que não seja destrutiva; a partir do momento que é destrutiva, já considero negativa, dizer mal por dizer.
Perg. – Em termos de projectos para o futuro, o que têm?
Resp. – (J.V.) Queremos dar muitos concertos, acabar de pagar o PA. O nosso objectivo é gravar um Lp e esperamos vir a conseguir isso. Talvez saia mais um single nosso depois do verão.
FIM
01 April 2009
D'Outrora... Cinco Estrelas
Ao contrário do que muita gente pensa, o agrupamento 5 estrelas que agora editou o seu primeiro disco, já têm quinze anos de experiência musical. Somente ao fim destes quinze anos é que viram o seu trabalho compensado com a gravação do single “Vida Chata / Vampiro”, que promete ser um enorme sucesso. Este grupo é formado por: Félix Heleno, como coordenador geral; José Araújo na guitarra e voz; José Sofia na bateria, José Vítor, no baixo; Zé Fernando, nas teclas e João António nos sintetizadores. Estes são os cinco Estrelas e de seguida passemos a uma entrevista que lhes fizemos, pois eles prometem.
Perg. – Como é que se definem, musicalmente?
Resp. – (José Vítor) Musicalmente… acho que é música de 5 estrelas, só.
(José Araújo) Nós procuramos não estar ligados a nenhum movimento em particular. A música que fazemos é aquela que nos apetece fazer, e se o pessoal gosta ou não gosta, isso não interessa.
Perg. – Inicialmente começaram por ser um grupo de baile e depois passaram para um onda rock. Há quem considere uma evolução natural, mas por outro lado há quem considere existir um aproveitamento pelo facto do rock, dar dinheiro. No vosso caso, trata-se de um aproveitamento para conseguirem gravar um disco, ou é o caso da chamada evolução natural?
Resp. – (J.A.) Nós evoluímos naturalmente, não nos aproveitamos dos outros estarem a gravar para conseguirmos gravar, também. Não fomos atrás dessa gente toda. Fizemos a música que nos apeteceu fazer e depois calhou gravarmos o disco. Agora, se é rock ou não, a malta é que sabe.
(J.V.) Eu acho que sim. O rock abrange uma área grande não é só música da pesada. Pode haver rock mais suave.
Perg. – Agora que já conseguiram gravar um disco, pensam continuar com os bailes?
Resp. – (J.A.) Vamos continuar temporariamente. Vamos fazer os últimos contratos que temos marados e depois queremos dedicar-nos aos concertos o mais depressa possível.
Perg. – Vocês querem-se dedicar aos concertos. Têm estruturas para isso, para uma tournée?
Resp. – (J.A.) Temos. Nós temos uma aparelhagem bastante sofisticada e todo o apoio necessário para tocarmos seja onde for. O que acontece é que há poucos espectáculos e há medo de investir neles. Nós já temos material suficiente para fazer um espectáculo.
Perg.. – Então o vosso problema é a falta de convites?
Resp. – (J.A.) Convites, realmente, surgem poucos porque há falta de promotores de espectáculos e por esse motivo, os espectáculos não existem em grande quantidade. Há também o facto de não sermos conhecidos.
(F.H.) O meio musical é difícil, somos um país pequeno e há poucos promotores. A razão porque ainda temos de fazer alguns bailes, é porque temos os nossos encargos familiares e é natural que se aparecer um contrato com um determinado cachet, ainda tenha de se aceitar. Era com que fosse possível fazer só concertos; seria o ideal. Aí a rádio e a televisão têm uma força extraordinária e a prova está em todo este movimento que se criou e não foi por acaso que os primeiros grupos que apareceram, ganharam todos discos de ouro pelas vendas dos discos. É uma prova de que os portugueses querem música portuguesa. A possibilidade de os grupos se manterem depende muito de uma divulgação que a rádio e a TV deves estar dispostos a dar ao seu público.
(J.V.) Para ajudar nesse sentido, surgiu a lei dos 50% a música portuguesa.
Perg. – Mas essa lei não está a ser cumprida.
Resp. – (J.V.) Para já ainda são os 40% e a partir do próximo ano é que passa aos 50%. Essa lei veio fazer com que as editoras tivessem de lançar grupos pois é preciso música portuguesa.
(J.S.) A rádio, hoje em dia, nem os 40% passa, porque não existe qualquer controlo.
31 March 2009
D'Outrora... Recorte de Imprensa

Artigo publicado no jornal Musicalíssimo sobre um concerto no Rock Rendez Vous. O artigo não é de minha autoria, mas estive lá neste dia e aproveitei para para fazer uma entrevista ao Anibal Miranda, numa altura em que este músico tinha bastante sucesso, principalmente graças ao seu single "Don't Shoot".30 March 2009
A não perder... Cinematic Orchestra
- Motion (1999)
Ao vivo... Genesis
29 March 2009
28 March 2009
27 March 2009
Marianne Faithfull... Easy Come Easy Go
Easy Come Easy Go é um disco de covers que abrange diversos estilos e autores como Randy Newman, Decemberists, Smokey Robinson ou Morrissey. Para além de Faithfull seleccionar excelentes temas destes músicos, rodeou-se também de um elenco de luxo ao nível de colaborações, como por exemplo Antony Hegarty, Nick Cave, Rufus Wainwright, Jarvis Cocker, Sean Lennon, Keith Richard e muitos outros.
Ao vivo... Moonspell
26 March 2009
D'Outrora... Recorte de Imprensa

Recorte sobre um concerto dos Uriah Heep em Lisboa, publicado em Agosto de 1980 na revista Música & Som.
25 March 2009
Pet Shop Boys... Yes
Yes marca o regresso dos Pet Shop Boys aos discos, após um interregno de cerca de três anos.24 March 2009
23 March 2009
Ao vivo... Elton John
22 March 2009
21 March 2009
20 March 2009
Que é feito de... Nina Hagen?
Com uma voz estranha mas segura e bem colocada, na qual eram evidentes as influências da ópera que chegou a aprender, os seus dois primeiros discos conseguiram obter algum sucesso, apesar de nunca terem sido considerados trabalhos de grande qualidade. Nina Hagen gravou uma versão punk do conhecido tema "My Way" de Frank Sinatra.
Que é feito dela?
DISCOGRAFIA
Momentos... Street Kids
19 March 2009
18 March 2009
Bruce Springsteen... Working On A Dream
Numa altura em que se começa a falar do regresso a Portugal de Bruce Springsteen, destaco o seu último trabalho “Working On a Dream”.
Este disco surge na sequência de Magic, editado em 2007 e marca o regresso do Boss ao rock depois da passagem pelo folk americano num excelente disco de covers de Pete Seeger “We Shall Overcome: The Seeger Sessions”, de 2006. Enquanto que Magic era evidente uma revolta originada pelas políticas de Bush, Working On a Dream mostra alguns sinais de optimismo pela eleição de Obama para a presidência americana. Sendo Springsteen um activista de esquerda, a sua música (como sua principal arma) não podia passar ao lado destas questões, bem como da esperança de que Obama possa mudar algo no mundo, e nos EUA.
Working On a Dream é um disco que vale pelo seu todo, com boas canções dentro do estilo a que Springsteen nos habituou; um disco cheio de esperança que começa com um tema longo, conceptual e brilhante (Outlaw Pete), seguindo-se um desfilar de bons temas onde é visível e audível o prazer de Bruce Springsteen em gravar com a sua E-Street Band numa era pós-Bush. "The Last Carnival" é dedicado a Danny Frederici, membro da E-Street Band e recentemente falecido. São notórios os sons a que a E-Strett Band nos habitou, as guitarras de Van Zandt e Nils Lofgren’s em My Lucky Day. Como tema extra aparece no disco "The Wrestler", feito propositadamente para o filme com o mesmo nome e interpretado por Mickey Rourke.
Um bom disco e, seguramente, um grande concerto.
01 – Outlaw Pete
02 – My Lucky Day
03 – Working On A Dream
04 – Queen Of The Supermarket
05 – What Love Can Do
06 – This Life
07 – Good Eye
08 – Tomorrow Never Knows
09 – Life Itself
10 – Kingdom Of Days
11 – Surprise, Surprise
12 – The Last Carnival
13 – The Wrestler
Nota – 8/10
17 March 2009
Momentos... Beatnicks
Foto tirada pelo autor deste blog durante um concerto dos Beatnicks no Rock Rendez Vous. Mais um grupo que não durou muito tempo nem obteve grande êxito. Chegou a contar com a Lena D'Água como vocalista na altura da edição do primeiro single. A partir dessa altura passou a ser Tó Leal o vocalista do grupo, tendo gravado, entre outros, os singles "Somos o Mar" e "Blue Jean", bem como o LP "Aspectos Humanos", que foi um registo curioso e importante numa onda de um pop suave mas agradável.Se não estou em erro, o único elemento do grupo que ainda hoje grava é o Tó Leal, com uma carreira a solo virada, essencialmente, para a música ligeira.
16 March 2009
D'Outrora... Ferro & Fogo
Postal que vinha dentro de um single dos Ferro e Fogo, grupo de rock português com algum (não muito) sucesso no início dos anos 80. Gravaram alguns singles e um LP "A Ferro & Fogo" que foi um autêntico fiasco, em termos comerciais.Ao vivo... Stomp
13 March 2009
Ao vivo... Festival do Sudoeste
12 March 2009
Ao vivo... Deep Purple
27 February 2009
Ao vivo... Evanescence
26 February 2009
25 February 2009
Ao vivo... Tindersticks
23 February 2009
Ao vivo... AC/DC
20 February 2009
19 February 2009
Ao vivo... Def Leppard
Local - Pavilhão de Cascais
Notas - No auge do grupo, os Def Leppard proporcionaram um excelente concerto ao imenso público que encheu por completo o Pavilhão de Cascais.
A partir desta altura, os Def Leppard nunca mais conseguiram obter grande sucesso, editando discos demasiado fracos, como por exemplo Slang editado em 1996, ou X de 2002, em contraste com os excelentes Pyromania de 1983, Hysteria de 1987 ou o extremamente comercial Adrenalize de 1992. Em 2008 editaram Songs From The Sparkle Lounge.
Na primeira parte actuaram os Terrorvision.
20 January 2009
D'Outrora... Recorte de Imprensa
Recorte da revista Rock em Portugal, publicada em Agosto de 1978, sobre um concerto do grupo "Prólogo".










































































